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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Subproduto da madeira dá lucro com energia
De simples subproduto da madeira usado tradicionalmente na composição de “camas” para animais de laboratórios e frangos, a maravalha ao lado de outros ‘irmãos’— como serragem, cavaco (filetes) e casca — acaba de se tornar uma das mais novas fontes alternativas para a co-geração de energia no País via biomassa.
A inclusão do insumo no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) possibilita uma agregação de valor de 160%. Segundo dados da cadeia madeireira, são necessárias cerca de 3 toneladas de resíduos para a co-geração de 1 megawatt/hora (MWh) de energia elétrica.
Segundo a tabela do Ministério de Minas e Energia, a energia proveniente de subprodutos da madeira terá cotação de R$ 101,35 por MWh, o valor supera o do bagaço de cana que é de R$ 93,77 por MWh. Hoje, a Tarifa Média Nacional de Fornecimento (TMF) é de R$ 167,17/MWh.
Isso significa uma agregação de valor de até 160% sobre o valor de 3 toneladas de maravalha quando esta tem como destino a produção de camas para animais. Atualmente, a indústria de confecção de camas de maravalha paga R$ 13 pela tonelada do insumo.
A direção da Battistella Comércio e Indústria Ltda , fabricante catarinense de compensados de madeira, pretende triplicar a quantidade de energia co-gerada com o incentivo do Proinfa. Em 1992, foram investidos US$ 2 milhões para a co-geração de 3 MWh de energia.
Até então, a quantidade era necessária apenas para atender à demanda da empresa. Com a aprovação do projeto pelo Proinfa, o proprietário, Gilberto Battistella, pretende investir mais US$ 3 milhões para ampliar para 10 MWh a co-geração de energia. No primeiro ano de fornecimento para o Proinfa, 2005, Battistella deve receber cerca de R$ 4,5 milhões.
Segundo o fabricante, os subprodutos — serragem, maravalha, cavaco e casca — respondem de 40% a 60% de toda a madeira utilizada pela indústria. A direção da empresa Pineply Compensados Ltda também se sentiu incentivada pelo Proinfa a co-gerar energia elétrica a partir do cavaco. A empresa produz cerca de 100 toneladas de cavaco por dia. Desse total metade do volume é vendido por R$ 28 a tonelada. Segundo o proprietário, Renato Napoli, de Ponta Grossa (PR), atualmente a empresa utiliza o subproduto para aquecer as caldeiras responsáveis pela secagem da madeira.
Com investimentos da ordem de R$ 4,5 milhões, Napoli quer aumentar a capacidade de sua caldeira de 10 para 20 toneladas de vapor por hora e iniciar o processo de co-geração de energia. O projeto terá capacidade para produzir 2 MWh. Desse total, 1 MWh será direcionado para uso próprio, economizando R$ 50 mil com energia elétrica, e o restante será vendido ao Proinfa, proporcionando retorno de R$ 72,7 mil. Com isso, o empresário paranaense pretende aumentar em 5% o seu faturamento atual de R$ 18 milhões.
“Cama de frango”
Além do incentivo do Proinfa, um projeto de lei que tramita na Assembléia de Santa Catarina que cria regras para o uso e descarte da “cama de frango” pelos aviários deve ampliar a co-geração da energia a partir da maravalha. A alternativa de co-geração é uma ferramenta auxiliar para os avicultores que a partir de 2001 tiveram o uso da “cama de frango” na alimentação de ruminantes vetado pelo governo federal.
Segundo a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Doralice Pedroso de Paiva, o projeto prevê a regulamentação do uso da “cama de frango” como adubo natural. Segundo a proposta de lei, o material — ainda no aviário — deve ser “estabilizado” antes da comercialização. Ou seja, a “cama” deve ficar exposta a céu aberto durante cerca de 30 dias para que o excremento das aves se transforme em esterco.
A proposta veta o descarte do material na natureza. Entre as opções oferecidas ao produtor estão: adequar sua propriedade para realizar o processo de fermentação do material ou ainda a co-geração de energia.
O produtor catarinense de matrizes de postura, Norberto Spessatto, resolveu direcionar as 2.100 toneladas de “cama de frango” que produz anualmente para a co-geração de energia. Spessatto vai investir cerca de R$ 600 mil para co-gerar 150 quilowatts. Segundo ele, isso reduzirá em 10% seu gasto com eletricidade.
