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Notícias
10
ago
2010
(MEIO AMBIENTE)
Embrapa estuda tecnologias para uso sustentável de fruteiras da Amazônia
Projeto visa estabelecer prospecção, coleta, conservação e caracterização morfológica e molecular das fruteiras nativas da região, ainda subexploradas.
Uma pesquisa multiinstitucional , coordenada pela Embrapa Roraima, pretende desenvolver tecnologias para o uso sustentável de fruteiras da Amazônia subexploradas comercialmente, em especial o camu-camuzeiro, o taperebazeiro e o açaizeiro. De acordo com Edvan Chagas, coordenador do projeto, essas e outras frutas nativas da região ainda são pouco utilizadas até mesmo pelas populações amazônicas.
O pesquisador afirma que nem mesmo aquelas com reconhecidos benefícios à saúde e potenciais econômicos estão sendo devidamente exploradas. Segundo ele, um dos planos de ação estabelece a prospecção, a coleta, a introdução, a conservação e a caracterização morfológica e molecular das fruteiras, com ênfase nas espécies nativas. O projeto será desenvolvido em parceria com várias instituições de pesquisa, ensino e extensão, e o setor produtivo.
Outro objetivo é enriquecer a variabilidade genética para formar e manter o Banco de Germoplasma de Fruteiras Nativas da Região Amazônica. Para isso, os pesquisadores vão coletar germoplasmas (material genético de uso imediato ou com potencial de uso futuro) das fruteiras nativas não só de Roraima, mas também de Rondônia, Amazonas e Pará.
Edvan diz que as ações também incluem a conservação dos acessos que podem dar suporte aos atuais e futuros programas de melhoramento genético na Embrapa Roraima. O projeto vai focar ainda no comportamento adaptativo de fruteiras nativas de Roraima “estabelecido pelo estudo ecofisiológico de algumas cultivares e seleções, visando a recomendação de novos genótipos”.
Paralelamente, os pesquisadores vão estudar tecnologias que viabilizem a rápida propagação de fruteiras nativas. Sob a coordenação da Embrapa Amazônia Oriental, com sede em Belém (PA), eles pretendem definir metodologias de propagação seminífera e vegetativa de novas copas e porta-enxertos para fruteiras.
Outra instituição parceira, da Universidade Federal de Lavras (MG), vai coordenar aplicações de técnicas de cultura de tecidos que visam identificar as condições ideais de desinfecção, estabelecimento e micropropagação in vitro das espécies de fruteiras inseridas na pesquisa.
Ao longo do projeto, segundo Edvan, será feita uma avaliação pós-colheita de fruteiras nativas da Amazônia, com o objetivo de realizar a caracterização física, química, nutricional, funcional, sensorial e microbiológica dos frutos. Na sequência, pretende-se estabelecer a temperatura e o tempo de conservação refrigerada das espécies coletadas no início do projeto. Essa etapa será coordenada pela Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Todas essas ações estabelecem a transferência e difusão de tecnologias, com o objetivo de auxiliar na divulgação dos resultados obtidos a longo do projeto, diz Edvan. “Neste arranjo, acreditamos que será possível somar esforços e obter excelentes resultados e impulsionar a fruticultura nativa da região Amazônica”, conclui.
Uma pesquisa multiinstitucional , coordenada pela Embrapa Roraima, pretende desenvolver tecnologias para o uso sustentável de fruteiras da Amazônia subexploradas comercialmente, em especial o camu-camuzeiro, o taperebazeiro e o açaizeiro. De acordo com Edvan Chagas, coordenador do projeto, essas e outras frutas nativas da região ainda são pouco utilizadas até mesmo pelas populações amazônicas.
O pesquisador afirma que nem mesmo aquelas com reconhecidos benefícios à saúde e potenciais econômicos estão sendo devidamente exploradas. Segundo ele, um dos planos de ação estabelece a prospecção, a coleta, a introdução, a conservação e a caracterização morfológica e molecular das fruteiras, com ênfase nas espécies nativas. O projeto será desenvolvido em parceria com várias instituições de pesquisa, ensino e extensão, e o setor produtivo.
Outro objetivo é enriquecer a variabilidade genética para formar e manter o Banco de Germoplasma de Fruteiras Nativas da Região Amazônica. Para isso, os pesquisadores vão coletar germoplasmas (material genético de uso imediato ou com potencial de uso futuro) das fruteiras nativas não só de Roraima, mas também de Rondônia, Amazonas e Pará.
Edvan diz que as ações também incluem a conservação dos acessos que podem dar suporte aos atuais e futuros programas de melhoramento genético na Embrapa Roraima. O projeto vai focar ainda no comportamento adaptativo de fruteiras nativas de Roraima “estabelecido pelo estudo ecofisiológico de algumas cultivares e seleções, visando a recomendação de novos genótipos”.
Paralelamente, os pesquisadores vão estudar tecnologias que viabilizem a rápida propagação de fruteiras nativas. Sob a coordenação da Embrapa Amazônia Oriental, com sede em Belém (PA), eles pretendem definir metodologias de propagação seminífera e vegetativa de novas copas e porta-enxertos para fruteiras.
Outra instituição parceira, da Universidade Federal de Lavras (MG), vai coordenar aplicações de técnicas de cultura de tecidos que visam identificar as condições ideais de desinfecção, estabelecimento e micropropagação in vitro das espécies de fruteiras inseridas na pesquisa.
Ao longo do projeto, segundo Edvan, será feita uma avaliação pós-colheita de fruteiras nativas da Amazônia, com o objetivo de realizar a caracterização física, química, nutricional, funcional, sensorial e microbiológica dos frutos. Na sequência, pretende-se estabelecer a temperatura e o tempo de conservação refrigerada das espécies coletadas no início do projeto. Essa etapa será coordenada pela Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Todas essas ações estabelecem a transferência e difusão de tecnologias, com o objetivo de auxiliar na divulgação dos resultados obtidos a longo do projeto, diz Edvan. “Neste arranjo, acreditamos que será possível somar esforços e obter excelentes resultados e impulsionar a fruticultura nativa da região Amazônica”, conclui.
Fonte: D24am
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