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Notícias
01
jun
2010
(MEIO AMBIENTE)
Florestas no Brasil: Sistema altamente sustentável
Em 30 de maio de 1960, criou-se a Escola Nacional de Florestas, primeira do ramo no Brasil, sediada em Viçosa e posteriormente transferida para Curitiba em 14 de novembro de 1963. O período inicial de funcionamento do curso, de 1961 a 1969, foi caracterizado pela existência do Convênio de Assistência das Nações Unidas, através da FAO, conhecido como "Projeto 52". De 1971 a 1982, vigorou o Convênio de Cooperação Técnica entre a UFPR e a Universidade Albert-Ludwig, de Freiburg, Alemanha.
Foi durante esse período que houve um efetivo desenvolvimento da Faculdade de Florestas de Curitiba em ensino, pesquisas e extensão florestal, incluindo a criação, em 1973, do primeiro curso de pós-graduação de mestrado em engenharia florestal do Brasil. Posteriormente, em 1982, foi também criado o primeiro curso de doutorado.
A prática de ensino florestal tem seu registro desde a era Ming, na China, em 1490, embora a primeira escola de silvicultura, que formava especialistas em ciência florestal, tenha sido criada em 1786, em Zillbach, Alemanha, pelo professor Heinrich Cotta, transferida em 1811 para Tharandt, em 1816, transformada na Academia Florestal Real da Saxônia. Em 1825, também na Alemanha, foi fundada a Universidade de Gissem; em 1830, a Academia de Eberswald e a Academia Florestal de Eisenach; depois, as Universidades de Carlsruhe, München e Tübingen, espalhando-se depois por toda a Europa. A primeira escola das Américas foi fundada em 1895, em Baltimore, EUA.
Em 11 de julho de 1968, em Belo Horizonte, foi fundada a Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais – SBEF. Com a adoção de incentivos fiscais para o reflorestamento, em meados da década de 1980, o Brasil teve uma impressionante evolução da base de florestas plantadas de menos de meio milhão de hectares para mais de seis milhões de hectares, proporcionando grande evolução científica em silvicultura, melhoramento genético, manejo e colheita florestal e tecnologia de produtos.
Isso colocou o País entre os principais produtores florestais do mundo. Nessas cinco décadas de existência, destacamos o desenvolvimento tecnológico do setor, o avanço na área de pesquisa, a difusão da profissão, a criação de 58 cursos de graduação, a inserção da temática ambiental na sociedade e o reconhecimento do papel que os ecossistemas florestais desempenham na manutenção do equilíbrio ambiental e do bem-estar dos seres humanos.
O conceito de sustentabilidade sempre foi um princípio básico da engenharia florestal. Foi com esse objetivo que a profissão foi criada: “tornar sustentável”. A matéria-prima de origem florestal é fundamental para a humanidade e necessita de longo tempo para a sua produção. O crescimento da população e a demanda são diretamente proporcionais. Assim, temos que planejar a atividade para que ela seja sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.
Econômico, para que não haja desabastecimento e para suportar financeiramente os longos ciclos; social, pois haverá um convívio de bastante tempo entre a atividade e as comunidades locais e também porque envolve um grande número de trabalhadores, o que significa a necessidade de grande interação entre o empreendimento e a comunidade; e ambiental, pois dependemos diretamente das condições ambientais para o sucesso da atividade e da sua perpetuação.
Diferentemente de algumas atividades, que alteram completamente o terreno, substituem a cobertura por uma cultura geralmente estranha àquele local, introduzem novos componentes, como fertilizantes e agrotóxicos, e depois simplesmente abandonam a área para outros usos, a nossa atividade é muito mais dependente da sustentabilidade ambiental e não é financeiramente viável com a utilização de grandes quantidades de insumos externos. Por isso nos pautamos pela máxima manutenção possível das condições ambientais.
Além disso, a nossa produção de matéria-prima ocorre de forma inversa à maioria das indústrias, já que acontece a partir do consumo de CO2, tendo como resíduos água e oxigênio. O setor florestal é responsável por aproximadamente 5% do PIB brasileiro, com a produção florestal anual de US$ 46,1 bilhões, gerando 8,6 milhões de empregos - com potencial para muito mais.
