Voltar
Notícias
06
jun
2010
(COMÉRCIO EXTERIOR)
China assume principal destino da celulose brasileira
Brasil respondeu por 50% das importações de celulose da China.
A China assumiu o primeiro lugar nas de celulose brasileira, com 34% dos embarques no primeiro quadrimestre deste ano. O porcentual é o dobro da participação que o país asiático tinha nas exportações do produto até o ano passado, quando sua demanda deu um salto de 135%, para 1,5 milhões de toneladas, uma participação de 33% no total.
Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), disse que os chineses começaram a aumentar suas compras no começo do ano passado, quando o preço internacional caiu em razão da crise mundial. Em junho de 2009 a cotação ficou em menos de US$ 400 a tonelada, comparada a US$ 840 do ano anterior. Atualmente já está em torno de US$ 920.
Segundo ela, a demanda chinesa assumiu natureza "estrutural" no segundo semestre, quando o país anunciou a instalação das três maiores máquinas de papel do mundo, uma das quais com capacidade de fabricar 1 milhão de tonelada por ano.
Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose da China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor.
Para atender ao aumento da demanda chinesa e de outros países emergentes, as indústrias brasileiras de celulose planejam investir US$ 22 bilhões no período 2010-2016, o que poderá levar o Brasil da quarta para a terceira posição no ranking global, à frente da China.
O CEO da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, disse anteontem(02) em Xangai que a empresa investiu R$ 8 bilhões em duas novas fábricas, no Maranhão e no Piauí, que terão 50% de sua produção destinada à China.
A companhia produz 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano e vai elevar o volume para 4,3 milhões de tonelas quando as duas plantas estiverem em operação, no fim de 2014. "A produção de papel na China cresce 4 milhões de toneladas por ano, o que é quase metade da produção total do Brasil, de 10 milhões de toneladas de papel", disse Maciel depois de encontro do Conselho Empresarial Brasil-China. Atualmente, 35% do que a Suzano produz de celulose é destinado à China.
Com os investimentos previstos para o período 2010-2016, Carvalhaes estima que a produção brasileira de papel poderá subir para 14 milhões de toneladas. A presidente da Bracelpa lembrou que o Brasil tem a maior floresta plantada do mundo, com 7 milhões de hectares, certificada por organismos internacionais.
Carvalhaes afirma que a produção brasileira atende à crescente exigência chinesa de usar processos industriais sustentáveis, em resposta à pressão internacional. "A China joga na atmosfera 12 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que faz com que o crescimento do país custe muito à humanidade em termos ambientais".
Além de ser certificada, a floresta plantada brasileira é formada basicamente por eucalipto, que é a árvore que mais absorve carbono, diz Carvalhaes. "Os 7 milhões de hectares de floresta retiram da atmosfera 1 bilhão de toneladas de carbono por ano", declarou.
A China assumiu o primeiro lugar nas de celulose brasileira, com 34% dos embarques no primeiro quadrimestre deste ano. O porcentual é o dobro da participação que o país asiático tinha nas exportações do produto até o ano passado, quando sua demanda deu um salto de 135%, para 1,5 milhões de toneladas, uma participação de 33% no total.
Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), disse que os chineses começaram a aumentar suas compras no começo do ano passado, quando o preço internacional caiu em razão da crise mundial. Em junho de 2009 a cotação ficou em menos de US$ 400 a tonelada, comparada a US$ 840 do ano anterior. Atualmente já está em torno de US$ 920.
Segundo ela, a demanda chinesa assumiu natureza "estrutural" no segundo semestre, quando o país anunciou a instalação das três maiores máquinas de papel do mundo, uma das quais com capacidade de fabricar 1 milhão de tonelada por ano.
Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose da China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor.
Para atender ao aumento da demanda chinesa e de outros países emergentes, as indústrias brasileiras de celulose planejam investir US$ 22 bilhões no período 2010-2016, o que poderá levar o Brasil da quarta para a terceira posição no ranking global, à frente da China.
O CEO da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, disse anteontem(02) em Xangai que a empresa investiu R$ 8 bilhões em duas novas fábricas, no Maranhão e no Piauí, que terão 50% de sua produção destinada à China.
A companhia produz 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano e vai elevar o volume para 4,3 milhões de tonelas quando as duas plantas estiverem em operação, no fim de 2014. "A produção de papel na China cresce 4 milhões de toneladas por ano, o que é quase metade da produção total do Brasil, de 10 milhões de toneladas de papel", disse Maciel depois de encontro do Conselho Empresarial Brasil-China. Atualmente, 35% do que a Suzano produz de celulose é destinado à China.
Com os investimentos previstos para o período 2010-2016, Carvalhaes estima que a produção brasileira de papel poderá subir para 14 milhões de toneladas. A presidente da Bracelpa lembrou que o Brasil tem a maior floresta plantada do mundo, com 7 milhões de hectares, certificada por organismos internacionais.
Carvalhaes afirma que a produção brasileira atende à crescente exigência chinesa de usar processos industriais sustentáveis, em resposta à pressão internacional. "A China joga na atmosfera 12 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que faz com que o crescimento do país custe muito à humanidade em termos ambientais".
Além de ser certificada, a floresta plantada brasileira é formada basicamente por eucalipto, que é a árvore que mais absorve carbono, diz Carvalhaes. "Os 7 milhões de hectares de floresta retiram da atmosfera 1 bilhão de toneladas de carbono por ano", declarou.
Fonte: Estado de São Paulo/Celulose Online
Notícias em destaque
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)
Árvore, pasto e renda: eucalipto ganha espaço e fortalece a pecuária em AL
Produção de eucalipto em Alagoas saltou de pouco mais de 2 mil hectares para 27.296 hectares em uma década, aponta estudo da...
(SILVICULTURA)
Caixas de armazenamento de pellets: mais autonomia para fogões a pellets neste inverno
Cada vez mais lares contam com fogões a pellets para obter um calor limpo e constante - mas muita gente ainda precisa arrastar sacos...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth destaca o papel da madeira na redução das emissões da construção civil
Um maior uso de madeira de origem sustentável pode ajudar a reposicionar o setor da construção civil, transformando-o de um...
(MADEIRA E PRODUTOS)














