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Notícias
20
jul
2010
(SETOR FLORESTAL)
Plantações de cafés cedem espaço para eucaliptos
Área plantada de florestas já supera a de café nas regiões mineiras.
O jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria recentemente falando da situação dos agricultores na região do Estado de Minas Gerais que estão trocando as plantações de café pela dos eucaliptos. A reportagem trouxe como exemplo o agrônomo Alexandre Aad, de 64 anos, de Viçosa. Cafeicultor desde o início dos anos 1970, Aad chegou a ostentar o título de maior produtor da região, com cerca de 1,2 milhão de mudas, um número significativo quando se fala em cafeicultura de montanha. De 2007 para cá, porém, o produtor iniciou um processo de substituição, trocando a cultura tradicional pelo eucalipto. Atualmente, do total de 393 hectares que possui, em apenas 30 ele ainda planta café. Mas por pouco tempo. "Este é o último ano que eu colho. Vou ficar zerado de café", comenta o produtor, anunciando a adesão total ao eucalipto.
A opção de Aad simboliza um silencioso processo de substituição que já chama a atenção para os entraves da produção cafeeira em regiões acidentadas, como o sul mineiro e a Zona da Mata. Enquanto a cafeicultura de montanha perde competitividade por causa dos elevados custos de produção, as diversas aplicações e a economia em curva ascendente nos últimos anos levaram o plantio de florestas de eucalipto ao patamar de uma das mais promissoras alternativas do agronegócio mineiro, que avança a passos largos.
Embora a recessão global tenha freado essa expansão no ano passado, a área de florestas plantadas em Minas já atingiu uma marca histórica, superando a mais tradicional cultura mineira. O plantio de coníferas (pinus) e eucalipto, principalmente, já atinge uma área de cerca de 1,5 milhão de hectares no Estado, contra 1,1 milhão de hectares do café, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura do Estado e os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O eucalipto vem se consolidando como uma espécie de "poupança verde" para os pequenos produtores rurais e promissor investimento diante da demanda internacional por celulose e da procura crescente pelo carvão vegetal que abastece o mercado siderúrgico no âmbito doméstico. Demanda reforçada ainda pela indústria moveleira, pela utilizaçãocda lenha para produção de energia, além do aperto da fiscalização à utilização de matas nativas. "Em Minas vem surgindo o fazendeiro florestal", observa o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Faemg), Roberto Simões.
Compartilhamento
Embora a substituição seja uma realidade em determinadas regiões, ela está associada a culturas específicas. A expansão do eucalipto no Estado está mais relacionada à diversificação do plantio e à utilização de áreas degradadas de pastagens para o plantio de florestas.
De acordo com o superintendente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Antonio Tarcizo de Andrade, trata-se de um processo de compartilhamento. "Os produtores estão plantando em áreas degradadas para agregar valor à propriedade. É mais um meio de ganhar dinheiro", diz Andrade, ressaltando que o metro cúbico de uma "floresta em pé", pronta para o corte, é atualmente é avaliado entre R$ 45 e R$ 50.
Nos últimos anos, a área plantada de eucalipto vinha crescendo, em média, 200 mil hectares/ano. Em 2009 foram 130 mil hectares a mais. Ainda assim, para atender o consumo do produto no Estado, a área plantada deveria ser 40% maior, observa Andrade. "Só tem crescido e tem de crescer mais".
O jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria recentemente falando da situação dos agricultores na região do Estado de Minas Gerais que estão trocando as plantações de café pela dos eucaliptos. A reportagem trouxe como exemplo o agrônomo Alexandre Aad, de 64 anos, de Viçosa. Cafeicultor desde o início dos anos 1970, Aad chegou a ostentar o título de maior produtor da região, com cerca de 1,2 milhão de mudas, um número significativo quando se fala em cafeicultura de montanha. De 2007 para cá, porém, o produtor iniciou um processo de substituição, trocando a cultura tradicional pelo eucalipto. Atualmente, do total de 393 hectares que possui, em apenas 30 ele ainda planta café. Mas por pouco tempo. "Este é o último ano que eu colho. Vou ficar zerado de café", comenta o produtor, anunciando a adesão total ao eucalipto.
A opção de Aad simboliza um silencioso processo de substituição que já chama a atenção para os entraves da produção cafeeira em regiões acidentadas, como o sul mineiro e a Zona da Mata. Enquanto a cafeicultura de montanha perde competitividade por causa dos elevados custos de produção, as diversas aplicações e a economia em curva ascendente nos últimos anos levaram o plantio de florestas de eucalipto ao patamar de uma das mais promissoras alternativas do agronegócio mineiro, que avança a passos largos.
Embora a recessão global tenha freado essa expansão no ano passado, a área de florestas plantadas em Minas já atingiu uma marca histórica, superando a mais tradicional cultura mineira. O plantio de coníferas (pinus) e eucalipto, principalmente, já atinge uma área de cerca de 1,5 milhão de hectares no Estado, contra 1,1 milhão de hectares do café, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura do Estado e os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O eucalipto vem se consolidando como uma espécie de "poupança verde" para os pequenos produtores rurais e promissor investimento diante da demanda internacional por celulose e da procura crescente pelo carvão vegetal que abastece o mercado siderúrgico no âmbito doméstico. Demanda reforçada ainda pela indústria moveleira, pela utilizaçãocda lenha para produção de energia, além do aperto da fiscalização à utilização de matas nativas. "Em Minas vem surgindo o fazendeiro florestal", observa o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Faemg), Roberto Simões.
Compartilhamento
Embora a substituição seja uma realidade em determinadas regiões, ela está associada a culturas específicas. A expansão do eucalipto no Estado está mais relacionada à diversificação do plantio e à utilização de áreas degradadas de pastagens para o plantio de florestas.
De acordo com o superintendente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Antonio Tarcizo de Andrade, trata-se de um processo de compartilhamento. "Os produtores estão plantando em áreas degradadas para agregar valor à propriedade. É mais um meio de ganhar dinheiro", diz Andrade, ressaltando que o metro cúbico de uma "floresta em pé", pronta para o corte, é atualmente é avaliado entre R$ 45 e R$ 50.
Nos últimos anos, a área plantada de eucalipto vinha crescendo, em média, 200 mil hectares/ano. Em 2009 foram 130 mil hectares a mais. Ainda assim, para atender o consumo do produto no Estado, a área plantada deveria ser 40% maior, observa Andrade. "Só tem crescido e tem de crescer mais".
Fonte: Estadão/Celulose Online
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