Voltar
Notícias
20
mai
2010
(BIODIVERSIDADE)
Espécies usadas para alimentação ou medicamento correm mais risco de extinção
No dia 13 de maio, a Organização das Nações Unidas lançou um relatório que demonstra como os ecossistemas que sustentam a vida no planeta e a economia global estão em risco de rápida degradação e colapso irreversível.
A terceira edição do Panorama Global da Biodiversidade (GBO-3), produzido pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), confirma que os países falharam em atingir as metas de redução na taxa de perda de biodiversidade assumidas para 2010 e aponta que uma perda ainda maior está por vir se nada for feito.
Como conseqüência, diversos biomas, como a Amazônia, podem atingir um ponto de degradação irreversível, resultado principalmente do desmatamento e mudanças climáticas.
Baseado numa análise especial de indicadores de biodiversidade realizadas por um painel de especialistas, bem como em relatórios de governos de países membros da CDB, o GBO-3 indica que nenhum dos 21 alvos subsidiários associados às metas de biodiversidade para 2010 foram atingidos globalmente, apesar de algumas metas terem sido cumpridas parcial ou localmente.
Vida humana e biodiversidade
Tendo em vista a preocupação com o tema, a organização não governamental Traffic e o grupo de especialistas em plantas medicinais da Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN - CSE) desenvolveram indicadores para monitorar tendências na situação de espécies selvagens usadas para alimentação e medicação.
A análise desses indicadores mostrou que os pássaros e mamíferos usados para alimentação e/ ou fins medicinais são geralmente mais ameaçados do que os que não possuem um uso específico pelo homem. A explicação é que isso ocorre pela exploração desordenada e excessiva desses animais ou pela redução de habitats, ou ainda pela combinação desses dois fatores.
“Independente das causas, a redução da disponibilidade de recursos da vida selvagem ameaça a saúde e o bem-estar das pessoas que dependem diretamente deles para viver e se sustentar”, aponta Thomasina Oldfield, pesquisadora e analista da Traffic.
A situação do status de conservação das plantas é menos conhecido, no entanto, 80% das pessoas em países em desenvolvimento dependem da medicina tradicional amplamente baseada no uso das plantas.
De acordo com Danna Leaman, membro do grupo de especialistas de plantas medicinais da UICN, as plantas medicinais estudadas atualmente parecem estar sofrendo maior risco de extinção em partes do mundo onde pessoas dependem delas para saúde e renda, como na África, Ásia, Pacífico e América do Sul.
Sendo assim, o estudo conclui que é urgente que sejam estabelecidas metas mais rigorosas para 2020 e que os países passem a dar a devida atenção à biodiversidade.
“Tanto o relatório da ONU como o estudo da Traffic chamam a atenção para necessidade de se agir com mais rigor pela conservação da biodiversidade. No Brasil, a Amazônia e o Cerrado foram mencionados no relatório como biomas que correm sério risco de colapso. É um momento para as autoridades refletirem e começarem a desenvolver ações integradas, que envolvam contenção do desmatamento, criação e implementação de áreas protegidas e valorização dos serviços ecológicos, para preservar nossos ecossistemas”, aponta Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.
A terceira edição do Panorama Global da Biodiversidade (GBO-3), produzido pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), confirma que os países falharam em atingir as metas de redução na taxa de perda de biodiversidade assumidas para 2010 e aponta que uma perda ainda maior está por vir se nada for feito.
Como conseqüência, diversos biomas, como a Amazônia, podem atingir um ponto de degradação irreversível, resultado principalmente do desmatamento e mudanças climáticas.
Baseado numa análise especial de indicadores de biodiversidade realizadas por um painel de especialistas, bem como em relatórios de governos de países membros da CDB, o GBO-3 indica que nenhum dos 21 alvos subsidiários associados às metas de biodiversidade para 2010 foram atingidos globalmente, apesar de algumas metas terem sido cumpridas parcial ou localmente.
Vida humana e biodiversidade
Tendo em vista a preocupação com o tema, a organização não governamental Traffic e o grupo de especialistas em plantas medicinais da Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN - CSE) desenvolveram indicadores para monitorar tendências na situação de espécies selvagens usadas para alimentação e medicação.
A análise desses indicadores mostrou que os pássaros e mamíferos usados para alimentação e/ ou fins medicinais são geralmente mais ameaçados do que os que não possuem um uso específico pelo homem. A explicação é que isso ocorre pela exploração desordenada e excessiva desses animais ou pela redução de habitats, ou ainda pela combinação desses dois fatores.
“Independente das causas, a redução da disponibilidade de recursos da vida selvagem ameaça a saúde e o bem-estar das pessoas que dependem diretamente deles para viver e se sustentar”, aponta Thomasina Oldfield, pesquisadora e analista da Traffic.
A situação do status de conservação das plantas é menos conhecido, no entanto, 80% das pessoas em países em desenvolvimento dependem da medicina tradicional amplamente baseada no uso das plantas.
De acordo com Danna Leaman, membro do grupo de especialistas de plantas medicinais da UICN, as plantas medicinais estudadas atualmente parecem estar sofrendo maior risco de extinção em partes do mundo onde pessoas dependem delas para saúde e renda, como na África, Ásia, Pacífico e América do Sul.
Sendo assim, o estudo conclui que é urgente que sejam estabelecidas metas mais rigorosas para 2020 e que os países passem a dar a devida atenção à biodiversidade.
“Tanto o relatório da ONU como o estudo da Traffic chamam a atenção para necessidade de se agir com mais rigor pela conservação da biodiversidade. No Brasil, a Amazônia e o Cerrado foram mencionados no relatório como biomas que correm sério risco de colapso. É um momento para as autoridades refletirem e começarem a desenvolver ações integradas, que envolvam contenção do desmatamento, criação e implementação de áreas protegidas e valorização dos serviços ecológicos, para preservar nossos ecossistemas”, aponta Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.
Fonte: WWF Brasil
Notícias em destaque
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)
Árvore, pasto e renda: eucalipto ganha espaço e fortalece a pecuária em AL
Produção de eucalipto em Alagoas saltou de pouco mais de 2 mil hectares para 27.296 hectares em uma década, aponta estudo da...
(SILVICULTURA)
Caixas de armazenamento de pellets: mais autonomia para fogões a pellets neste inverno
Cada vez mais lares contam com fogões a pellets para obter um calor limpo e constante - mas muita gente ainda precisa arrastar sacos...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth destaca o papel da madeira na redução das emissões da construção civil
Um maior uso de madeira de origem sustentável pode ajudar a reposicionar o setor da construção civil, transformando-o de um...
(MADEIRA E PRODUTOS)














