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Notícias
01
set
2010
(INDÚSTRIA)
MS pode zerar TMF para setor carvoeiro
Carvoeiros e representantes de siderúrgicas do Estado compareceram em peso na reunião.
O Sindicarv (Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal de Mato Grosso do Sul) realizou nesta segunda-feira, 30, uma reunião com o governador do Estado, André Puccinelli, no Centro de Convenções Albano Franco, em Campo Grande, para discutir sobre o futuro do setor no Estado.
A boa notícia para os carvoeiros e representantes de siderúrgicas do Estado, que compareceram em peso na reunião, foi o anuncio do governador quanto à redução da pauta fiscal e a possibilidade de zerar a TMF (Taxa de Movimentação Florestal).
“Vocês (profissionais do setor) é que vão decidir o valor ideal da TMF. Vou dar três dias para vocês pensarem, e voltamos a conversar. Se acharem que é melhor zerar a taxa, é isso que será feito. Só precisamos analisar como se isso pode ser feito juridicamente, se não puder zerar, deixamos em 1%. Se as medidas dependerem apenas de decreto e não precisarem passar pela Assembléia Legislativa, devem sair assim que me vocês derem uma resposta”, aponta o governador.
O presidente do Sindicarv, Marcos José Brito, considera que a redução ou destituição do TMF é um avanço para a categoria, pois com o fim da taxa o carvão excedente poderá ser vendido para as siderúrgicas de Minas Gerais. “Mato Grosso do Sul produz hoje 200 mil metros de carvão por mês, e 40% dessa produção está parada, o que desvaloriza o produto. Só neste mês já tivemos duas quedas no valor do carvão. Com o TMF zerado ou em 1% vamos conseguir normalizar o seguimento, e escoar a produção acumulada”, explica o presidente.
Ainda de acordo com Marcos Brito, o Estado tem capacidade para quase dobrar a produção de carvão. “Temos como produzir 350 mil metros por mês, mas a nossa intenção primordial é vender o produto que está estocado”, complementa.
Um dos motivos para estar sobrando o produto no Estado, é que o setor começou a produzir mais carvão para atender os dois alto-fornos da Vetorial Siderurgia, em Corumbá, mas, até agora apenas um está em atividade. O funcionamento do segundo alto-forno depende da autorização da Justiça para a captação de água do Córrego Piraputangas. O julgamento da Vetorial está marcado para esta quarta-feira, 1.
O governador ainda aproveitou a reunião para mostrar a indignação quanto ao parecer da Justiça Federal que veta a emissão do DOF (Documento de Origem Florestal) para siderúrgicas com mais de 10 anos e para as que não tiverem PSS (Plano de Suprimento Sustentável). “Nós vamos pedir um prazo de transição para o cumprimento dessa decisão. Vamos solicitar uma audiência oficial com o Ibama, com o MPF (Ministério Público Federal) e com o MPE (Ministério Público Estadual)”, diz o governador.
O Sindicarv (Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal de Mato Grosso do Sul) realizou nesta segunda-feira, 30, uma reunião com o governador do Estado, André Puccinelli, no Centro de Convenções Albano Franco, em Campo Grande, para discutir sobre o futuro do setor no Estado.
A boa notícia para os carvoeiros e representantes de siderúrgicas do Estado, que compareceram em peso na reunião, foi o anuncio do governador quanto à redução da pauta fiscal e a possibilidade de zerar a TMF (Taxa de Movimentação Florestal).
“Vocês (profissionais do setor) é que vão decidir o valor ideal da TMF. Vou dar três dias para vocês pensarem, e voltamos a conversar. Se acharem que é melhor zerar a taxa, é isso que será feito. Só precisamos analisar como se isso pode ser feito juridicamente, se não puder zerar, deixamos em 1%. Se as medidas dependerem apenas de decreto e não precisarem passar pela Assembléia Legislativa, devem sair assim que me vocês derem uma resposta”, aponta o governador.
O presidente do Sindicarv, Marcos José Brito, considera que a redução ou destituição do TMF é um avanço para a categoria, pois com o fim da taxa o carvão excedente poderá ser vendido para as siderúrgicas de Minas Gerais. “Mato Grosso do Sul produz hoje 200 mil metros de carvão por mês, e 40% dessa produção está parada, o que desvaloriza o produto. Só neste mês já tivemos duas quedas no valor do carvão. Com o TMF zerado ou em 1% vamos conseguir normalizar o seguimento, e escoar a produção acumulada”, explica o presidente.
Ainda de acordo com Marcos Brito, o Estado tem capacidade para quase dobrar a produção de carvão. “Temos como produzir 350 mil metros por mês, mas a nossa intenção primordial é vender o produto que está estocado”, complementa.
Um dos motivos para estar sobrando o produto no Estado, é que o setor começou a produzir mais carvão para atender os dois alto-fornos da Vetorial Siderurgia, em Corumbá, mas, até agora apenas um está em atividade. O funcionamento do segundo alto-forno depende da autorização da Justiça para a captação de água do Córrego Piraputangas. O julgamento da Vetorial está marcado para esta quarta-feira, 1.
O governador ainda aproveitou a reunião para mostrar a indignação quanto ao parecer da Justiça Federal que veta a emissão do DOF (Documento de Origem Florestal) para siderúrgicas com mais de 10 anos e para as que não tiverem PSS (Plano de Suprimento Sustentável). “Nós vamos pedir um prazo de transição para o cumprimento dessa decisão. Vamos solicitar uma audiência oficial com o Ibama, com o MPF (Ministério Público Federal) e com o MPE (Ministério Público Estadual)”, diz o governador.
Fonte: Painel Florestal
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