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Notícias
10
set
2010
(CARBONO)
Novo mapa detalhado mostra volume de carbono retido na floresta amazônica
Um novo e detalhadíssimo mapa da Amazônia peruana mostra quanto carbono está armazenado na região, e onde o desmatamento lançou gases do efeito estufa na atmosfera.
O mapa tridimensional pode contribuir com um acordo internacional contra o desmatamento e a degradação florestal, responsáveis por até um quinto de toda a liberação humana de gases do efeito estufa, segundo estimativas das Nações Unidas (ONU).
Negociadores climáticos têm discutido um acordo internacional para desacelerar o aquecimento global, o que inclui uma proposta da ONU chamada Redd (sigla de Redução de Emissões pelo Desmatamento e a Degradação Florestal).
Um dos empecilhos à proposta é a dificuldade de estimar quanto carbono as florestas mantêm fora da atmosfera - já que as plantas absorvem dióxido de carbono e o usam no processo de fotossíntese - e quanto o desmatamento contribui com o efeito estufa ao liberar para o ar esse carbono absorvido.
Os detalhes no novo mapa podem ajudar a alterar isso, segundo Greg Asner, do Instituto Carnegie para a Ciência, principal autor de um estudo que produziu o mapa. O estudo está sendo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
"O que estamos mostrando aqui pela primeira vez é uma capacidade não só de mapear o carbono ... que está na floresta, mas também de usar uma técnica que nos permita estimar as emissões", disse Asner por telefone do Havaí, onde realiza trabalho de campo. "Em termos de um tratado climático internacional, isso é uma grande novidade”.
Para criar o mapa, Asner e seus colegas usaram imagens de satélites que examinavam a vegetação e onde ela foi perturbada, e então usaram os dados recolhidos por um avião-laboratório equipado com tecnologia a laser para produzir um mapa tridimensional das árvores e de outros tipos de vegetação.
Como essas imagens em 3D mostravam a estrutura específica das plantas, os pesquisadores conseguiram juntar essa informação com os dados colhidos em terra e calcularam quanto carbono as plantas continham, segundo Asner.
Usando informações históricas sobre o desmatamento e a degradação florestal, os cientistas conseguiram também calcular as emissões de carbono de 1999 a 2000 para essa parte do Peru, região de Madre de Diós. Na área estudada, equivalente ao tamanho da Suíça, a floresta desmatada deu lugar, principalmente, à mineração e à agropecuária.
Outra vantagem do mapa é que ele mostra os efeitos da degradação (destruição parcial da floresta), o que até agora era difícil de quantificar.
"Se você não incluir a degradação, você vai perder muito das emissões", disse ele. "Ela contribui com 50 por cento de carbono a mais na atmosfera desta região ... do que apenas o desmatamento sozinho”.
O mapa tridimensional pode contribuir com um acordo internacional contra o desmatamento e a degradação florestal, responsáveis por até um quinto de toda a liberação humana de gases do efeito estufa, segundo estimativas das Nações Unidas (ONU).
Negociadores climáticos têm discutido um acordo internacional para desacelerar o aquecimento global, o que inclui uma proposta da ONU chamada Redd (sigla de Redução de Emissões pelo Desmatamento e a Degradação Florestal).
Um dos empecilhos à proposta é a dificuldade de estimar quanto carbono as florestas mantêm fora da atmosfera - já que as plantas absorvem dióxido de carbono e o usam no processo de fotossíntese - e quanto o desmatamento contribui com o efeito estufa ao liberar para o ar esse carbono absorvido.
Os detalhes no novo mapa podem ajudar a alterar isso, segundo Greg Asner, do Instituto Carnegie para a Ciência, principal autor de um estudo que produziu o mapa. O estudo está sendo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
"O que estamos mostrando aqui pela primeira vez é uma capacidade não só de mapear o carbono ... que está na floresta, mas também de usar uma técnica que nos permita estimar as emissões", disse Asner por telefone do Havaí, onde realiza trabalho de campo. "Em termos de um tratado climático internacional, isso é uma grande novidade”.
Para criar o mapa, Asner e seus colegas usaram imagens de satélites que examinavam a vegetação e onde ela foi perturbada, e então usaram os dados recolhidos por um avião-laboratório equipado com tecnologia a laser para produzir um mapa tridimensional das árvores e de outros tipos de vegetação.
Como essas imagens em 3D mostravam a estrutura específica das plantas, os pesquisadores conseguiram juntar essa informação com os dados colhidos em terra e calcularam quanto carbono as plantas continham, segundo Asner.
Usando informações históricas sobre o desmatamento e a degradação florestal, os cientistas conseguiram também calcular as emissões de carbono de 1999 a 2000 para essa parte do Peru, região de Madre de Diós. Na área estudada, equivalente ao tamanho da Suíça, a floresta desmatada deu lugar, principalmente, à mineração e à agropecuária.
Outra vantagem do mapa é que ele mostra os efeitos da degradação (destruição parcial da floresta), o que até agora era difícil de quantificar.
"Se você não incluir a degradação, você vai perder muito das emissões", disse ele. "Ela contribui com 50 por cento de carbono a mais na atmosfera desta região ... do que apenas o desmatamento sozinho”.
Fonte: Reuters
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