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Notícias
02
set
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
EUA faz testes com espécies de eucaliptos tolerantes ao frio
O eucalipto é uma espécie conhecida nos Estados Unidos há muito tempo. Navarro de Andrade visitou os plantios do país e escreveu um livro sobre isso em 1910, em cuja bibliografia consta o livro “Eucalyptus cultivated in the United States”, de Alfred McClatchie. Desde então, o eucalipto teve relativo sucesso na Califórnia com espécies de clima mediterrâneo (E. globulus), e na parte quente no sul da Flórida com E. grandis. Mais recentemente, a busca de fontes de energia renováveis levou a um maior interesse pelo eucalipto no país, especialmente em áreas com invernos rigorosos, onde as temperaturas podem cair drasticamente, causando às árvores danos severos ou morte.
Considerando que a última grande iniciativa com testes de eucalipto no país foi no início da década de 80, um grupo de empresas florestais, coordenado pela Forest Nutrition Cooperative (FNC), decidiu instalar 10 sítios experimentais em sete estados, com 60 espécies e sementes oriundas do Brasil, África do Sul, Chile, Guatemala e Austrália. Representando o Brasil, o IPEF doou sementes de 15 espécies para a North Carolina State University (NCSU) e receberá informações sobre o desempenho destes materiais em campo. Para Israel Gomes Vieira, Coordenador do Setor de Sementes e Mudas do IPEF, “esta colaboração com a FNC testa nossos materiais em situações extremas que não ocorrem no Brasil, auxiliando na tomada das decisões relativas ao melhoramento, notadamente em relação ao E. benthamii”.
Para o Prof. José Luiz Stape, da NCSU, “a possibilidade de identificar materiais mais tolerantes ao frio é maior do que nas iniciativas anteriores”. Ele destaca quatro fatores que contribuem para essa constatação. Em primeiro lugar, o fato de que a escolha das espécies foi baseada em conhecimentos acerca do melhoramento de países como Brasil, África do Sul e Chile. Também foi essencial a escolha de outras espécies com base em modelos climáticos da Austrália desenvolvidos pela FNC com apoio do engenheiro Clayton Álvares, doutorando da Esalq. Contribuíram ainda a existência de plantios experimentais nos EUA com relativo sucesso e o uso de silvicultura adequada à cultura do eucalipto.
Cinco áreas já foram plantadas em 2010 e outras cinco deverão ser plantadas em 2011. “A FNC busca a identificação das espécies mais aptas para focar seus estudos de silvicultura, ficando a cargo de outras instituições os aspectos de melhoramento em si”, enfatiza o Prof. Stape.
Considerando que a última grande iniciativa com testes de eucalipto no país foi no início da década de 80, um grupo de empresas florestais, coordenado pela Forest Nutrition Cooperative (FNC), decidiu instalar 10 sítios experimentais em sete estados, com 60 espécies e sementes oriundas do Brasil, África do Sul, Chile, Guatemala e Austrália. Representando o Brasil, o IPEF doou sementes de 15 espécies para a North Carolina State University (NCSU) e receberá informações sobre o desempenho destes materiais em campo. Para Israel Gomes Vieira, Coordenador do Setor de Sementes e Mudas do IPEF, “esta colaboração com a FNC testa nossos materiais em situações extremas que não ocorrem no Brasil, auxiliando na tomada das decisões relativas ao melhoramento, notadamente em relação ao E. benthamii”.
Para o Prof. José Luiz Stape, da NCSU, “a possibilidade de identificar materiais mais tolerantes ao frio é maior do que nas iniciativas anteriores”. Ele destaca quatro fatores que contribuem para essa constatação. Em primeiro lugar, o fato de que a escolha das espécies foi baseada em conhecimentos acerca do melhoramento de países como Brasil, África do Sul e Chile. Também foi essencial a escolha de outras espécies com base em modelos climáticos da Austrália desenvolvidos pela FNC com apoio do engenheiro Clayton Álvares, doutorando da Esalq. Contribuíram ainda a existência de plantios experimentais nos EUA com relativo sucesso e o uso de silvicultura adequada à cultura do eucalipto.
Cinco áreas já foram plantadas em 2010 e outras cinco deverão ser plantadas em 2011. “A FNC busca a identificação das espécies mais aptas para focar seus estudos de silvicultura, ficando a cargo de outras instituições os aspectos de melhoramento em si”, enfatiza o Prof. Stape.
Fonte: Revista IPEF
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