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Notícias
17
jun
2010
(MÓVEIS)
Móveis verdes
Florense aposta em tecnologia ambiental.
Criada na Serra há 57 anos, a fábrica de móveis Florense tem os olhos voltados para o mundo. Em seu DNA, o desejo de ser diferente. A segunda geração da família Castellan, descendentes de italianos instalados em Flores da Cunha, coloca em prática uma decisão tomada há mais de meio século: ter atitudes corretas. Fatores como esse fizeram com que a empresa enxergasse o cuidado com o meio ambiente como um nicho de mercado que poderia agregar valor a seus produtos.
Produzindo móveis de alta qualidade, a empresa mudou sua estrutura de produção para reduzir o desperdício de água e de matérias-primas, além de dar um destino adequado aos resíduos.
– Há muito tempo, nossos consumidores valorizam o fato de termos consciência – afirma o vice-presidente e diretor comercial da empresa, Gelson Castellan.
Mesmo com o aval de clientes exigentes, Castellan acredita que para obter sucesso com o caráter verde é preciso planejamento. Foi assim que, no início da década de 1990, a empresa começou a pensar em soluções para os impactos de seu processo produtivo. Um sistema de gestão ambiental foi o caminho até a certificação na ISO 14001, efetivada em 2001.
Em 2007, um investimento de mais de R$ 40 milhões em novas tecnologias reformulou a estrutura da fábrica, reforçando uma política defendida por Castellan:
– Com menos esforço e desperdício, produzimos mais, e isso se reflete no preço.
Num mercado competitivo, a Florense conseguiu se fixar em sete países, mantendo laços firmes há 15 anos. A preocupação com o fazer correto uniu a qualidade com o desejado selo verde.
Mercado seleto
Com a produção mais verde, a empresa alcançou um nicho de mercado importante, com consumidores mais exigentes.
- A produção deixou de ser dividida pelos produtos finais. Em vez de um setor produzindo só cozinhas e outro só estantes, a divisão se dá, por exemplo, em um setor para pintura e outro para o corte das lâminas, independente do produto final.
- Além da Estação de Tratamento de Efluentes, foi criada uma central de resíduos sólidos. Plástico, papel, papelão, restos de MDF e lâmpadas fluorescentes, por exemplo, são separados e encaminhados para seus fornecedores ou para empresas que operem o descarte correto.
- A aquisição de 12 cabines de pintura com cortina d’água proporcionou a secagem rápida das lâminas de madeira e o tratamento direto da água utilizada. As novas máquinas reduziram em 25% no consumo de tintas.
- A criação das unidades gerou mais organização e menos desperdício. A fábrica consome 67% menos água e reduziu em 65% o uso de outros líquidos. Ao mesmo tempo, sua capacidade produtiva quase dobrou.
- O novo modelo de caldeira, que queima a serragem do processo industrial, recebe o material em etapas, emitindo uma quantidade menor de gases. O vapor produzido volta para o processo como energia, usada na colagem, na pintura e na calefação do prédio administrativo.
- Uma reformulação da parte elétrica fez com que a capacidade de exaustão do prédio dobrasse. A opção por novas máquinas, com motores modernos, que consomem menos, também colaborou para o processo de redução do consumo de energia.
- Quase metade das lâminas naturais não era aproveitada devido a imperfeições. A divisão por produtos finais também colaborava para o desperdício, pois o corte não era unificado.
- Para otimizar o processo, a Florense trouxe da Itália lâminas que usam a tecnologia European Wood. Pré-compostas, elas chegam à indústria sem imperfeições das árvores exóticas, mas com o desenho natural das fibras.
- Além de a madeira das lâminas ter extração controlada, o replantio é superior ao corte. A tecnologia italiana, representou uma redução de 64% no consumo de lâminas, pois 95% das que chegam a Flores são utilizadas na produção.
- Uma reformulação da parte elétrica fez com que a capacidade de exaustão do prédio dobrasse. Novas máquinas com motores modernos também reduzem o consumo de energia.
