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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Madeireiros ameaçam reservas em RO
Em cinco anos, não haverá mais madeira nas áreas passíveis de exploração em Rondônia, se a ação dos madeireiros não mudar. O alerta é do superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Osvaldo Pitaluga.
Ele ressalta que hoje já é difícil encontrar árvores de grande porte fora das 42 reservas existentes no Estado. Segundo Pitaluga, quadrilhas estão explorando madeira em todas as reservas, por causa da dificuldade de encontrar árvores de pelo menos 1,5 metro de diâmetro fora delas. As menores não têm valor comercial. "Somente na semana passada, prendemos 13 pessoas armadas com pistolas automáticas, fazendo derrubada dentro de uma floresta nacional", acrescenta.
Trata-se da Floresta Nacional de Bom Futuro, localizada em Buritis, a 198 quilômetros de Porto Velho. A cidade tem apenas quatro anos, mas, por causa da intensa ação de madeireiros, nos pontos onde a extração de madeira pode ser autorizada não existem mais árvores que despertem interesse comercial.
Assim, a reserva começa a ser invadida. Pitaluga explicou que as demais áreas de preservação estão em condições idênticas. Na quinta-feira, o Ibama apreendeu três carretas carregadas de madeira provenientes de Novo Bandeirante, distrito de Porto Velho. As guias para extração de árvores eram roubadas ou clonadas. "Provavelmente, foram retiradas de alguma reserva ambiental."
Ilegalidade - Para preservar o que ainda existe, o Ibama cancelou diversos projetos de manejo em Rondônia, impedindo derrubadas. O advogado do Sindicato dos Madeireiros de Rondônia, Luiz Roberto Debowski, disse que o cancelamento está levando a categoria à ilegalidade. "Além disso, 2 mil pessoas que trabalhavam no setor perderam o emprego este ano", afirma.
Pitaluga explicou que, pelo plano de manejo, o madeireiro poderia retirar árvores "maduras" e plantar outras no lugar. "Mas isso não está acontecendo. Por isso, a floresta aos poucos se acaba. Nosso trabalho vai continuar. Vamos fechar madeireiras irregulares e prender quem explorar as reservas."
Fonte: Amazonia.org.br – 18/05/2004
Ele ressalta que hoje já é difícil encontrar árvores de grande porte fora das 42 reservas existentes no Estado. Segundo Pitaluga, quadrilhas estão explorando madeira em todas as reservas, por causa da dificuldade de encontrar árvores de pelo menos 1,5 metro de diâmetro fora delas. As menores não têm valor comercial. "Somente na semana passada, prendemos 13 pessoas armadas com pistolas automáticas, fazendo derrubada dentro de uma floresta nacional", acrescenta.
Trata-se da Floresta Nacional de Bom Futuro, localizada em Buritis, a 198 quilômetros de Porto Velho. A cidade tem apenas quatro anos, mas, por causa da intensa ação de madeireiros, nos pontos onde a extração de madeira pode ser autorizada não existem mais árvores que despertem interesse comercial.
Assim, a reserva começa a ser invadida. Pitaluga explicou que as demais áreas de preservação estão em condições idênticas. Na quinta-feira, o Ibama apreendeu três carretas carregadas de madeira provenientes de Novo Bandeirante, distrito de Porto Velho. As guias para extração de árvores eram roubadas ou clonadas. "Provavelmente, foram retiradas de alguma reserva ambiental."
Ilegalidade - Para preservar o que ainda existe, o Ibama cancelou diversos projetos de manejo em Rondônia, impedindo derrubadas. O advogado do Sindicato dos Madeireiros de Rondônia, Luiz Roberto Debowski, disse que o cancelamento está levando a categoria à ilegalidade. "Além disso, 2 mil pessoas que trabalhavam no setor perderam o emprego este ano", afirma.
Pitaluga explicou que, pelo plano de manejo, o madeireiro poderia retirar árvores "maduras" e plantar outras no lugar. "Mas isso não está acontecendo. Por isso, a floresta aos poucos se acaba. Nosso trabalho vai continuar. Vamos fechar madeireiras irregulares e prender quem explorar as reservas."
Fonte: Amazonia.org.br – 18/05/2004
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