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Notícias
03
jun
2010
(CARBONO)
Mercado de Carbono cresce 6% em 2009, porém financiamentos são reduzidos
Na semana passada, os preços das permissões européias (EUAs) para Dezembro de 2010 tiveram uma leve baixa, estabilizando-se pouco abaixo de € 15,00.
A Redução Certificada de Emissão (RCE) também perdeu uma boa margem dos valores praticados no início de maio, e o spread entre RCE-EUA está na faixa de € 2,50.
A redução nos preços do carbono foi decorrente de alguns fatores verificados durante as duas últimas semanas, porém, a grande tônica advêm das incertezas econômicas na zona do euro e, também, pela redução do preço do complexo energético (petróleo e energia).
Assim, temos uma situação cíclica, pois as incertezas econômicas reduzem os preços do complexo energético e estes demonstram, consequentemente, uma baixa atividade econômica futura pela retração da utilização de energia para a indústria em geral.
Desta maneira, até que se defina de forma clara e concreta o pacote de cooperação anunciado pela Comunidade Européia em favor de países europeus com alto grau de endividamento, certamente teremos flutuações constantes no mercado de carbono e das demais commodities energéticas.
Para esta semana, o que vemos é a continuidade da mesma tendência, com ligeira elevação dos valores das EUAs e RCEs para o patamar de € 15,53 e € 12,97, respectivamente, em virtude de um aumento de 3% nos preços do petróleo e gás natural no Reino Unido.
Portanto, o que se verifica é que o o mesmo spread da semana anterior entre EUAs e RCEs está se mantendo, com uma ligeira ampliação.
Relatório do Banco Mundial indica crescimento especulativo do mercado com baixo financiamento de novos projetos.
Por outro lado, um relatório publicado pelo Banco Mundial demonstrou um crescimento do mercado de carbono da ordem de 6% durante o ano de 2009, mesmo diante da crise financeira internacional, com valores totais negociados na ordem de US$ 144 bilhões em comparação a US$ 136 bilhões durante 2008.
Embora tenha ocorrido tal crescimento em um ano de crise financeira, certo é que tal situação decorre de um movimento especulativo, pois não se verifica uma atividade forte de financiamento de novas iniciativas de projetos Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ou Implementação Conjunta.
Tal relatório demonstrou uma redução significativa do financiamento pelos países industrializados nos países em desenvolvimento, de forma que as reduções de gases efeito estufa cairam pela metade (de 211 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 2009, contra 404 milhões em 2008).
O Banco Mundial ressaltou que: "A crise financeira estimulou as instituições financeiras e os investidores privados a desalavancagem e a redirecionar suas posições longe de investimentos de risco e para ativos mais seguros e mercados", em seu relatório publicado na Carbon Expo em Colônia, Alemanha.
O relatório traz expectativas que a demanda por compensações decorrentes de projetos MDL antes de 2012, subirá este ano para 230 milhões de toneladas, por conta principalmente das atividades dos governos europeus para cumprir as suas metas de reduções, porém somente com uma sinalização positiva de um cenário pós Quioto é que realmente teremos um fluxo de capitais mais consistente para os países em desenvolvimento que não sejam China e Índia, países que mais tem recebido capital dos fundos de energia limpa e reduções de emissões.
A grande expectativa é a implementação do mercado norte-americano, após o anúncio dos principais tópicos do Climate Act Bill pelos Senadores John Kerry e Lieberman no último dia 12 de maio.
O RGGI (Regional Greenhouse Gas Initiative), apenas para termos uma idéia, subiu o volume financeiro de negociações para US $ 2,2 bilhões no ano passado (2009) em comparação a US $ 200 milhões em 2008, disse o relatório. Além disso, o volume de trocas de permissões que em 2008 foi da ordem de 62 milhões subiu para 805 milhões em 2009, ou seja, quatro vezes mais que o esquema europeu, somadas as EUAs e RCEs. Vamos aguardar e torcer para que em Dezembro (COP 16), finalmente, possamos ter o grande mercado norte-americano aberto aos nossos projetos.
