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Notícias
15
jul
2010
(IBAMA)
Multas aplicadas pelo Ibama na Operação São Francisco somam mais de R$ 9 milhões no PR
Terminado o procedimento de identificação dos animais apreendidos e lavratura dos autos de infração referentes a crimes contra a fauna no estado do Paraná, as multas aplicadas na Operação São Francisco aos envolvidos somam R$ 9.057.200,00, com a apreensão de 2.559 aves, entre nativas e exóticas, e 139 ovos.
Também foram apreendidas 731 gaiolas, encubadoras para chocar ovos e outros equipamentos durante a operação realizada em conjunto com a Polícia Federal e com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama no estado do Paraná acompanha as ações desde o início, fornecendo suporte jurídico.
As investigações da Operação São Francisco resultaram, no dia 30 de junho, na desarticulação de uma organização criminosa internacional que trazia ovos de aves exóticas ilegalmente da Holanda para o Brasil, e que levava os ovos de espécies da fauna nativa brasileira para aquele país. Diversos animais apreendidos constam em listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção, como araras azuis, vermelhas e canindés entre os nativos e a cacatua galah, entre os exóticos.
Os servidores do Núcleo de Fauna do Ibama foram mobilizados desde o início da operação para resolver a situação dos animais apreendidos. Contatos com instituições aptas a receber os animais no Brasil estão sendo feitos desde a realização da operação, com objetivo de agilizar o procedimento de destinação e a logística necessária para isso. Na última sexta-feira (09) foi concluída a retirada de cerca de 1.500 animais que estavam no principal cativeiro ilegal estourado na operação.
Este cativeiro ilegal funcionava numa chácara de alto padrão na região metropolitana de Curitiba e possuía recintos especialmente construídos para a manutenção e reprodução dos animais, contudo, não se pode perder de vista que toda a estrutura construída ali é ilegal, sem qualquer tipo de autorização dos órgãos competentes, e que foi financiada pelos lucros exorbitantes proporcionados pelo tráfico internacional de animais.
Para ilustrar a estrutura, na chácara havia salas climatizadas para a reprodução de animais exóticos, e alas de recintos com bebedouros em louça ativados externamente e sistema para banho dos animais. As portas das alas de recintos e da área climatizada são decoradas com figuras de aves silvestres esculpidas em relevo na madeira. Uma informação que chamou atenção é que até medicamentos para combate à impotência sexual eram dados aos animais para que se reproduzissem mais.
Um dos motivos para que a estrutura fosse bem cuidada, é que como os animais ali alojados seriam comercializados para clientes de alto poder aquisitivo, eles precisariam ter ótima aparência e saúde, para atingirem preços elevados. Contudo, é preciso frisar o sofrimento e os maus tratos por que passam os animais silvestres ao serem retirados dos seus habitats para alimentar o tráfico internacional, seja para servirem como matrizes, seja para comercialização direta ao consumidor.
Acredita-se que apenas um de cada dez animais retirados da natureza para alimentar o tráfico sobreviva aos maus tratos que sofrem no percurso até o seu destino final. Além disso, a retirada dos animais de seus ecossistemas afeta diretamente a diversidade biológica e a variabilidade genética das populações das espécies, podendo ameaçar a existência das mesmas na natureza.
No caso de fuga de espécies exóticas, os animais em geral não sobrevivem, pois foram criados dependendo completamente dos seres humanos. Outro ponto a ser destacado, é que os animais silvestres, tanto nativos como exóticos, podem ser vetores de doenças como a psitacose e a criptococose, entre outras zoonoses, que podem resultar inclusive no óbito de pessoas que convivem diretamente com os animais.
Também foram apreendidas 731 gaiolas, encubadoras para chocar ovos e outros equipamentos durante a operação realizada em conjunto com a Polícia Federal e com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama no estado do Paraná acompanha as ações desde o início, fornecendo suporte jurídico.
As investigações da Operação São Francisco resultaram, no dia 30 de junho, na desarticulação de uma organização criminosa internacional que trazia ovos de aves exóticas ilegalmente da Holanda para o Brasil, e que levava os ovos de espécies da fauna nativa brasileira para aquele país. Diversos animais apreendidos constam em listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção, como araras azuis, vermelhas e canindés entre os nativos e a cacatua galah, entre os exóticos.
Os servidores do Núcleo de Fauna do Ibama foram mobilizados desde o início da operação para resolver a situação dos animais apreendidos. Contatos com instituições aptas a receber os animais no Brasil estão sendo feitos desde a realização da operação, com objetivo de agilizar o procedimento de destinação e a logística necessária para isso. Na última sexta-feira (09) foi concluída a retirada de cerca de 1.500 animais que estavam no principal cativeiro ilegal estourado na operação.
Este cativeiro ilegal funcionava numa chácara de alto padrão na região metropolitana de Curitiba e possuía recintos especialmente construídos para a manutenção e reprodução dos animais, contudo, não se pode perder de vista que toda a estrutura construída ali é ilegal, sem qualquer tipo de autorização dos órgãos competentes, e que foi financiada pelos lucros exorbitantes proporcionados pelo tráfico internacional de animais.
Para ilustrar a estrutura, na chácara havia salas climatizadas para a reprodução de animais exóticos, e alas de recintos com bebedouros em louça ativados externamente e sistema para banho dos animais. As portas das alas de recintos e da área climatizada são decoradas com figuras de aves silvestres esculpidas em relevo na madeira. Uma informação que chamou atenção é que até medicamentos para combate à impotência sexual eram dados aos animais para que se reproduzissem mais.
Um dos motivos para que a estrutura fosse bem cuidada, é que como os animais ali alojados seriam comercializados para clientes de alto poder aquisitivo, eles precisariam ter ótima aparência e saúde, para atingirem preços elevados. Contudo, é preciso frisar o sofrimento e os maus tratos por que passam os animais silvestres ao serem retirados dos seus habitats para alimentar o tráfico internacional, seja para servirem como matrizes, seja para comercialização direta ao consumidor.
Acredita-se que apenas um de cada dez animais retirados da natureza para alimentar o tráfico sobreviva aos maus tratos que sofrem no percurso até o seu destino final. Além disso, a retirada dos animais de seus ecossistemas afeta diretamente a diversidade biológica e a variabilidade genética das populações das espécies, podendo ameaçar a existência das mesmas na natureza.
No caso de fuga de espécies exóticas, os animais em geral não sobrevivem, pois foram criados dependendo completamente dos seres humanos. Outro ponto a ser destacado, é que os animais silvestres, tanto nativos como exóticos, podem ser vetores de doenças como a psitacose e a criptococose, entre outras zoonoses, que podem resultar inclusive no óbito de pessoas que convivem diretamente com os animais.
Fonte: Ibama
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