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Notícias
22
jul
2010
(SETOR FLORESTAL)
Setor Florestal deve receber R$ 14 bilhões em aportes até 2014
Terra farta e barata, produtividade imbatível e um mercado consumidor aquecido devem garantir até R$ 14 bilhões em investimentos diretos no setor florestal brasileiro até 2014. Cada vez mais atraídos pela solidez desses negócios, os investidores estrangeiros planejam prover ao menos 30% desse total.
O estudo inédito da consultoria especializada Consufor, baseado nas negociações em curso e em consultas diretas de interessados, aponta que só a implantação de novos maciços florestais garantirá aportes de R$ 5 bilhões ao setor nos próximos três anos.
Os estrangeiros, representados por gigantes da gestão de ativos florestais, apostam no negócio como investimento de longo prazo para diversificar carteiras, reduzir níveis de risco e elevar as margens de retornos financeiros. Os principais gestores da área, que manejam recursos de grandes bancos e companhias de seguro internacionais, já detêm 500 mil hectares de florestas de pinus e eucaliptos no Brasil, sobretudo na região Sul.
"A organização desses investimentos no Brasil foi tardia, de 2001 para cá", diz o diretor da Consufor, Marcio Funchal. "Mas agora ninguém quer ficar de fora porque há uma briga franca e aberta por esses recursos".
Atrás do avanço da concorrência externa, nacionais como Florestal Brasil, GMR, Claritas e Vale Florestar correm para garantir espaço. Os fundos nacionais miram nesse plantio comercial para gerar contratos de suprimento, recuperação de áreas degradadas e replantio de florestas. Está em alta a demanda para atender celulose, papel, siderurgia e painéis de madeira.
"Ainda temos terras suficientes para crescer, principalmente em áreas degradadas que podem ser reconvertidas", afirma o diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Cesar Augusto dos Reis.
Nesse cenário positivo, a Consufor estima haver pelo menos 250 mil hectares em negociação atualmente entre investidores e indústrias do setor no Sul e Sudeste do país. As empresas do setor estimam elevar em 1,44 milhão de hectares a área de florestas plantadas no país até 2014.
"É um cálculo conservador porque a recuperação econômica mundial já nos permite projetar demanda acima de 2 milhões de hectares", pondera Reis, cuja associação congrega 24 das principais empresas de capital nacional e estrangeiro.
Mesmo animados com as boas perspectivas para o setor no longo prazo, as empresas têm preocupações com os debates sobre a reforma do Código Florestal Brasileiro, em vigor desde 1965, e a possível limitação para a compra de terras por estrangeiros no país. Há um mês, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, informou ao Valor que o governo avalia ampliar os controles, e até revogar, a titularidade de áreas em mãos estrangeiras. "São debates que inquietam o setor", diz Marcio Funchal. "Já conversamos com o governo sobre o assunto e esperamos parcimônia nessa abordagem", afirma Cesar Reis. Questões como o baixo ordenamento do uso do solo e a falta de titularidade dos imóveis rurais ainda inibem a voracidade dos investidores.
No horizonte de ampliação dos negócios, também surgem opções consideradas atrativas aos novos investidores. A criação de sociedades de propósito específicas (SPEs) entre investidores e indústrias tradicionais eliminaria intermediários e daria mais confiança aos negócios, avaliam os gestores da área.
Além disso, o processo de concessões de "florestas públicas" pelo governo federal, cujo potencial soma 6,5 milhões de hectares de áreas nativas no país, funciona como um poderoso atrativo aos gestores de ativos. Os estrangeiros têm forte interesse na opção, que permite o "aluguel" de matas por 40 anos. Ao menos 4,5 milhões de hectares dessas áreas estão na Amazônia. Em Rondônia, por exemplo, parte dos 240 mil hectares da Floresta Nacional do Jamari é administrada pela gestora Amata Brasil. "Em cinco anos, o setor florestal baseado em madeira tropical sentirá os reflexos positivos de um novo perfil de investidores", prevê Marcio Funchal, da Consufor.
O estudo inédito da consultoria especializada Consufor, baseado nas negociações em curso e em consultas diretas de interessados, aponta que só a implantação de novos maciços florestais garantirá aportes de R$ 5 bilhões ao setor nos próximos três anos.
Os estrangeiros, representados por gigantes da gestão de ativos florestais, apostam no negócio como investimento de longo prazo para diversificar carteiras, reduzir níveis de risco e elevar as margens de retornos financeiros. Os principais gestores da área, que manejam recursos de grandes bancos e companhias de seguro internacionais, já detêm 500 mil hectares de florestas de pinus e eucaliptos no Brasil, sobretudo na região Sul.
"A organização desses investimentos no Brasil foi tardia, de 2001 para cá", diz o diretor da Consufor, Marcio Funchal. "Mas agora ninguém quer ficar de fora porque há uma briga franca e aberta por esses recursos".
Atrás do avanço da concorrência externa, nacionais como Florestal Brasil, GMR, Claritas e Vale Florestar correm para garantir espaço. Os fundos nacionais miram nesse plantio comercial para gerar contratos de suprimento, recuperação de áreas degradadas e replantio de florestas. Está em alta a demanda para atender celulose, papel, siderurgia e painéis de madeira.
"Ainda temos terras suficientes para crescer, principalmente em áreas degradadas que podem ser reconvertidas", afirma o diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Cesar Augusto dos Reis.
Nesse cenário positivo, a Consufor estima haver pelo menos 250 mil hectares em negociação atualmente entre investidores e indústrias do setor no Sul e Sudeste do país. As empresas do setor estimam elevar em 1,44 milhão de hectares a área de florestas plantadas no país até 2014.
"É um cálculo conservador porque a recuperação econômica mundial já nos permite projetar demanda acima de 2 milhões de hectares", pondera Reis, cuja associação congrega 24 das principais empresas de capital nacional e estrangeiro.
Mesmo animados com as boas perspectivas para o setor no longo prazo, as empresas têm preocupações com os debates sobre a reforma do Código Florestal Brasileiro, em vigor desde 1965, e a possível limitação para a compra de terras por estrangeiros no país. Há um mês, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, informou ao Valor que o governo avalia ampliar os controles, e até revogar, a titularidade de áreas em mãos estrangeiras. "São debates que inquietam o setor", diz Marcio Funchal. "Já conversamos com o governo sobre o assunto e esperamos parcimônia nessa abordagem", afirma Cesar Reis. Questões como o baixo ordenamento do uso do solo e a falta de titularidade dos imóveis rurais ainda inibem a voracidade dos investidores.
No horizonte de ampliação dos negócios, também surgem opções consideradas atrativas aos novos investidores. A criação de sociedades de propósito específicas (SPEs) entre investidores e indústrias tradicionais eliminaria intermediários e daria mais confiança aos negócios, avaliam os gestores da área.
Além disso, o processo de concessões de "florestas públicas" pelo governo federal, cujo potencial soma 6,5 milhões de hectares de áreas nativas no país, funciona como um poderoso atrativo aos gestores de ativos. Os estrangeiros têm forte interesse na opção, que permite o "aluguel" de matas por 40 anos. Ao menos 4,5 milhões de hectares dessas áreas estão na Amazônia. Em Rondônia, por exemplo, parte dos 240 mil hectares da Floresta Nacional do Jamari é administrada pela gestora Amata Brasil. "Em cinco anos, o setor florestal baseado em madeira tropical sentirá os reflexos positivos de um novo perfil de investidores", prevê Marcio Funchal, da Consufor.
Fonte: FAEMG
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