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Notícias
07
jun
2010
(MEIO AMBIENTE)
Pontos do cógido florestal serão debatidos no Congresso da Madeira
Nos dias 22 e 23 de junho será realizada a 5ª edição do Congresso Internacional de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Indústria de Base Florestal e de Geração de Energia - Madeira 2010, idealizada pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, das 09h às 18h, na FECOMERCIO, em São Paulo. O evento apresenta temas e estratégias para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável dos setores e é destinado a pesquisadores, professores, profissionais, estudantes, técnicos, especialistas, lideranças empresariais e autoridades governamentais. O ‘Madeira 2010’ trará temas muito atuais em relação à nova ordem econômica mundial e os seus impactos no setor florestal brasileiro, que está relacionado com produtos para exportação. Será apresentada a preocupação do setor em como aliar essa produção florestal aos desafios em atender as demandas da sociedade em relação à oferta de matéria prima e recursos naturais. Nessa questão, surge as discussões em relação a alteração do Código Florestal Brasileiro, como o Brasil pode evoluir na questão de mercado de carbono, os acordos climáticos e como tudo isso pode ser colocado em uma realidade política atual de mudança de governo. "O evento vem em um momento muito oportuno, pois o anterior aconteceu há dois anos, justamente no momento da crise mundial. Apesar do Brasil estar razoavelmente confortável nesse contexto, ainda existem reflexos da crise. E esses setores têm muita relação com esses problemas de ordem econômica, porque, muito do que o Brasil faz em relação a floresta está vinculado ao mercado de exportação. Ainda há questões a serem debatidas e o evento traz essa oportunidade, com destaque pela importância do tema e representatividade de seus palestrantes", afirma José Otavio Brito, coordenador técnico do Madeira 2010. O Congresso tem patrocínio do BNDES, FECOMERCIO, FIBRIA, Petrobras, SEBRAE e Suzano Papel e Celulose.
Um dos destaques do evento é o painel "Código Florestal Brasileiro – Visões Estratégicas", que acontece no primeiro dia do evento (22/6). O Código Florestal tem muita relação com a produção de celulose e papel, pois independentemente se a produção é para o mercado nacional ou internacional, a mudança no Código pode implicar em mudanças de como produzir florestas, tanto no aspecto tecnológico ou econômico, questões de ocupação de áreas, entre outras.
O painel será moderado por Marcílio Caron Neto, conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e terá a participação de Aldo Rebelo, deputado federal; João Comério, diretor Executivo da Unidade de Negócio Florestal da Suzano Papel e Celulose; Gustavo Ribas Curcio, da Embrapa Florestas; e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Os palestrantes abordarão as discussões das possíveis alterações do Código Florestal Brasileiro, que estão causando polêmica entre ambientalistas, que são contra as alterações, e a bancada ruralista, que é a favor de alterações. O deputado Aldo Rebelo é o relator da Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro e responsável pelo relatório da Comissão, que está previsto para ser apresentado ainda esse mês. A bancada ruralista acredita que as ONGs não são a favor do desenvolvimento do País.
Já os ambientalistas, como Mario Mantovani, acreditam que esse não é um bom momento para modificações na legislação. "Fazer alterações na legislação brasileira em ano eleitoral não é um bom momento, isso pode ser uma decisão política que não defende o interesse de toda a sociedade", acredita o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Além de Rebelo e Mantovani, esse debate marcará a presença de representantes do lado empresarial, como Comério, da Suzano Papel e Celulose, e Gustavo Ribas Curcio, da Embrapa Florestas, que abordará as questões científicas da discussão. "Nesse painel não pretendemos esgotar o assunto, pois o tempo é curto para isso, mas sim trazer a oportunidade da atualização do que está sendo debatido", reforça Brito, coordenador técnico do evento.
