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Notícias
10
jun
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Produção de madeira na Amazônia cai 50% na década
Dados são de estudo realizados pelo Serviço Florestal Brasileiro em conjunto com Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia.
A produção de madeira na Amazônia caiu pela metade na última década. Em 1998, a região produzia 28,3 milhões de metros cúbicos de madeira em toras; no ano passado, o total caiu para 14,2 milhões de metros cúbicos. Esse é um dos dados do estudo A Atividade Madeireira na Amazônia Brasileira, realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em conjunto com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O levantamento pesquisou 2.227 empresas em 75 polos madeireiros na Amazônia Legal.
Segundo Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do SFB, o aumento da fiscalização sobre as madeireiras ilegais, a substituição da madeira tropical por produtos concorrentes e a recente crise internacional determinaram a queda na produção de madeira. “A atividade madeireira continua sendo uma importante fonte de receita para os municípios da Amazônia Legal. A boa notícia é que estamos conseguindo separar os produtores que usam madeira de desmatamentos ilegais daqueles que usam madeira legal”, diz Hummel.
Atualmente, o setor madeireiro gera 204 mil postos de trabalho na região, sendo 66 mil empregos diretos e 137 mil indiretos. Em 2009, a receita bruta do setor foi de R$4,94 bilhões. Dessa receita, o Pará teve participação de 43%, seguido de Mato Grosso, com 33% e Rondônia, com15%.
De acordo com o estudo, há uma tendência de diminuição da oferta de madeira de áreas de desmatamento ilegal na Amazônia. “Dificilmente a produção de madeira na região voltará aos patamares anteriores, quando se chegou a produzir até 30 milhões de metros cúbicos de madeira/ano. Isso ocorreu às custas de áreas invadidas e produção ilegal”, diz Hummel. O crescimento da oferta de madeira deverá ocorrer com a inserção, nos processos produtivos, de áreas de manejo legalizado e de áreas de florestas públicas, por meio de concessões florestais – tanto federais quanto estaduais. Estados como Pará, Acre, Amazonas e Amapá devem seguir o caminho proposto pelo governo federal, de realizar licitações de florestas públicas para exploração controlada de madeira.
Pouco beneficiamento
A produção de madeira na Amazônia ainda é uma atividade de baixo valor agregado. Cerca de 72% da madeira produzida na Amazônia era madeira serrada com baixo grau de beneficiamento (ripas, tábuas e similares). Outros 15% foram transformados em madeira beneficiada com algum grau de tecnologia envolvida (pisos, esquadrias) e o restante, 13%, era madeira laminada e compensada. Segundo Hummel, é preciso aumentar a industrialização da madeira na região em que é feita a extração, de modo a aumentar a receita para os municípios. A maior parte dessa madeira, 79%, é vendida no mercado doméstico, sendo o Estado de São Paulo seu principal consumidor, com 17% das compras.
A produção de madeira na Amazônia caiu pela metade na última década. Em 1998, a região produzia 28,3 milhões de metros cúbicos de madeira em toras; no ano passado, o total caiu para 14,2 milhões de metros cúbicos. Esse é um dos dados do estudo A Atividade Madeireira na Amazônia Brasileira, realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em conjunto com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O levantamento pesquisou 2.227 empresas em 75 polos madeireiros na Amazônia Legal.
Segundo Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do SFB, o aumento da fiscalização sobre as madeireiras ilegais, a substituição da madeira tropical por produtos concorrentes e a recente crise internacional determinaram a queda na produção de madeira. “A atividade madeireira continua sendo uma importante fonte de receita para os municípios da Amazônia Legal. A boa notícia é que estamos conseguindo separar os produtores que usam madeira de desmatamentos ilegais daqueles que usam madeira legal”, diz Hummel.
Atualmente, o setor madeireiro gera 204 mil postos de trabalho na região, sendo 66 mil empregos diretos e 137 mil indiretos. Em 2009, a receita bruta do setor foi de R$4,94 bilhões. Dessa receita, o Pará teve participação de 43%, seguido de Mato Grosso, com 33% e Rondônia, com15%.
De acordo com o estudo, há uma tendência de diminuição da oferta de madeira de áreas de desmatamento ilegal na Amazônia. “Dificilmente a produção de madeira na região voltará aos patamares anteriores, quando se chegou a produzir até 30 milhões de metros cúbicos de madeira/ano. Isso ocorreu às custas de áreas invadidas e produção ilegal”, diz Hummel. O crescimento da oferta de madeira deverá ocorrer com a inserção, nos processos produtivos, de áreas de manejo legalizado e de áreas de florestas públicas, por meio de concessões florestais – tanto federais quanto estaduais. Estados como Pará, Acre, Amazonas e Amapá devem seguir o caminho proposto pelo governo federal, de realizar licitações de florestas públicas para exploração controlada de madeira.
Pouco beneficiamento
A produção de madeira na Amazônia ainda é uma atividade de baixo valor agregado. Cerca de 72% da madeira produzida na Amazônia era madeira serrada com baixo grau de beneficiamento (ripas, tábuas e similares). Outros 15% foram transformados em madeira beneficiada com algum grau de tecnologia envolvida (pisos, esquadrias) e o restante, 13%, era madeira laminada e compensada. Segundo Hummel, é preciso aumentar a industrialização da madeira na região em que é feita a extração, de modo a aumentar a receita para os municípios. A maior parte dessa madeira, 79%, é vendida no mercado doméstico, sendo o Estado de São Paulo seu principal consumidor, com 17% das compras.
Fonte: Estado de São Paulo
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