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Notícias
01
jul
2010
(MEIO AMBIENTE)
Manter florestas não deixará o país menos competitivo
Os responsáveis pelo estudo do mês passado que defendia a preservação de florestas no Brasil porque ela ajudaria a agricultura dos EUA estão preocupados com a repercussão do documento. Ontem, divulgaram outro artigo. Evitar o desmate traria benefícios econômicos também para o Brasil, dizem.
"O relatório original foi bastante mal interpretado pelos seus críticos. Ganhos para os Estados Unidos não significam perdas para o Brasil", disse à Folha Glenn Hurowitz, diretor do escritório de Washington da ONG Avoided Deforestation Partners, responsável pelo trabalho, batizado de "Florestas lá, plantações aqui".
Um trecho polêmico do relatório original dizia que "eliminar o desmatamento [nos trópicos] até 2030 limitará a receita para a expansão agrícola e para a atividade madeireira nos países tropicais, nivelando o campo de jogo para os produtores americanos no mercado global".
Proteger as florestas, portanto, prejudicaria a produção de carne, soja e madeira em países como o Brasil, reduzindo a concorrência à produção americana.
A tese conseguiu façanha rara: causou desconforto tanto em ambientalistas quanto em ruralistas. Estes a interpretaram como uma tentativa de minar a produção agrícola do país. Aqueles acharam absurdo relacionar a produtividade brasileira com a quantidade de terras ocupadas e não com a eficiência do seu uso.
Segundo a ONG, porém, não se tratava disso. Hurowitz lembra que o desmatamento está diminuindo no Brasil, mas nem por isso a agricultura deixa de ser cada vez mais produtiva. Para argumentar, a ONG divulgou ontem estimativas que diziam que reduzir o desmatamento pode impulsionar a receita do país em algo entre R$ 260 bilhões e R$ 545 bilhões até 2030.
O objetivo original do relatório era convencer senadores dos EUA ligados ao agronegócio a aprovarem a lei de mudança climática.
"Nos EUA, pode ser difícil ganhar apoio de muitos congressistas para políticas como a proteção de florestas tropicais que beneficiam, antes de tudo, outros países, a não ser que você demonstre que essas políticas podem também beneficiar os Estados Unidos", diz Hurowitz.
"O relatório original foi bastante mal interpretado pelos seus críticos. Ganhos para os Estados Unidos não significam perdas para o Brasil", disse à Folha Glenn Hurowitz, diretor do escritório de Washington da ONG Avoided Deforestation Partners, responsável pelo trabalho, batizado de "Florestas lá, plantações aqui".
Um trecho polêmico do relatório original dizia que "eliminar o desmatamento [nos trópicos] até 2030 limitará a receita para a expansão agrícola e para a atividade madeireira nos países tropicais, nivelando o campo de jogo para os produtores americanos no mercado global".
Proteger as florestas, portanto, prejudicaria a produção de carne, soja e madeira em países como o Brasil, reduzindo a concorrência à produção americana.
A tese conseguiu façanha rara: causou desconforto tanto em ambientalistas quanto em ruralistas. Estes a interpretaram como uma tentativa de minar a produção agrícola do país. Aqueles acharam absurdo relacionar a produtividade brasileira com a quantidade de terras ocupadas e não com a eficiência do seu uso.
Segundo a ONG, porém, não se tratava disso. Hurowitz lembra que o desmatamento está diminuindo no Brasil, mas nem por isso a agricultura deixa de ser cada vez mais produtiva. Para argumentar, a ONG divulgou ontem estimativas que diziam que reduzir o desmatamento pode impulsionar a receita do país em algo entre R$ 260 bilhões e R$ 545 bilhões até 2030.
O objetivo original do relatório era convencer senadores dos EUA ligados ao agronegócio a aprovarem a lei de mudança climática.
"Nos EUA, pode ser difícil ganhar apoio de muitos congressistas para políticas como a proteção de florestas tropicais que beneficiam, antes de tudo, outros países, a não ser que você demonstre que essas políticas podem também beneficiar os Estados Unidos", diz Hurowitz.
Fonte: Folha de São Paulo
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