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Notícias
06
jul
2010
(DESMATAMENTO)
Minas acompanha desmatamento da cobertura vegetal
Imagens de satélite com mais detalhes e gerando informações da área verde no Estado a cada mês. Essa é a ferramenta implantada para acompanhar a evolução do desmatamento da cobertura vegetal e também da ocupação urbana em Minas Gerais. O “Sistema de Monitoramento Contínuo”, como é chamado, oferece imagens e análises mensais, ao contrário do sistema anterior, quando eram avaliados dados a cada dois anos. As imagens também terão mais definição do que no modelo antigo e estarão disponíveis no site inventarioflorestal.meioambiente.mg.gov.br Com o sistema mensal, será possível intervir no início dos desmatamentos, opção que, segundo os técnicos da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que participa da implantação da ferramenta, é pioneiro no país.
O novo sistema de monitoramento contínuo da mata nativa é baseado em imagens obtidas por satélites que permitirão o acompanhamento mensal do desmatamento nos mais variados tipos de biomas existentes em Minas. O trabalho começou este ano, inicialmente em um projeto piloto que englobou 76 municípios do Norte do Estado.
Até agosto, o Minas Gerais será totalmente coberto pelo novo sistema. Os resultados serão a base para orientar o planejamento do trabalho das equipes de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Sisema).
De acordo com o professor da UFLA, José Roberto Scolforo, as imagens oferecidas pelos três satélites do sistema trazem uma resolução para as áreas urbanas de um metro quadrado por pixel (área ocupada por um carro de passeio).E para áreas rurais, de 25 metros quadrados por pixel. Antes, as imagens tinham uma resolução de 900 metros quadrados por pixel (área equivalente a uma quadra de futebol de salão).
“O monitoramento é um mecanismo para atuarmos com a prevenção. Vamos identificar o desmatamento quando ele estiver em fase inicial e não quando ele já aconteceu”, explica o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, ao comentar sobre a ação preventiva da nova ferramenta. Ele vê o sistema como uma chance de detectar mudanças na cobertura do solo em curto intervalo de tempo. “Isso possibilita uma ação rápida de fiscalização, quando o desmatamento é ilegal. Também dá chance para avaliar o planejamento dos desmates autorizados”, acrescenta.
Os primeiros levantamentos de imagens foram feitos em municípios de parte das Regiões Norte, Nordeste e Leste. As cidades de Buritizeiro, João Pinheiro, Brasilândia de Minas, Coração de Jesus, Januária e Janaúba foram as que mostraram as maiores áreas devastadas no novo sistema de monitoramento.
De acordo com informações do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o desmatamento em Minas Gerais, no período 2006/2007, diminuiu 29,3% em relação ao biênio anterior. Os usos do solo após a derrubada da vegetação também foram identificados. Estudos indicam que 48,9% das áreas desmatadas foram destinadas à pecuária, 21,2% para o reflorestamento (eucalipto e pinus), 11,4% para agricultura, 6,3% para a produção de carvão e 12,4% não tiveram o uso definido. O primeiro mapeamento, em 2003, é considerado o marco zero no levantamento.
O novo sistema de monitoramento contínuo da mata nativa é baseado em imagens obtidas por satélites que permitirão o acompanhamento mensal do desmatamento nos mais variados tipos de biomas existentes em Minas. O trabalho começou este ano, inicialmente em um projeto piloto que englobou 76 municípios do Norte do Estado.
Até agosto, o Minas Gerais será totalmente coberto pelo novo sistema. Os resultados serão a base para orientar o planejamento do trabalho das equipes de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Sisema).
De acordo com o professor da UFLA, José Roberto Scolforo, as imagens oferecidas pelos três satélites do sistema trazem uma resolução para as áreas urbanas de um metro quadrado por pixel (área ocupada por um carro de passeio).E para áreas rurais, de 25 metros quadrados por pixel. Antes, as imagens tinham uma resolução de 900 metros quadrados por pixel (área equivalente a uma quadra de futebol de salão).
“O monitoramento é um mecanismo para atuarmos com a prevenção. Vamos identificar o desmatamento quando ele estiver em fase inicial e não quando ele já aconteceu”, explica o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, ao comentar sobre a ação preventiva da nova ferramenta. Ele vê o sistema como uma chance de detectar mudanças na cobertura do solo em curto intervalo de tempo. “Isso possibilita uma ação rápida de fiscalização, quando o desmatamento é ilegal. Também dá chance para avaliar o planejamento dos desmates autorizados”, acrescenta.
Os primeiros levantamentos de imagens foram feitos em municípios de parte das Regiões Norte, Nordeste e Leste. As cidades de Buritizeiro, João Pinheiro, Brasilândia de Minas, Coração de Jesus, Januária e Janaúba foram as que mostraram as maiores áreas devastadas no novo sistema de monitoramento.
De acordo com informações do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o desmatamento em Minas Gerais, no período 2006/2007, diminuiu 29,3% em relação ao biênio anterior. Os usos do solo após a derrubada da vegetação também foram identificados. Estudos indicam que 48,9% das áreas desmatadas foram destinadas à pecuária, 21,2% para o reflorestamento (eucalipto e pinus), 11,4% para agricultura, 6,3% para a produção de carvão e 12,4% não tiveram o uso definido. O primeiro mapeamento, em 2003, é considerado o marco zero no levantamento.
Fonte: FAEMG
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