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Notícias
07
jun
2010
(IBAMA)
Ibama fecha PMFS em assentamento que esquentou madeira para 16 empresas no Pará
Agentes do Ibama na Operação Estrada Dourada embargaram nesta sexta-feira (04/06) mais um Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) falso, desta vez em um assentamento do Incra a 140 km de Anapu, no centro-oeste do Pará. A Associação dos Pequenos Agricultores do Ramal Castanheira, responsável pelo projeto, e os dois representantes legais da entidade foram multados. As sanções, por prestar informações falsas ao órgão ambiental e por vender 4,2 mil m3 de créditos virtuais de madeira, somam mais de R$2,1 milhões. Os autuados têm 20 dias para recorrer.
A associação dos colonos foi autorizada em fevereiro a extrair 19,4 mil m3 de madeira, aproximadamente 485 caminhões cheios de toras, por meio do manejo sustentável dos cerca de 800 hectares de reserva legal comunitária do assentamento. Os engenheiros florestais da Divisão Técnica do Ibama, porém, não constataram sinal de exploração madeireira ao vistoriar ontem (03/06) a área. No local, não havia sequer a infra-estrutura básica para um PMFS, como ramais e estradas.
“Não se retirou nenhum metro cúbico de madeira de lá. Mais uma vez o PMFS era utilizado apenas para vender papel”, diz o coordenador da Operação Estrada Dourada, Francisco Neves, da Divisão de Fiscalização do Ibama em Belém, que desde 24 de maio inspeciona planos de manejo na região de Anapu.
Na terça-feira (01/06), o Ibama já havia embargado um PMFS de fachada que funcionava numa fazenda a cerca de 70 Km de Anapu. Os envolvidos na fraude, que resultou na emissão de 26 mil m3 de créditos virtuais de madeira para 18 empresas, foram multados em cerca de R$ 17,6 milhões.
Lucro privatizado Tão logo teve o PMFS aprovado e o acesso ao Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) liberado pelo órgão ambiental estadual, a Associação dos Agricultores do Ramal Castanheira começou a emitir Guias Florestais (GFs) virtuais. Em apenas três meses, sem derrubar uma árvore, já havia emitido os 4,2 mil m3 de Gfs virtuais e vendido o crédito para acobertar a madeira ilegal de 16 serrarias e madeireiras no estado.
“A associação deveria executar o PMFS comunitário para gerar benefícios a todos os assentados. Mas apenas duas pessoas tinham acesso ao sistema eletrônico (Sisflora) onde a fraude ocorria, logo poucos lucraram”, diz o chefe da Divisão Técnica do Ibama, Dennys Pereira.
Com a participação de engenheiros florestais da Divisão Técnica do Ibama e fiscais da Divisão de Fiscalização, ambos da Superintendência do órgão no Pará, e com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental da capital, a Operação Estrada Dourada percorre planos de manejo na região de Anapu para reprimir o desmatamento ilegal e o comércio de créditos florestais virtuais no estado do Pará.
A associação dos colonos foi autorizada em fevereiro a extrair 19,4 mil m3 de madeira, aproximadamente 485 caminhões cheios de toras, por meio do manejo sustentável dos cerca de 800 hectares de reserva legal comunitária do assentamento. Os engenheiros florestais da Divisão Técnica do Ibama, porém, não constataram sinal de exploração madeireira ao vistoriar ontem (03/06) a área. No local, não havia sequer a infra-estrutura básica para um PMFS, como ramais e estradas.
“Não se retirou nenhum metro cúbico de madeira de lá. Mais uma vez o PMFS era utilizado apenas para vender papel”, diz o coordenador da Operação Estrada Dourada, Francisco Neves, da Divisão de Fiscalização do Ibama em Belém, que desde 24 de maio inspeciona planos de manejo na região de Anapu.
Na terça-feira (01/06), o Ibama já havia embargado um PMFS de fachada que funcionava numa fazenda a cerca de 70 Km de Anapu. Os envolvidos na fraude, que resultou na emissão de 26 mil m3 de créditos virtuais de madeira para 18 empresas, foram multados em cerca de R$ 17,6 milhões.
Lucro privatizado Tão logo teve o PMFS aprovado e o acesso ao Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) liberado pelo órgão ambiental estadual, a Associação dos Agricultores do Ramal Castanheira começou a emitir Guias Florestais (GFs) virtuais. Em apenas três meses, sem derrubar uma árvore, já havia emitido os 4,2 mil m3 de Gfs virtuais e vendido o crédito para acobertar a madeira ilegal de 16 serrarias e madeireiras no estado.
“A associação deveria executar o PMFS comunitário para gerar benefícios a todos os assentados. Mas apenas duas pessoas tinham acesso ao sistema eletrônico (Sisflora) onde a fraude ocorria, logo poucos lucraram”, diz o chefe da Divisão Técnica do Ibama, Dennys Pereira.
Com a participação de engenheiros florestais da Divisão Técnica do Ibama e fiscais da Divisão de Fiscalização, ambos da Superintendência do órgão no Pará, e com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental da capital, a Operação Estrada Dourada percorre planos de manejo na região de Anapu para reprimir o desmatamento ilegal e o comércio de créditos florestais virtuais no estado do Pará.
Fonte: Ibama - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
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