Com a mesma importância, está a discussão e atualização das oportunidades do setor florestal no que se diz respeito à economia de baixo carbono. Serão debatidos os potenciais do setor na questão de crédito de carbono e redução das emissões. Trata-se do painel "Indústria de Base Florestal e de Geração de Energia numa Economia de Baixo Carbono", no dia 23, às 11h. Com Luiz Alberto Figueiredo Machado, embaixador e diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, que abordará ‘A posição do governo brasileiro nas negociações intergovernamentais com vistas a uma economia de baixo carbono’; Marcos Antonio Fujihara, sociodiretor do Instituto Totum e Key Associados, sobre ‘Sustentabilidade e Mudança Climática na Indústria Florestal’ e Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Bracelpa, sobre ‘Posição do ICFPA sobre a contribuição da Indústria Florestal na mitigação das Mudanças do Clima’; moderados por Gustavo Macedo de Mello Baptista, professor da UNB.
Outro destaque da programação é o painel "Indústria de Base Florestal e a Geração de Energia", no segundo dia do evento (23/6), com Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética/ Ministério de Minas e Energia, que falará sobre ‘Madeira e carvão vegetal no Balanço Energético Nacional – Histórico e Perspectivas’; Armando Ricardi Júnior, presidente do Conselho Consultivo da ABESCO, com o tema ‘Energia da madeira em setores não produtores florestais’; Herwig Andreas Ragossnig, da Seeger Engineering AG, sobre ‘Geração de energia com biomassa para os setores das indústrias madeireira e florestal’ e Marcos Otávio Bezerra Prates, diretor do Departamento de Competitividade Industrial do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, falará sobre ‘Incremento do Carvão Vegetal Renovável na Siderurgia Nacional’.
Prates abordará todo esforço que está sendo estruturado para o cumprimento do compromisso do governo brasileiro, firmado na 15º Conferência das Partes (COP 15), em Copenhague, relativo à redução de emissões no setor siderúrgico. O setor siderúrgico tem uma grande importância na redução de suas emissões, pois colabora com grande parte das emissões brasileiras. Essas reduções de emissões estarão centradas no processo de melhoria das condições da produção de carvão vegetal, sob dois eixos: aumento do uso de madeira de áreas reflorestadas, em substituição ao uso de madeira de mata nativa; e a melhoria do processo de carbonização e de conversão de madeira e carvão. "Nesse sentido estamos com uma série de ações, uma delas com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para que sejam elaboradas normas sobre produção de carvão que vão contemplar a rastreabilidade da madeira, controle das emissões no processo de carbonização e apontar melhores práticas para aumentar o rendimento; além de normas sobre qualidade do carvão e outra sobre qualificação de pessoal e perfil para atuar na área de carvão", explica.
Ainda de acordo com Prates, há um compromisso internacional no sentido de estabelecer um processo de produção e requisitos em normas técnicas para justamente assegurar que o carvão seja produzido a partir de madeira legal. "A gente pretende chegar a índices mais elevados de utilização de madeira de floresta plantada, hoje é 50%. Já Minas Gerais colocou na Lei que, até 2013, tem que chegar a 85%", completa. A meta é a redução de 10 milhões de toneladas de emissão de CO2 até 2020, o que significa adicionar um estoque de dois milhões de hectares de floresta plantada.
Um dos destaques do evento é o painel "Código Florestal Brasileiro – Visões Estratégicas", que acontece no primeiro dia do evento (22/6). O Código Florestal tem muita relação com a produção de celulose e papel, pois independentemente se a produção é para o mercado nacional ou internacional, a mudança no Código pode implicar em mudanças de como produzir florestas, tanto no aspecto tecnológico ou econômico, questões de ocupação de áreas, entre outras.
O painel será moderado por Marcílio Caron Neto, conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e terá a participação de Aldo Rebelo, deputado federal; João Comério, diretor Executivo da Unidade de Negócio Florestal da Suzano Papel e Celulose; Gustavo Ribas Curcio, da Embrapa Florestas; e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Os palestrantes abordarão as discussões das possíveis alterações do Código Florestal Brasileiro, que estão causando polêmica entre ambientalistas, que são contra as alterações, e a bancada ruralista, que é a favor de alterações. O deputado Aldo Rebelo é o relator da Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro e responsável pelo relatório da Comissão, que está previsto para ser apresentado ainda esse mês. A bancada ruralista acredita que as ONGs não são a favor do desenvolvimento do País.