Temos 61,5% do território coberto por ecossistemas florestais, com atuais 524 milhões de hectares, e ocupamos lugar de destaque mundial em ciência e tecnologia florestal. Havendo mais incentivo para a atividade, poderíamos gerar muito mais riquezas e empregos, além de garantirmos as condições ambientais, através de uma atividade verdadeiramente sustentável. Foi durante esse período que houve um efetivo desenvolvimento da Faculdade de Florestas de Curitiba em ensino, pesquisas e extensão florestal, incluindo a criação, em 1973, do primeiro curso de pós-graduação de mestrado em engenharia florestal do Brasil. Posteriormente, em 1982, foi também criado o primeiro curso de doutorado.
A prática de ensino florestal tem seu registro desde a era Ming, na China, em 1490, embora a primeira escola de silvicultura, que formava especialistas em ciência florestal, tenha sido criada em 1786, em Zillbach, Alemanha, pelo professor Heinrich Cotta, transferida em 1811 para Tharandt, em 1816, transformada na Academia Florestal Real da Saxônia. Em 1825, também na Alemanha, foi fundada a Universidade de Gissem; em 1830, a Academia de Eberswald e a Academia Florestal de Eisenach; depois, as Universidades de Carlsruhe, München e Tübingen, espalhando-se depois por toda a Europa. A primeira escola das Américas foi fundada em 1895, em Baltimore, EUA.
Em 11 de julho de 1968, em Belo Horizonte, foi fundada a Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais – SBEF. Com a adoção de incentivos fiscais para o reflorestamento, em meados da década de 1980, o Brasil teve uma impressionante evolução da base de florestas plantadas de menos de meio milhão de hectares para mais de seis milhões de hectares, proporcionando grande evolução científica em silvicultura, melhoramento genético, manejo e colheita florestal e tecnologia de produtos.
Isso colocou o País entre os principais produtores florestais do mundo. Nessas cinco décadas de existência, destacamos o desenvolvimento tecnológico do setor, o avanço na área de pesquisa, a difusão da profissão, a criação de 58 cursos de graduação, a inserção da temática ambiental na sociedade e o reconhecimento do papel que os ecossistemas florestais desempenham na manutenção do equilíbrio ambiental e do bem-estar dos seres humanos.
O conceito de sustentabilidade sempre foi um princípio básico da engenharia florestal. Foi com esse objetivo que a profissão foi criada: “tornar sustentável”. A matéria-prima de origem florestal é fundamental para a humanidade e necessita de longo tempo para a sua produção. O crescimento da população e a demanda são diretamente proporcionais. Assim, temos que planejar a atividade para que ela seja sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.
Econômico, para que não haja desabastecimento e para suportar financeiramente os longos ciclos; social, pois haverá um convívio de bastante tempo entre a atividade e as comunidades locais e também porque envolve um grande número de trabalhadores, o que significa a necessidade de grande interação entre o empreendimento e a comunidade; e ambiental, pois dependemos diretamente das condições ambientais para o sucesso da atividade e da sua perpetuação.
Diferentemente de algumas atividades, que alteram completamente o terreno, substituem a cobertura por uma cultura geralmente estranha àquele local, introduzem novos componentes, como fertilizantes e agrotóxicos, e depois simplesmente abandonam a área para outros usos, a nossa atividade é muito mais dependente da sustentabilidade ambiental e não é financeiramente viável com a utilização de grandes quantidades de insumos externos. Por isso nos pautamos pela máxima manutenção possível das condições ambientais.
Além disso, a nossa produção de matéria-prima ocorre de forma inversa à maioria das indústrias, já que acontece a partir do consumo de CO2, tendo como resíduos água e oxigênio. O setor florestal é responsável por aproximadamente 5% do PIB brasileiro, com a produção florestal anual de US$ 46,1 bilhões, gerando 8,6 milhões de empregos - com potencial para muito mais.
Fonte: Glauber Pinheiro / Presidente da SBEF - Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais
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