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Notícias
10
set
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Depósitos do Piauí 'inventam' venda de madeira para a Amazônia
Empresas passavam créditos de madeira a serrarias amazônicas. Ibama ainda contabiliza total desviado pelo esquema.
O Piauí é dominado pelo cerrado e pela caatinga. Ainda assim, sete madeireiras do estado, em operação sem nenhuma lógica, vinham registrando venda de madeira típica da Amazônia para estados da Região Norte.
Alertado pelo governo do estado, o Ibama foi até os pátios das madeireiras nos municípios de Parnaíba (PI) e Luis Corrêa (PI), e descobriu um esquema fraudulento em que as empresas traziam madeira da Amazônia e depois revendiam os créditos eletrônicos do material comprado para que serrarias de Amazonas, Pará, Maranhão e Roraima pudessem regularizar novas levas de madeira ilegal. Entre as variedades comercializadas há ipê, muiracatiara e maçaranduba.
As madeireiras do Piauí simulavam a venda de madeira para a região amazônica, apenas para que suas parceiras tivessem o volume correspondente no sistema de controle de comércio de produtos florestais para acobertar nova venda. Com a falsa transferência, eram emitidos DOFs (documentos de origem florestal) para o transporte de novas cargas a partir dos estados amazônicos.
De acordo com Adelquis Monteiro, agente ambiental que participou da operação, a Polícia Federal vai investigar se há uma quadrilha por trás do esquema, já que há indício de ligação entre as sete madeireiras. Elas transferiam créditos de madeira entre si e para madeireiras coincidentes na Amazônia. O esquema vinha sendo investigado há cerca de 2 meses.
O total de madeira movimentado de forma fraudulenta ainda está sendo contabilizado pelo órgão ambiental. Nas madeireiras piauienses foram apreendidos 435 metros cúbicos de madeira que ficaram descobertos porque os créditos correspondentes foram vendidos.
O Piauí é dominado pelo cerrado e pela caatinga. Ainda assim, sete madeireiras do estado, em operação sem nenhuma lógica, vinham registrando venda de madeira típica da Amazônia para estados da Região Norte.
Alertado pelo governo do estado, o Ibama foi até os pátios das madeireiras nos municípios de Parnaíba (PI) e Luis Corrêa (PI), e descobriu um esquema fraudulento em que as empresas traziam madeira da Amazônia e depois revendiam os créditos eletrônicos do material comprado para que serrarias de Amazonas, Pará, Maranhão e Roraima pudessem regularizar novas levas de madeira ilegal. Entre as variedades comercializadas há ipê, muiracatiara e maçaranduba.
As madeireiras do Piauí simulavam a venda de madeira para a região amazônica, apenas para que suas parceiras tivessem o volume correspondente no sistema de controle de comércio de produtos florestais para acobertar nova venda. Com a falsa transferência, eram emitidos DOFs (documentos de origem florestal) para o transporte de novas cargas a partir dos estados amazônicos.
De acordo com Adelquis Monteiro, agente ambiental que participou da operação, a Polícia Federal vai investigar se há uma quadrilha por trás do esquema, já que há indício de ligação entre as sete madeireiras. Elas transferiam créditos de madeira entre si e para madeireiras coincidentes na Amazônia. O esquema vinha sendo investigado há cerca de 2 meses.
O total de madeira movimentado de forma fraudulenta ainda está sendo contabilizado pelo órgão ambiental. Nas madeireiras piauienses foram apreendidos 435 metros cúbicos de madeira que ficaram descobertos porque os créditos correspondentes foram vendidos.
Fonte: Globo Amazônia
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