Fonte: ABTCP – 04/05/2004
A inclusão do insumo no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) possibilita uma agregação de valor de 160%. Segundo dados da cadeia madeireira, são necessárias cerca de 3 toneladas de resíduos para a co-geração de 1 megawatt/hora (MWh) de energia elétrica.
Segundo a tabela do Ministério de Minas e Energia, a energia proveniente de subprodutos da madeira terá cotação de R$ 101,35 por MWh, o valor supera o do bagaço de cana que é de R$ 93,77 por MWh. Hoje, a Tarifa Média Nacional de Fornecimento (TMF) é de R$ 167,17/MWh.
Isso significa uma agregação de valor de até 160% sobre o valor de 3 toneladas de maravalha quando esta tem como destino a produção de camas para animais. Atualmente, a indústria de confecção de camas de maravalha paga R$ 13 pela tonelada do insumo.
A direção da Battistella Comércio e Indústria Ltda , fabricante catarinense de compensados de madeira, pretende triplicar a quantidade de energia co-gerada com o incentivo do Proinfa. Em 1992, foram investidos US$ 2 milhões para a co-geração de 3 MWh de energia.
Até então, a quantidade era necessária apenas para atender à demanda da empresa. Com a aprovação do projeto pelo Proinfa, o proprietário, Gilberto Battistella, pretende investir mais US$ 3 milhões para ampliar para 10 MWh a co-geração de energia. No primeiro ano de fornecimento para o Proinfa, 2005, Battistella deve receber cerca de R$ 4,5 milhões.
Segundo o fabricante, os subprodutos — serragem, maravalha, cavaco e casca — respondem de 40% a 60% de toda a madeira utilizada pela indústria. A direção da empresa Pineply Compensados Ltda também se sentiu incentivada pelo Proinfa a co-gerar energia elétrica a partir do cavaco. A empresa produz cerca de 100 toneladas de cavaco por dia. Desse total metade do volume é vendido por R$ 28 a tonelada. Segundo o proprietário, Renato Napoli, de Ponta Grossa (PR), atualmente a empresa utiliza o subproduto para aquecer as caldeiras responsáveis pela secagem da madeira.
Com investimentos da ordem de R$ 4,5 milhões, Napoli quer aumentar a capacidade de sua caldeira de 10 para 20 toneladas de vapor por hora e iniciar o processo de co-geração de energia. O projeto terá capacidade para produzir 2 MWh. Desse total, 1 MWh será direcionado para uso próprio, economizando R$ 50 mil com energia elétrica, e o restante será vendido ao Proinfa, proporcionando retorno de R$ 72,7 mil. Com isso, o empresário paranaense pretende aumentar em 5% o seu faturamento atual de R$ 18 milhões.
“Cama de frango”
Além do incentivo do Proinfa, um projeto de lei que tramita na Assembléia de Santa Catarina que cria regras para o uso e descarte da “cama de frango” pelos aviários deve ampliar a co-geração da energia a partir da maravalha. A alternativa de co-geração é uma ferramenta auxiliar para os avicultores que a partir de 2001 tiveram o uso da “cama de frango” na alimentação de ruminantes vetado pelo governo federal.
Segundo a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Doralice Pedroso de Paiva, o projeto prevê a regulamentação do uso da “cama de frango” como adubo natural. Segundo a proposta de lei, o material — ainda no aviário — deve ser “estabilizado” antes da comercialização. Ou seja, a “cama” deve ficar exposta a céu aberto durante cerca de 30 dias para que o excremento das aves se transforme em esterco.
A proposta veta o descarte do material na natureza. Entre as opções oferecidas ao produtor estão: adequar sua propriedade para realizar o processo de fermentação do material ou ainda a co-geração de energia.
O produtor catarinense de matrizes de postura, Norberto Spessatto, resolveu direcionar as 2.100 toneladas de “cama de frango” que produz anualmente para a co-geração de energia. Spessatto vai investir cerca de R$ 600 mil para co-gerar 150 quilowatts. Segundo ele, isso reduzirá em 10% seu gasto com eletricidade.
Fonte: ABTCP – 04/05/2004
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