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Notícias
14
jun
2010
(MEIO AMBIENTE)
Engenheiros Florestais usam Satélite para mapear cacau nativo do Rio Purus
Pesquisa desenvolvida por Kamilla Andrade de Oliveira estabeleceu os padrões de ocorrência para o cacau nativo do Purus. Isto é, com a conclusão dos estudos de mapeamento temático com uso de imagens de satélite de média resolução, tornou-se possível saber onde estão os povoamentos nativos de todo cacau existente nas margens do Rio Purus.
A monografia, denominada de CLASSIFICAÇÃO DE IMAGENS LANDSAT 5 PARA MAPEAMENTO DO CACAUEIRO NATIVO (Theobroma cacao L.), DO RIO PURUS – AMAZONAS, foi elaborada como requisito para conclusão do Curso de Engenharia Florestal da UFAC e esta incluída no Projeto de Manejo Florestal Comunitário do Cacau Nativo do Purus, apoiado pelo CNPq, com recursos oriundos da Secretaria de Agricultura Familiar, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O projeto é fruto de uma ampla parceria que envolve a Universidade Estadual de São Paulo, Unesp, responsável pelos estudos de logística para o escoamento do cacau, a Universidade Federal de Viçosa, responsável pelo mapeamento por satélite do cacau e a Universidade Federal do Acre responsável pela elaboração do Plano de Manejo Florestal Comunitário do Cacau Nativo, que é o objetivo principal do Projeto.
Os beneficiários diretos das ações do Projeto são os associados da Cooperativa dos Extrativistas do Purus e Mapiá, a Cooperar. Também fornecem apoio fundamental ao projeto a Agencia de Cooperação Alemã, GTZ, e a empresa de chocolates Hachez que adquire toda produção da Cooperar.
O mapeamento dos povoamentos por imagem de satélite era um passo fundamental para as ações de planejamento da produção de cacau pelos extrativistas. A partir de agora, com a localização dos povoamentos será possível estabelecer procedimentos para melhorar a logística de produção e determinar a quantidade de famílias de extrativistas que poderão, efetivamente, se juntar à safra anual do cacau.
Trata-se da segunda monografia concluída pelo projeto (a primeira quantificou o povoamento de cacau por meio de Inventário Florestal) que ainda irá apresentar estudos sócio-econômicos sobre os manejadores de cacau, de genética dos cacaueiros, de logística de transporte, de protocolos de manejo e, ao final, o Plano de Manejo Florestal Comunitário.
Com a imprescindível orientação do Professor Pedro Christo, da Universidade Federal de Viçosa, a pesquisa comparou tecnologias de interpretação de imagens de satélite, com objetivo de trazer a maior precisão possível entre o que é visto na imagem e o que existe na realidade.
Considerada pela Banca Examinadora de elevado nível técnico, a monografia conclui que as ferramentas de sensoriamento remoto podem ser utilizadas para mapear povoamentos florestais, com percentual de acertos superiores a 95%, o que é considerado ideal pela Engenharia Florestal.
E mais, os custos associados à realização de Inventário Florestal e de elaboração do Plano de Manejo são reduzidos de forma significativa, com o emprego das imagens de satélite.
Parabéns para Kamilla, agora também Engenheira Florestal, que conseguiu algo inusitado:
Destrinchar os pormenores da alta tecnologia dos satélites ao mesmo tempo em que entendia o cotidiano das populações tradicionais do Purus.
* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).
A monografia, denominada de CLASSIFICAÇÃO DE IMAGENS LANDSAT 5 PARA MAPEAMENTO DO CACAUEIRO NATIVO (Theobroma cacao L.), DO RIO PURUS – AMAZONAS, foi elaborada como requisito para conclusão do Curso de Engenharia Florestal da UFAC e esta incluída no Projeto de Manejo Florestal Comunitário do Cacau Nativo do Purus, apoiado pelo CNPq, com recursos oriundos da Secretaria de Agricultura Familiar, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O projeto é fruto de uma ampla parceria que envolve a Universidade Estadual de São Paulo, Unesp, responsável pelos estudos de logística para o escoamento do cacau, a Universidade Federal de Viçosa, responsável pelo mapeamento por satélite do cacau e a Universidade Federal do Acre responsável pela elaboração do Plano de Manejo Florestal Comunitário do Cacau Nativo, que é o objetivo principal do Projeto.
Os beneficiários diretos das ações do Projeto são os associados da Cooperativa dos Extrativistas do Purus e Mapiá, a Cooperar. Também fornecem apoio fundamental ao projeto a Agencia de Cooperação Alemã, GTZ, e a empresa de chocolates Hachez que adquire toda produção da Cooperar.
O mapeamento dos povoamentos por imagem de satélite era um passo fundamental para as ações de planejamento da produção de cacau pelos extrativistas. A partir de agora, com a localização dos povoamentos será possível estabelecer procedimentos para melhorar a logística de produção e determinar a quantidade de famílias de extrativistas que poderão, efetivamente, se juntar à safra anual do cacau.
Trata-se da segunda monografia concluída pelo projeto (a primeira quantificou o povoamento de cacau por meio de Inventário Florestal) que ainda irá apresentar estudos sócio-econômicos sobre os manejadores de cacau, de genética dos cacaueiros, de logística de transporte, de protocolos de manejo e, ao final, o Plano de Manejo Florestal Comunitário.
Com a imprescindível orientação do Professor Pedro Christo, da Universidade Federal de Viçosa, a pesquisa comparou tecnologias de interpretação de imagens de satélite, com objetivo de trazer a maior precisão possível entre o que é visto na imagem e o que existe na realidade.
Considerada pela Banca Examinadora de elevado nível técnico, a monografia conclui que as ferramentas de sensoriamento remoto podem ser utilizadas para mapear povoamentos florestais, com percentual de acertos superiores a 95%, o que é considerado ideal pela Engenharia Florestal.
E mais, os custos associados à realização de Inventário Florestal e de elaboração do Plano de Manejo são reduzidos de forma significativa, com o emprego das imagens de satélite.
Parabéns para Kamilla, agora também Engenheira Florestal, que conseguiu algo inusitado:
Destrinchar os pormenores da alta tecnologia dos satélites ao mesmo tempo em que entendia o cotidiano das populações tradicionais do Purus.
* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).
Fonte: Ecio Rodrigues
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