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Notícias
20
jul
2010
(BIOENERGIA)
Renováveis crescem mesmo com crise econômica
Apesar da queda de 7% nos investimentos em 2009, relatórios da ONU afirmam que pelo segundo ano seguido a nova capacidade instalada de energias limpas ficou à frente dos combustíveis fósseis.
As energias renováveis representaram 50% da nova capacidade elétrica instalada nos Estados Unidos em 2009, enquanto na Europa esse número foi ainda maior, 60%. É o que afirmam dois relatórios divulgados na última semana pelas Nações Unidas.
Os documentos "Global Trends in Sustainable Energy Investment 2010" and "Renewables, 2010 Global Status" mostram que cerca de 80GW de novas fontes renováveis foram disponibilizadas em 2009. Isso mesmo com uma queda de 7% dos investimentos no setor, de US$ 173 bilhões em 2008 para US$ 162 bilhões no ano passado.
“As energias renováveis se mostraram resistentes à recessão financeira, com muitos governos ao redor do mundo querendo transformar a crise em oportunidade para o crescimento sustentável”, declarou Achim Steiner, sub-secretário geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.
Os investimentos em eólicas e biomassa cresceram 14%, enquanto tecnologias de redes elétricas inteligentes (smart grids) aumentaram 34%. Porém os recursos para projetos de larga escala de energia solar e bicombustíveis caíram 27% e 62% respectivamente.
A China aparece como o grande motor para as energias renováveis. O país instalou 13,8 GW de eólica em 2009, mais de um terço de toda a capacidade eólica instalada no mundo, 38GW.
Além disso, o gigante asiático entrou com força no mercado global de produtos energéticos verdes, produzindo cerca de 40% de todos os painéis fotovoltaicos do mundo e 30% das turbinas eólicas.
Já o Brasil aparece com destaque nos relatórios pelo programa de bicombustíveis, sendo responsável, em conjunto com os Estados Unidos, por 88% da produção global de etanol. Apesar disso, a produção brasileira caiu em virtude da crise econômica e ainda não mostrou sinais de melhora. Em 2009 houve uma queda de mais de 30% nas exportações brasileiras de etanol.
2010
Segundo o "Renewables, 2010 Global Status", o atual ano será um marco na história das energias renováveis. Dados os números do primeiro trimestre, que já mostram que 18% da eletricidade mundial é gerada por fontes renováveis, o setor atingirá um número recorde de produção.
Os autores ressaltam que mesmo com a crise global, baixos preços do petróleo e o pequeno progresso das políticas climáticas as renováveis crescem de maneira sólida e já são responsáveis pela geração de uma fatia respeitável da energia mundial.
O relatório indica que o conceito de desenvolvimento sustentável, com a criação de novas indústrias e de milhões de empregos relacionados com o meio ambiente realmente foi adotado por diversos governos.
“O desempenho do setor de energias limpas durante a crise econômica mostra que ele não é apenas uma ‘bolha’ criada na época do boom de crédito, mas que se trata de um setor sério e que irá receber investimentos por muitos anos”, disse Michael Liebreich, presidente da Bloomberg New Energy Finance.
As energias renováveis representaram 50% da nova capacidade elétrica instalada nos Estados Unidos em 2009, enquanto na Europa esse número foi ainda maior, 60%. É o que afirmam dois relatórios divulgados na última semana pelas Nações Unidas.
Os documentos "Global Trends in Sustainable Energy Investment 2010" and "Renewables, 2010 Global Status" mostram que cerca de 80GW de novas fontes renováveis foram disponibilizadas em 2009. Isso mesmo com uma queda de 7% dos investimentos no setor, de US$ 173 bilhões em 2008 para US$ 162 bilhões no ano passado.
“As energias renováveis se mostraram resistentes à recessão financeira, com muitos governos ao redor do mundo querendo transformar a crise em oportunidade para o crescimento sustentável”, declarou Achim Steiner, sub-secretário geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.
Os investimentos em eólicas e biomassa cresceram 14%, enquanto tecnologias de redes elétricas inteligentes (smart grids) aumentaram 34%. Porém os recursos para projetos de larga escala de energia solar e bicombustíveis caíram 27% e 62% respectivamente.
A China aparece como o grande motor para as energias renováveis. O país instalou 13,8 GW de eólica em 2009, mais de um terço de toda a capacidade eólica instalada no mundo, 38GW.
Além disso, o gigante asiático entrou com força no mercado global de produtos energéticos verdes, produzindo cerca de 40% de todos os painéis fotovoltaicos do mundo e 30% das turbinas eólicas.
Já o Brasil aparece com destaque nos relatórios pelo programa de bicombustíveis, sendo responsável, em conjunto com os Estados Unidos, por 88% da produção global de etanol. Apesar disso, a produção brasileira caiu em virtude da crise econômica e ainda não mostrou sinais de melhora. Em 2009 houve uma queda de mais de 30% nas exportações brasileiras de etanol.
2010
Segundo o "Renewables, 2010 Global Status", o atual ano será um marco na história das energias renováveis. Dados os números do primeiro trimestre, que já mostram que 18% da eletricidade mundial é gerada por fontes renováveis, o setor atingirá um número recorde de produção.
Os autores ressaltam que mesmo com a crise global, baixos preços do petróleo e o pequeno progresso das políticas climáticas as renováveis crescem de maneira sólida e já são responsáveis pela geração de uma fatia respeitável da energia mundial.
O relatório indica que o conceito de desenvolvimento sustentável, com a criação de novas indústrias e de milhões de empregos relacionados com o meio ambiente realmente foi adotado por diversos governos.
“O desempenho do setor de energias limpas durante a crise econômica mostra que ele não é apenas uma ‘bolha’ criada na época do boom de crédito, mas que se trata de um setor sério e que irá receber investimentos por muitos anos”, disse Michael Liebreich, presidente da Bloomberg New Energy Finance.
Fonte: Carbono Brasil/Agências Internacionais
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