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Notícias
08
set
2010
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Eucalipto e o pinus começarão a sofrer com mudanças climáticas
Entrevista com o pesquisador da Embrapa Florestas, Marcos Silveira. Ele fala sobre as mudanças climáticas e as consequências que essas variações causam ao meio ambiente, principalmente quando relacionadas à produção de madeira.
1 - O que nós podemos falar sobre mudanças climáticas?
Marcos Silveira: A mudança climática é causada pelo efeito estufa que é causado pelo aumento dos gazes, principalmente pelo gás carbônico, mas existem outros gazes também que ajudam a aumentar o efeito estufa.
O aumento do gás carbono de modo geral tende a beneficiar principalmente as espécies florestais, mas por outro lado ele diminui o risco de geada para as culturas florestais. Está havendo uma tendência muito grande de aumentar a temperatura mínima, e essa temperatura mínima é uma temperatura que ocorre durante a noite.
E, a geada ocorre justamente nas primeiras horas da manhã ou no final da noite. Por tudo isso em um primeiro momento as mudanças climáticas estão sendo benéficas para essas espécies.
Estamos muito próximo de atingir o limite de saturação de gás carbônico na atmosfera, esse limite gira em torno de 45ppm. Atingindo esse limite a tendência dele é começar a ser fitotóxico para as culturas e começar a prejudicar.
2 - O que acontece?
Marcos Silveira: Basicamente começa a inibir a fotossíntese.
3 - Chegou a acontecer isso alguma vez?
Marcos Silveira: Não. Até hoje isso nunca aconteceu. A terra nunca esteve tão quente como se encontra agora. Nos últimos 15 anos tivemos cerca de 11 ou 12 anos mais quentes, antes nunca registrados na história, desde que começaram as medições com as estações meteorológicas. Nota-se um nítido aumento de temperatura, principalmente o aumento da temperatura mínima.
4 - O eucalipto e pinus, as espécies mais utilizadas no País sofrem também com a mudança?
Marcos Silveira: Por enquanto ainda não. Como eu disse o aumento de gás carbono está sendo benéfico, mas logo vão começar a sofrer com esses problemas.
5 - Existe alguma medição em relação ao aumento do CO2 e a produtividade da madeira?
Marcos Silveira: Tem sido feito medição em relação ao aumento do CO2. Em relação à produtividade da madeira ainda não foi feito.
6 - Subentende-se então que aumentando o aumento do CO2 maior é a produtividade?
Marcos Silveira: Isso mesmo, todos sabem que existe, mas não tem como isolar um efeito do outro, porque as temperaturas e as chuvas têm aumentado o que é benéfico.
7 - Qual o estudo que tem sido feito aqui na Embrapa? Qual o tipo de acompanhamento que vocês fazem normalmente?
Marcos Silveira: Por enquanto aqui na Embrapa Floresta o que estamos fazendo é o zoneamento para eucalipto e pinus, estamos fazendo um estudo pra todo o Brasil de zoneamento para as próximas décadas, com bases nos cenários que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas traçou vamos refazer o zoneamento década por década, observando o que pode acontecer diante do cenário de mudança. Como devem se comportar a cultura de eucalipto, pinus e uma série de culturas que ainda não tínhamos feito o zoneamento, mas estamos fazendo agora e faremos o cenário até 2100 como isso deve ficar pra cada uma delas.
Estamos pegando algumas espécies exóticas, mas também estamos pegando algumas espécies nativas do Brasil.
8 - Esse projeto já tinha acontecido antes?
Marcos Silveira: Não. Esse projeto é a primeira vez que está acontecendo, estamos trabalhando com o eucalipto, pinus, teca, paricá, taxi branco uma série de espécies de maior importância econômica.
9 - Em que etapa está o projeto?
Marcos Silveira: Ainda está na fase inicial, recebemos toda a base de dados climáticos do INPE. A próxima etapa é verificar a ocorrência geográfica, principalmente das espécies nativas e relacionar com os dados climáticos, através dessa relação é que faremos uma modelagem de nicho ecológico e traçar os cenários futuros.
10 - Quais são as entidades envolvidas nesse projeto?
Marcos Silveira: A Embrapa coordena o projeto, mas o INPE, o INMET e uma série de organizações estaduais de pesquisas estão envolvidas.
11 - O que os silvicultores podem esperar no final do projeto?
Marcos Silveira: Nós vamos traçar as regiões, novas áreas de ocorrência, florestas plantadas principalmente em um primeiro momento devem ser beneficiadas especialmente da região Sul do Brasil, apenas algumas espécies da Amazônia deve ter uma redução de área devido o aumento muito grande de temperatura.
12 - Pode haver também uma relação do aumento ou diminuição das pragas com a mudança climática?
