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Notícias
01
jul
2010
(BIOENERGIA)
Embrapa cria secador solar para madeira
Os madeireiros matogrossenses conhecerão, em poucos dias, as vantagens do secador solar para madeira, criado pelo pesquisador Osmar José Romeiro de Aguiar. O pesquisador é da Embrapa Amazônia Oriental (Pará) e deve apresentar a nova tecnologia e discutir sua adaptação para a secagem de vários produtos agroflorestais, com ênfase na castanha-do-brasil.
O secador solar desenvolvido pela Embrapa é considerado único no gênero. A inovadora arquitetura, com três câmaras internas, feita de madeira, plástico e vidro, facilita atingir a eficiência na secagem e melhorar a qualidade final dos produtos. Osmar Aguiar cita que os dois principais diferenciais deste modelo são as câmaras internas (de aquecimento, secagem e desumidificação), e a chaminé, que elimina de forma natural a umidade. Dentro do secador, a temperatura chega a ser 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo. A tecnologia é cerca de 53% mais econômica se comparada aos métodos convencionais.
Aguiar iniciou a pesquisa em 2004, desenvolvendo diferentes modelos até chegar ao protótipo com 2,2 de largura, por 2,50 de altura e 6,42 de comprimento. Trata-se de um equipamento portátil, de fácil montagem e desmontagem, feito com materiais leves, duráveis e resistentes. Além do policarbonato, na construção do secador solar da Embrapa empregam-se madeira (para piso, vigas e bancadas de secagem), alumínio, metalon, tubo de PVC (para a chaminé), exaustor eólico e fita adesiva especial de dupla face. O valor do investimento para se construir um igual varia de R$ 3 mil a 5 mil, estima o pesquisador.
O modelo foi testado com sucesso para secagem de madeira, fibras de côco e folhas de nim. O tempo de secagem varia de produto para produto. A madeira de jatobá, de grande valor para exportação, teve sua umidade reduzida a dez por cento em 40 dias de secagem solar. A temperatura interna do secador solar, detectada pela pesquisa no Pará, pode chegar a 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo. "Muito mais rápido que na secagem ao ar", compara o pesquisador, lembrando como exemplo que, na região Sul, a secagem ao ar de tábuas de eucalipto demora de quatro a cinco meses.
Por conta desta inovação tecnológica, a Embrapa Amazônia Oriental (PA) já ganhou um prêmio FINEP na categoria Processos, por tratar-se de um processo inédito de secagem acelerada de madeira, pelo método de Transição Vítrea da Lignina. O processo é resultado da tese de doutorado de Osmar Aguiar e já está patenteado pelo Brasil, por meio da Embrapa e pela Franca, por meio da Engref (Escola Nacional de Engenharia Rural, Águas e Florestas de Nancy, França). As informações são de assessoria de imprensa. A apresentação oficial será feita, amanhã(29), no Amapá. Ainda não foi confirmada a data que deverá ser apresentada para madeireiros matogrossenses.
O secador solar desenvolvido pela Embrapa é considerado único no gênero. A inovadora arquitetura, com três câmaras internas, feita de madeira, plástico e vidro, facilita atingir a eficiência na secagem e melhorar a qualidade final dos produtos. Osmar Aguiar cita que os dois principais diferenciais deste modelo são as câmaras internas (de aquecimento, secagem e desumidificação), e a chaminé, que elimina de forma natural a umidade. Dentro do secador, a temperatura chega a ser 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo. A tecnologia é cerca de 53% mais econômica se comparada aos métodos convencionais.
Aguiar iniciou a pesquisa em 2004, desenvolvendo diferentes modelos até chegar ao protótipo com 2,2 de largura, por 2,50 de altura e 6,42 de comprimento. Trata-se de um equipamento portátil, de fácil montagem e desmontagem, feito com materiais leves, duráveis e resistentes. Além do policarbonato, na construção do secador solar da Embrapa empregam-se madeira (para piso, vigas e bancadas de secagem), alumínio, metalon, tubo de PVC (para a chaminé), exaustor eólico e fita adesiva especial de dupla face. O valor do investimento para se construir um igual varia de R$ 3 mil a 5 mil, estima o pesquisador.
O modelo foi testado com sucesso para secagem de madeira, fibras de côco e folhas de nim. O tempo de secagem varia de produto para produto. A madeira de jatobá, de grande valor para exportação, teve sua umidade reduzida a dez por cento em 40 dias de secagem solar. A temperatura interna do secador solar, detectada pela pesquisa no Pará, pode chegar a 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo. "Muito mais rápido que na secagem ao ar", compara o pesquisador, lembrando como exemplo que, na região Sul, a secagem ao ar de tábuas de eucalipto demora de quatro a cinco meses.
Por conta desta inovação tecnológica, a Embrapa Amazônia Oriental (PA) já ganhou um prêmio FINEP na categoria Processos, por tratar-se de um processo inédito de secagem acelerada de madeira, pelo método de Transição Vítrea da Lignina. O processo é resultado da tese de doutorado de Osmar Aguiar e já está patenteado pelo Brasil, por meio da Embrapa e pela Franca, por meio da Engref (Escola Nacional de Engenharia Rural, Águas e Florestas de Nancy, França). As informações são de assessoria de imprensa. A apresentação oficial será feita, amanhã(29), no Amapá. Ainda não foi confirmada a data que deverá ser apresentada para madeireiros matogrossenses.
Fonte: Só Notícias/Adaptado por Celulose Online
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