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Notícias
24
jun
2010
(MÓVEIS)
Indústria moveleira sente reflexos do aquecimento no mercado
Atraso na entrega de painéis e falta de mão-de-obra qualificada são gargalos para o setor.
Apesar do momento de economia aquecida, não dá para dizer que o setor moveleiro, principal motor da economia bento-gonçalvens, esteja enfrentando um céu de brigadeiro. O aumento no custo e atraso na entrega de painéis de MDF, a principal matéria-prima do setor é a realidade que o setor vem enfrentando neste primeiro semestre. Uma recente elevação média de 10% nos preço dos painéis – é a segunda elevação do ano – determina que só em 2010 a indústria moveleira teve que arcar com majoração de 20% no material. Além de mais caro, chega com atraso. “Abril e maio, meses subsequentes à realização da Movelsul, foram críticos”, informa Ivo Cansan, presidente da Movergs. Agora, o atraso das placas revestidas, destinadas à fabricação de móveis modulados e planejados (linhas altas), ainda é de 20 dias, em média.
Atraso e aumento de preço são duas consequências para uma só realidade: mercado aquecido e indústria fornecedora despreparada para tanta demandam. O que esperar então do segundo semestre, normalmente período de maior aquecimento nas vendas? “As empresas de MDF prometeram que estão se preparando para atender a demanda”, diz Cansan. Isto se dá mediante investimentos em aquisição de equipamentos e ampliação dos parques fabris das oito empresas que atuam no setor no país. Nos painéis de menor valor agregado, sem revestimento, o problema é menor graças à recente inauguração de uma planta industrial da Masisa em Montenegro, o que regulou o mercado.
Falta mão-de-obra, mas a meta é crescer
Outro gargalo experimentado e que não é “privilégio” do setor moveleiro diz respeito à contratação de mão-de-obra. Segundo Cansan o problema se repete em todos os pólos moveleiros. “Não se encontra gente qualificada para colocar no chão de fábrica. É preciso treinar e isto reflete na queda da produtividade, porque se alguém está aprendendo, alguém perde tempo ensinando”.
Apesar destas dificuldades, tocar em frente e projetar mais crescimento são palavras de ordem do setor (ver matéria ao lado), que tenta junto ao Governo a inclusão dos móveis no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Caixa Econômica Federal e/ou o Banco do Brasil podem ser os braços deste mecanismo, que ofereceria financiamento com juros reduzidos ou próximos ao zero para que os beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida possam entrar em suas casas com a mobília toda nova.
A meta é aumentar as exportações em 5% este ano
Explorar mercados com poucas barreiras comerciais na América Latina e África é uma das estratégias concebidas pelo Orchestra Brasil.
Levar 65 empresas fornecedoras de componentes e acessórios a participar das maiores feiras internacionais destinadas ao setor é uma das medidas previstas. Concebido e coordenado pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), o programa Orchestra Brasil tem o apoio da da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e do Sebrae-RS contando com empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Norte.
De olho nas baixas barreiras técnicas e tarifárias, na facilidade cultural e aceitação de produtos, e ainda na logística mais competitiva, o foco este ano e em 2011 é conquistar mais mercado na América Latina, Central e na África do Sul. No caso dos mercados tradicionais como Estados Unidos e Europa, a estratégia é de permanência, gerando no momento mais interesse para o segmento de software e ferramentas, atentos em consultorias comerciais para empresas americanas.
A qualificação da cadeia de fornecedores tem uma importância estratégica para a indústria de móveis gaúcha que exporta. Glademir Ferrari, presidente do Sindmóveis, atenta para o fato de que a maioria das indústrias pertencentes ao setor têm como característica serem de pequeno porte e baixa escala de produção, sua competitividade está diretamente ligada à competitividade dos fornecedores. “Precisamos que os fornecedores de tintas, transporte, design, etc, também ofereçam vantagens competitivas que possam agregar valor à cadeia como um todo”.
Apesar do momento de economia aquecida, não dá para dizer que o setor moveleiro, principal motor da economia bento-gonçalvens, esteja enfrentando um céu de brigadeiro. O aumento no custo e atraso na entrega de painéis de MDF, a principal matéria-prima do setor é a realidade que o setor vem enfrentando neste primeiro semestre. Uma recente elevação média de 10% nos preço dos painéis – é a segunda elevação do ano – determina que só em 2010 a indústria moveleira teve que arcar com majoração de 20% no material. Além de mais caro, chega com atraso. “Abril e maio, meses subsequentes à realização da Movelsul, foram críticos”, informa Ivo Cansan, presidente da Movergs. Agora, o atraso das placas revestidas, destinadas à fabricação de móveis modulados e planejados (linhas altas), ainda é de 20 dias, em média.
Atraso e aumento de preço são duas consequências para uma só realidade: mercado aquecido e indústria fornecedora despreparada para tanta demandam. O que esperar então do segundo semestre, normalmente período de maior aquecimento nas vendas? “As empresas de MDF prometeram que estão se preparando para atender a demanda”, diz Cansan. Isto se dá mediante investimentos em aquisição de equipamentos e ampliação dos parques fabris das oito empresas que atuam no setor no país. Nos painéis de menor valor agregado, sem revestimento, o problema é menor graças à recente inauguração de uma planta industrial da Masisa em Montenegro, o que regulou o mercado.
Falta mão-de-obra, mas a meta é crescer
Outro gargalo experimentado e que não é “privilégio” do setor moveleiro diz respeito à contratação de mão-de-obra. Segundo Cansan o problema se repete em todos os pólos moveleiros. “Não se encontra gente qualificada para colocar no chão de fábrica. É preciso treinar e isto reflete na queda da produtividade, porque se alguém está aprendendo, alguém perde tempo ensinando”.
Apesar destas dificuldades, tocar em frente e projetar mais crescimento são palavras de ordem do setor (ver matéria ao lado), que tenta junto ao Governo a inclusão dos móveis no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Caixa Econômica Federal e/ou o Banco do Brasil podem ser os braços deste mecanismo, que ofereceria financiamento com juros reduzidos ou próximos ao zero para que os beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida possam entrar em suas casas com a mobília toda nova.
A meta é aumentar as exportações em 5% este ano
Explorar mercados com poucas barreiras comerciais na América Latina e África é uma das estratégias concebidas pelo Orchestra Brasil.
Levar 65 empresas fornecedoras de componentes e acessórios a participar das maiores feiras internacionais destinadas ao setor é uma das medidas previstas. Concebido e coordenado pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), o programa Orchestra Brasil tem o apoio da da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e do Sebrae-RS contando com empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Norte.
De olho nas baixas barreiras técnicas e tarifárias, na facilidade cultural e aceitação de produtos, e ainda na logística mais competitiva, o foco este ano e em 2011 é conquistar mais mercado na América Latina, Central e na África do Sul. No caso dos mercados tradicionais como Estados Unidos e Europa, a estratégia é de permanência, gerando no momento mais interesse para o segmento de software e ferramentas, atentos em consultorias comerciais para empresas americanas.
A qualificação da cadeia de fornecedores tem uma importância estratégica para a indústria de móveis gaúcha que exporta. Glademir Ferrari, presidente do Sindmóveis, atenta para o fato de que a maioria das indústrias pertencentes ao setor têm como característica serem de pequeno porte e baixa escala de produção, sua competitividade está diretamente ligada à competitividade dos fornecedores. “Precisamos que os fornecedores de tintas, transporte, design, etc, também ofereçam vantagens competitivas que possam agregar valor à cadeia como um todo”.
Fonte: Jornal Gazeta
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