Marcos Silveira: Pode ser um grande problema pra área florestal. A tendência é ocorrer um aumento de pragas e doenças, principalmente as pragas por serem beneficiadas com o aumento de temperatura, além disso, a tendência é que elas migrem pra novas áreas onde não tem os inimigos naturais.
1 - O que nós podemos falar sobre mudanças climáticas?
Marcos Silveira: A mudança climática é causada pelo efeito estufa que é causado pelo aumento dos gazes, principalmente pelo gás carbônico, mas existem outros gazes também que ajudam a aumentar o efeito estufa.
O aumento do gás carbono de modo geral tende a beneficiar principalmente as espécies florestais, mas por outro lado ele diminui o risco de geada para as culturas florestais. Está havendo uma tendência muito grande de aumentar a temperatura mínima, e essa temperatura mínima é uma temperatura que ocorre durante a noite.
E, a geada ocorre justamente nas primeiras horas da manhã ou no final da noite. Por tudo isso em um primeiro momento as mudanças climáticas estão sendo benéficas para essas espécies.
Estamos muito próximo de atingir o limite de saturação de gás carbônico na atmosfera, esse limite gira em torno de 45ppm. Atingindo esse limite a tendência dele é começar a ser fitotóxico para as culturas e começar a prejudicar.
2 - O que acontece?
Marcos Silveira: Basicamente começa a inibir a fotossíntese.
3 - Chegou a acontecer isso alguma vez?
Marcos Silveira: Não. Até hoje isso nunca aconteceu. A terra nunca esteve tão quente como se encontra agora. Nos últimos 15 anos tivemos cerca de 11 ou 12 anos mais quentes, antes nunca registrados na história, desde que começaram as medições com as estações meteorológicas. Nota-se um nítido aumento de temperatura, principalmente o aumento da temperatura mínima.
4 - O eucalipto e pinus, as espécies mais utilizadas no País sofrem também com a mudança?
Marcos Silveira: Por enquanto ainda não. Como eu disse o aumento de gás carbono está sendo benéfico, mas logo vão começar a sofrer com esses problemas.
5 - Existe alguma medição em relação ao aumento do CO2 e a produtividade da madeira?
Marcos Silveira: Tem sido feito medição em relação ao aumento do CO2. Em relação à produtividade da madeira ainda não foi feito.
6 - Subentende-se então que aumentando o aumento do CO2 maior é a produtividade?
Marcos Silveira: Isso mesmo, todos sabem que existe, mas não tem como isolar um efeito do outro, porque as temperaturas e as chuvas têm aumentado o que é benéfico.
7 - Qual o estudo que tem sido feito aqui na Embrapa? Qual o tipo de acompanhamento que vocês fazem normalmente?
Marcos Silveira: Por enquanto aqui na Embrapa Floresta o que estamos fazendo é o zoneamento para eucalipto e pinus, estamos fazendo um estudo pra todo o Brasil de zoneamento para as próximas décadas, com bases nos cenários que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas traçou vamos refazer o zoneamento década por década, observando o que pode acontecer diante do cenário de mudança. Como devem se comportar a cultura de eucalipto, pinus e uma série de culturas que ainda não tínhamos feito o zoneamento, mas estamos fazendo agora e faremos o cenário até 2100 como isso deve ficar pra cada uma delas.
Estamos pegando algumas espécies exóticas, mas também estamos pegando algumas espécies nativas do Brasil.
8 - Esse projeto já tinha acontecido antes?
Marcos Silveira: Não. Esse projeto é a primeira vez que está acontecendo, estamos trabalhando com o eucalipto, pinus, teca, paricá, taxi branco uma série de espécies de maior importância econômica.
9 - Em que etapa está o projeto?
Marcos Silveira: Ainda está na fase inicial, recebemos toda a base de dados climáticos do INPE. A próxima etapa é verificar a ocorrência geográfica, principalmente das espécies nativas e relacionar com os dados climáticos, através dessa relação é que faremos uma modelagem de nicho ecológico e traçar os cenários futuros.
10 - Quais são as entidades envolvidas nesse projeto?
Marcos Silveira: A Embrapa coordena o projeto, mas o INPE, o INMET e uma série de organizações estaduais de pesquisas estão envolvidas.
11 - O que os silvicultores podem esperar no final do projeto?
Marcos Silveira: Nós vamos traçar as regiões, novas áreas de ocorrência, florestas plantadas principalmente em um primeiro momento devem ser beneficiadas especialmente da região Sul do Brasil, apenas algumas espécies da Amazônia deve ter uma redução de área devido o aumento muito grande de temperatura.
12 - Pode haver também uma relação do aumento ou diminuição das pragas com a mudança climática?
Marcos Silveira: Pode ser um grande problema pra área florestal. A tendência é ocorrer um aumento de pragas e doenças, principalmente as pragas por serem beneficiadas com o aumento de temperatura, além disso, a tendência é que elas migrem pra novas áreas onde não tem os inimigos naturais.
Fonte: Painel Florestal
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