Já os ambientalistas, como Mario Mantovani, acreditam que esse não é um bom momento para modificações na legislação. "Fazer alterações na legislação brasileira em ano eleitoral não é um bom momento, isso pode ser uma decisão política que não defende o interesse de toda a sociedade", acredita o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Além de Rebelo e Mantovani, esse debate marcará a presença de representantes do lado empresarial, como Comério, da Suzano Papel e Celulose, e Gustavo Ribas Curcio, da Embrapa Florestas, que abordará as questões científicas da discussão. "Nesse painel não pretendemos esgotar o assunto, pois o tempo é curto para isso, mas sim trazer a oportunidade da atualização do que está sendo debatido", reforça Brito, coordenador técnico do evento.
Com a mesma importância, está a discussão e atualização das oportunidades do setor florestal no que se diz respeito à economia de baixo carbono. Serão debatidos os potenciais do setor na questão de crédito de carbono e redução das emissões. Trata-se do painel "Indústria de Base Florestal e de Geração de Energia numa Economia de Baixo Carbono", no dia 23, às 11h. Com Luiz Alberto Figueiredo Machado, embaixador e diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, que abordará ‘A posição do governo brasileiro nas negociações intergovernamentais com vistas a uma economia de baixo carbono’; Marcos Antonio Fujihara, sociodiretor do Instituto Totum e Key Associados, sobre ‘Sustentabilidade e Mudança Climática na Indústria Florestal’ e Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Bracelpa, sobre ‘Posição do ICFPA sobre a contribuição da Indústria Florestal na mitigação das Mudanças do Clima’; moderados por Gustavo Macedo de Mello Baptista, professor da UNB.
Outro destaque da programação é o painel "Indústria de Base Florestal e a Geração de Energia", no segundo dia do evento (23/6), com Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética/ Ministério de Minas e Energia, que falará sobre ‘Madeira e carvão vegetal no Balanço Energético Nacional – Histórico e Perspectivas’; Armando Ricardi Júnior, presidente do Conselho Consultivo da ABESCO, com o tema ‘Energia da madeira em setores não produtores florestais’; Herwig Andreas Ragossnig, da Seeger Engineering AG, sobre ‘Geração de energia com biomassa para os setores das indústrias madeireira e florestal’ e Marcos Otávio Bezerra Prates, diretor do Departamento de Competitividade Industrial do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, falará sobre ‘Incremento do Carvão Vegetal Renovável na Siderurgia Nacional’.
Prates abordará todo esforço que está sendo estruturado para o cumprimento do compromisso do governo brasileiro, firmado na 15º Conferência das Partes (COP 15), em Copenhague, relativo à redução de emissões no setor siderúrgico. O setor siderúrgico tem uma grande importância na redução de suas emissões, pois colabora com grande parte das emissões brasileiras. Essas reduções de emissões estarão centradas no processo de melhoria das condições da produção de carvão vegetal, sob dois eixos: aumento do uso de madeira de áreas reflorestadas, em substituição ao uso de madeira de mata nativa; e a melhoria do processo de carbonização e de conversão de madeira e carvão. "Nesse sentido estamos com uma série de ações, uma delas com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para que sejam elaboradas normas sobre produção de carvão que vão contemplar a rastreabilidade da madeira, controle das emissões no processo de carbonização e apontar melhores práticas para aumentar o rendimento; além de normas sobre qualidade do carvão e outra sobre qualificação de pessoal e perfil para atuar na área de carvão", explica.
Ainda de acordo com Prates, há um compromisso internacional no sentido de estabelecer um processo de produção e requisitos em normas técnicas para justamente assegurar que o carvão seja produzido a partir de madeira legal. "A gente pretende chegar a índices mais elevados de utilização de madeira de floresta plantada, hoje é 50%. Já Minas Gerais colocou na Lei que, até 2013, tem que chegar a 85%", completa. A meta é a redução de 10 milhões de toneladas de emissão de CO2 até 2020, o que significa adicionar um estoque de dois milhões de hectares de floresta plantada.
Fonte: Agrolink
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