A Redução Certificada de Emissão (RCE) também perdeu uma boa margem dos valores praticados no início de maio, e o spread entre RCE-EUA está na faixa de € 2,50.
A redução nos preços do carbono foi decorrente de alguns fatores verificados durante as duas últimas semanas, porém, a grande tônica advêm das incertezas econômicas na zona do euro e, também, pela redução do preço do complexo energético (petróleo e energia).
Assim, temos uma situação cíclica, pois as incertezas econômicas reduzem os preços do complexo energético e estes demonstram, consequentemente, uma baixa atividade econômica futura pela retração da utilização de energia para a indústria em geral.
Desta maneira, até que se defina de forma clara e concreta o pacote de cooperação anunciado pela Comunidade Européia em favor de países europeus com alto grau de endividamento, certamente teremos flutuações constantes no mercado de carbono e das demais commodities energéticas.
Para esta semana, o que vemos é a continuidade da mesma tendência, com ligeira elevação dos valores das EUAs e RCEs para o patamar de € 15,53 e € 12,97, respectivamente, em virtude de um aumento de 3% nos preços do petróleo e gás natural no Reino Unido.
Portanto, o que se verifica é que o o mesmo spread da semana anterior entre EUAs e RCEs está se mantendo, com uma ligeira ampliação.
Relatório do Banco Mundial indica crescimento especulativo do mercado com baixo financiamento de novos projetos.
Por outro lado, um relatório publicado pelo Banco Mundial demonstrou um crescimento do mercado de carbono da ordem de 6% durante o ano de 2009, mesmo diante da crise financeira internacional, com valores totais negociados na ordem de US$ 144 bilhões em comparação a US$ 136 bilhões durante 2008.
Embora tenha ocorrido tal crescimento em um ano de crise financeira, certo é que tal situação decorre de um movimento especulativo, pois não se verifica uma atividade forte de financiamento de novas iniciativas de projetos Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ou Implementação Conjunta.
Tal relatório demonstrou uma redução significativa do financiamento pelos países industrializados nos países em desenvolvimento, de forma que as reduções de gases efeito estufa cairam pela metade (de 211 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 2009, contra 404 milhões em 2008).
O Banco Mundial ressaltou que: "A crise financeira estimulou as instituições financeiras e os investidores privados a desalavancagem e a redirecionar suas posições longe de investimentos de risco e para ativos mais seguros e mercados", em seu relatório publicado na Carbon Expo em Colônia, Alemanha.
O relatório traz expectativas que a demanda por compensações decorrentes de projetos MDL antes de 2012, subirá este ano para 230 milhões de toneladas, por conta principalmente das atividades dos governos europeus para cumprir as suas metas de reduções, porém somente com uma sinalização positiva de um cenário pós Quioto é que realmente teremos um fluxo de capitais mais consistente para os países em desenvolvimento que não sejam China e Índia, países que mais tem recebido capital dos fundos de energia limpa e reduções de emissões.
A grande expectativa é a implementação do mercado norte-americano, após o anúncio dos principais tópicos do Climate Act Bill pelos Senadores John Kerry e Lieberman no último dia 12 de maio.
O RGGI (Regional Greenhouse Gas Initiative), apenas para termos uma idéia, subiu o volume financeiro de negociações para US $ 2,2 bilhões no ano passado (2009) em comparação a US $ 200 milhões em 2008, disse o relatório. Além disso, o volume de trocas de permissões que em 2008 foi da ordem de 62 milhões subiu para 805 milhões em 2009, ou seja, quatro vezes mais que o esquema europeu, somadas as EUAs e RCEs. Vamos aguardar e torcer para que em Dezembro (COP 16), finalmente, possamos ter o grande mercado norte-americano aberto aos nossos projetos.
Fonte: Rodrigo Franco - Diretor Executivo Carbon Market Consulting
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