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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Indústria moveleira de MG em recuperação, retoma contratações
A produção de móveis apresentou uma recuperação de 16% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado e, por isso, o segmento já se prepara para realizar investimentos em novas instalações e equipamentos. As expectativas para 2004 são otimistas com incremento no faturamento estimado em 25% na comparação com o ano anterior. Ainda assim, as perdas do último exercício, com recuo de 30% nas vendas brutas, não serão eliminadas.
"O ano passado foi marcado por uma forte recessão e as pessoas só tinham recursos para comprar o estritamente essencial. Mas sentimos que as pessoas voltaram a comprar, inclusive móveis, como conseqüência, o varejo voltou a fazer pedidos e a indústria passou a produzir bem mais", explica o presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais (Sindimov), Marcus Vinícius da Silva.
Ele informa que o reaquecimento que o setor registrou serviu também para aumentar o número de empregos diretos oferecidos pelos fabricantes em cerca de 15%. "Todas as empresas contratam, mesmo que em pequena quantidade, seja um, ou seja 10, houve aumento do quadro", afirma. Com cerca de 5,2 mil empresas, sendo que desse universo, 94% são pequenas e médias empresas o segmento de fabricação de móveis do Estado é responsável pela geração direta de 80 mil empregos.
De acordo com dados do Sindimov, mesmo com toda a crise vivida no ano passado, o setor vem apresentando crescimento. Há quinze anos, o pólo moveleiro de Minas Gerais ocupava a quinta posição do ranking nacional. Em 2001, pulou para o terceiro lugar e permanece até hoje, ficando atrás somente de São Paulo e Rio Grande do Sul. "Apesar de todos os problemas que enfrentamos, ainda conseguimos manter a produção e o número de empregos e isso é muito gratificante", ressalta.
Clusters
O crescimento do setor foi impulsionado também pela implantação dos Arranjos Produtivos Locais, denominados anteriormente de clusters, em várias regiões do Estado, como Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste do Estado, atualmente com 30 empresas, em Ubá com 150 empresas, Uberlândia (Triângulo Mineiro), e em Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), com 20 empresas. "Todas elas estão em início de funcionamento, mas já colaboram para o crescimento do setor, especialmente nas exportações", afirma.
Segundo ele, as empresas instaladas nos pólos estão procurando outros nichos de mercado para escoarem os produtos. Um deles seria a exportação, que também apresentou crescimento de 10% em relação ao ano passado. Além disso, as empresas mineiras estão enviando seus produtos também para os outros estados, onde ainda não existem grandes empresas moveleiras. "Queremos abrir novos mercados, mas não pretendemos enviar toda a nossa produção para o mercado externo, pois Minas ainda tem muito a ser explorado", fala.
Fonte: Diário do Comércio – 25/05/2004
"O ano passado foi marcado por uma forte recessão e as pessoas só tinham recursos para comprar o estritamente essencial. Mas sentimos que as pessoas voltaram a comprar, inclusive móveis, como conseqüência, o varejo voltou a fazer pedidos e a indústria passou a produzir bem mais", explica o presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais (Sindimov), Marcus Vinícius da Silva.
Ele informa que o reaquecimento que o setor registrou serviu também para aumentar o número de empregos diretos oferecidos pelos fabricantes em cerca de 15%. "Todas as empresas contratam, mesmo que em pequena quantidade, seja um, ou seja 10, houve aumento do quadro", afirma. Com cerca de 5,2 mil empresas, sendo que desse universo, 94% são pequenas e médias empresas o segmento de fabricação de móveis do Estado é responsável pela geração direta de 80 mil empregos.
De acordo com dados do Sindimov, mesmo com toda a crise vivida no ano passado, o setor vem apresentando crescimento. Há quinze anos, o pólo moveleiro de Minas Gerais ocupava a quinta posição do ranking nacional. Em 2001, pulou para o terceiro lugar e permanece até hoje, ficando atrás somente de São Paulo e Rio Grande do Sul. "Apesar de todos os problemas que enfrentamos, ainda conseguimos manter a produção e o número de empregos e isso é muito gratificante", ressalta.
Clusters
O crescimento do setor foi impulsionado também pela implantação dos Arranjos Produtivos Locais, denominados anteriormente de clusters, em várias regiões do Estado, como Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste do Estado, atualmente com 30 empresas, em Ubá com 150 empresas, Uberlândia (Triângulo Mineiro), e em Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), com 20 empresas. "Todas elas estão em início de funcionamento, mas já colaboram para o crescimento do setor, especialmente nas exportações", afirma.
Segundo ele, as empresas instaladas nos pólos estão procurando outros nichos de mercado para escoarem os produtos. Um deles seria a exportação, que também apresentou crescimento de 10% em relação ao ano passado. Além disso, as empresas mineiras estão enviando seus produtos também para os outros estados, onde ainda não existem grandes empresas moveleiras. "Queremos abrir novos mercados, mas não pretendemos enviar toda a nossa produção para o mercado externo, pois Minas ainda tem muito a ser explorado", fala.
Fonte: Diário do Comércio – 25/05/2004
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