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Notícias
30
jun
2010
(PAPEL E CELULOSE)
Investimentos em celulose pode chegar em US$ 20 bi
Três fábricas estão em construção em três Estados e têm início de operação previsto entre 2012 e 2014.
O Brasil passa por um novo ciclo de investimentos na produção de celulose, com a previsão de aplicação de aproximadamente US$ 20 bilhões até 2017. Esse montante, estimado pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), será aplicado em expansão da capacidade industrial e na base florestal no país. Em 2017 termina o ciclo de crescimento dos eucaliptos que estão sendo plantados neste ano.
Um cenário de demanda crescente pelo principal insumo utilizado na produção de papel e um ambiente propício para a produção de celulose de fibra curta estimulam os investimentos. "A demanda por papel ainda está crescendo e temos um número limitado de novos projetos", afirma o diretor de Relações com Investidores da Suzano Papel e Celulose, André Dorf. De olho nesse potencial, a empresa busca praticamente dobrar de tamanho nos próximos quatro anos, atingindo uma capacidade instalada de 7,2 milhões de toneladas por ano.
A Suzano trabalha em duas novas fábricas de celulose, localizadas no Maranhão e no Piauí, que devem entrar em operação em 2013 e 2014, respectivamente. Cada uma adicionará capacidade instalada de 1,3 milhões de toneladas de celulose por ano.
A companhia planeja ainda a construção de uma terceira unidade do mesmo porte e a expansão da fábrica já existente em Mucuri (BA). "Temos confiança total em nossa competitividade em relação à produção no hemisfério norte", diz Dorf. As novas unidades serão voltadas ao mercado externo.
Também com foco em exportação nasce a Eldorado Brasil, com capacidade de 1,5 milhões de toneladas de celulose por ano, que será construída em Três Lagoas (MS). A região já tem a presença da Fibria, empresa resultante da fusão entre Aracruz e VCP. O investimento na fábrica, que deve iniciar as atividades em 2012, é estimado em R$ 4,8 bilhões. "O começo de produção vai coincidir com uma janela muito interessante na relação entre oferta e demanda", diz o diretor comercial, Sérgio Almeida.
Além das novas unidades brasileiras, há apenas um projeto de grande porte que deve entrar em operação nos próximos anos no mundo: uma fábrica da chinesa Rizhao, com capacidade para produzir 1,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A elevada competitividade do Brasil no setor, devido à maior disponibilidade de terras, água e solo favorável ao plantio de eucalipto, também atrai o interesse de empresas estrangeiras.
No ano passado, a chilena CMPC adquiriu uma fábrica de celulose e outra de papel da Aracruz em Guaíba (RS). A sueco-finlandesa Stora Enso é parceira da Fibria na Veracel, em Eunápolis (BA), e teria interesse em construir uma unidade, em nova parceria ou não, no Sul do país. "Os estrangeiros estão olhando para o Brasil. A maior parte da oferta adicional prevista para os próximos anos virá do país. Temos baixo custo de produção", diz Bruno Rezende, analista das Tendências Consultoria. Enquanto no Brasil o corte do eucalipto ocorre sete anos após o plantio, na Europa esse processo demora, pelo menos, 25 anos.
O Brasil passa por um novo ciclo de investimentos na produção de celulose, com a previsão de aplicação de aproximadamente US$ 20 bilhões até 2017. Esse montante, estimado pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), será aplicado em expansão da capacidade industrial e na base florestal no país. Em 2017 termina o ciclo de crescimento dos eucaliptos que estão sendo plantados neste ano.
Um cenário de demanda crescente pelo principal insumo utilizado na produção de papel e um ambiente propício para a produção de celulose de fibra curta estimulam os investimentos. "A demanda por papel ainda está crescendo e temos um número limitado de novos projetos", afirma o diretor de Relações com Investidores da Suzano Papel e Celulose, André Dorf. De olho nesse potencial, a empresa busca praticamente dobrar de tamanho nos próximos quatro anos, atingindo uma capacidade instalada de 7,2 milhões de toneladas por ano.
A Suzano trabalha em duas novas fábricas de celulose, localizadas no Maranhão e no Piauí, que devem entrar em operação em 2013 e 2014, respectivamente. Cada uma adicionará capacidade instalada de 1,3 milhões de toneladas de celulose por ano.
A companhia planeja ainda a construção de uma terceira unidade do mesmo porte e a expansão da fábrica já existente em Mucuri (BA). "Temos confiança total em nossa competitividade em relação à produção no hemisfério norte", diz Dorf. As novas unidades serão voltadas ao mercado externo.
Também com foco em exportação nasce a Eldorado Brasil, com capacidade de 1,5 milhões de toneladas de celulose por ano, que será construída em Três Lagoas (MS). A região já tem a presença da Fibria, empresa resultante da fusão entre Aracruz e VCP. O investimento na fábrica, que deve iniciar as atividades em 2012, é estimado em R$ 4,8 bilhões. "O começo de produção vai coincidir com uma janela muito interessante na relação entre oferta e demanda", diz o diretor comercial, Sérgio Almeida.
Além das novas unidades brasileiras, há apenas um projeto de grande porte que deve entrar em operação nos próximos anos no mundo: uma fábrica da chinesa Rizhao, com capacidade para produzir 1,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A elevada competitividade do Brasil no setor, devido à maior disponibilidade de terras, água e solo favorável ao plantio de eucalipto, também atrai o interesse de empresas estrangeiras.
No ano passado, a chilena CMPC adquiriu uma fábrica de celulose e outra de papel da Aracruz em Guaíba (RS). A sueco-finlandesa Stora Enso é parceira da Fibria na Veracel, em Eunápolis (BA), e teria interesse em construir uma unidade, em nova parceria ou não, no Sul do país. "Os estrangeiros estão olhando para o Brasil. A maior parte da oferta adicional prevista para os próximos anos virá do país. Temos baixo custo de produção", diz Bruno Rezende, analista das Tendências Consultoria. Enquanto no Brasil o corte do eucalipto ocorre sete anos após o plantio, na Europa esse processo demora, pelo menos, 25 anos.
Fonte: Folha de São Paulo/Celulose Online
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