Criada na Serra há 57 anos, a fábrica de móveis Florense tem os olhos voltados para o mundo. Em seu DNA, o desejo de ser diferente. A segunda geração da família Castellan, descendentes de italianos instalados em Flores da Cunha, coloca em prática uma decisão tomada há mais de meio século: ter atitudes corretas. Fatores como esse fizeram com que a empresa enxergasse o cuidado com o meio ambiente como um nicho de mercado que poderia agregar valor a seus produtos.
Produzindo móveis de alta qualidade, a empresa mudou sua estrutura de produção para reduzir o desperdício de água e de matérias-primas, além de dar um destino adequado aos resíduos.
– Há muito tempo, nossos consumidores valorizam o fato de termos consciência – afirma o vice-presidente e diretor comercial da empresa, Gelson Castellan.
Mesmo com o aval de clientes exigentes, Castellan acredita que para obter sucesso com o caráter verde é preciso planejamento. Foi assim que, no início da década de 1990, a empresa começou a pensar em soluções para os impactos de seu processo produtivo. Um sistema de gestão ambiental foi o caminho até a certificação na ISO 14001, efetivada em 2001.
Em 2007, um investimento de mais de R$ 40 milhões em novas tecnologias reformulou a estrutura da fábrica, reforçando uma política defendida por Castellan:
– Com menos esforço e desperdício, produzimos mais, e isso se reflete no preço.
Num mercado competitivo, a Florense conseguiu se fixar em sete países, mantendo laços firmes há 15 anos. A preocupação com o fazer correto uniu a qualidade com o desejado selo verde.
Mercado seleto
Com a produção mais verde, a empresa alcançou um nicho de mercado importante, com consumidores mais exigentes.
- A produção deixou de ser dividida pelos produtos finais. Em vez de um setor produzindo só cozinhas e outro só estantes, a divisão se dá, por exemplo, em um setor para pintura e outro para o corte das lâminas, independente do produto final.
- Além da Estação de Tratamento de Efluentes, foi criada uma central de resíduos sólidos. Plástico, papel, papelão, restos de MDF e lâmpadas fluorescentes, por exemplo, são separados e encaminhados para seus fornecedores ou para empresas que operem o descarte correto.
- A aquisição de 12 cabines de pintura com cortina d’água proporcionou a secagem rápida das lâminas de madeira e o tratamento direto da água utilizada. As novas máquinas reduziram em 25% no consumo de tintas.
- A criação das unidades gerou mais organização e menos desperdício. A fábrica consome 67% menos água e reduziu em 65% o uso de outros líquidos. Ao mesmo tempo, sua capacidade produtiva quase dobrou.
- O novo modelo de caldeira, que queima a serragem do processo industrial, recebe o material em etapas, emitindo uma quantidade menor de gases. O vapor produzido volta para o processo como energia, usada na colagem, na pintura e na calefação do prédio administrativo.
- Uma reformulação da parte elétrica fez com que a capacidade de exaustão do prédio dobrasse. A opção por novas máquinas, com motores modernos, que consomem menos, também colaborou para o processo de redução do consumo de energia.
- Quase metade das lâminas naturais não era aproveitada devido a imperfeições. A divisão por produtos finais também colaborava para o desperdício, pois o corte não era unificado.
- Para otimizar o processo, a Florense trouxe da Itália lâminas que usam a tecnologia European Wood. Pré-compostas, elas chegam à indústria sem imperfeições das árvores exóticas, mas com o desenho natural das fibras.
- Além de a madeira das lâminas ter extração controlada, o replantio é superior ao corte. A tecnologia italiana, representou uma redução de 64% no consumo de lâminas, pois 95% das que chegam a Flores são utilizadas na produção.
- Uma reformulação da parte elétrica fez com que a capacidade de exaustão do prédio dobrasse. Novas máquinas com motores modernos também reduzem o consumo de energia.
Fonte: Pioneiro
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