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Notícias
13
mai
2010
(MATO GROSSO)
Mato Grosso aplica R$ 3,5 mi em multas por desmatamento em duas semanas
Autuações estão distribuídas em 95 casos, mas ainda cabe recurso.
Cidades do estado lideram lista de corte ilegal divulgada pelo Inpe.
Fiscais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) aplicaram R$ 3,5 milhões em multas por desmatamento nas últimas duas semanas. As ações contra o corte irregular de madeira na secretaria tiveram de ser intensificadas desde que funcionários do Ibama entraram em greve, prejudicando as fiscalizações no estado.
"Além da greve do Ibama, que dificulta muito a fiscalização, o Mato Grosso voltou a figurar nos últimos boletins divulgados sobre desmatamento", diz Eduardo Rodrigues, coordenador de Fiscalização de Florestas e Unidades de Conservação da secretaria. Ele teve de aumentar o tempo de permanência das equipes em campo de dez para 15 dias por conta da greve.
As multas aplicadas pelos fiscais no início de maio estão distribuídas em 95 casos, a maior parte por conta de desmatamento e queimada ilegal ou transporte irregular de madeira. "De todas, só duas tinham cadastro na secretaria. Quando a propriedade já é licenciada, o índice de desmatamento é baixíssimo", diz Rodrigues.
As maiores autuações foram para três fazendas nos municípios de Ipiranga do Norte, que lidera a lista de desmatamento no estado, e Boa Esperança do Norte. Encontradas no mês passado, as áreas desmatadas correspondem a 3.531 hectares, todos dentro de fazendas. Os proprietários das terras poderão recorrer das multas.
Segundo Rodrigues, outras cidades com situação crítica para desmatamento no estado são Feliz Natal, Nova Maringá, Marcelândia e Nova Ubiratã.
Índice
Dos dez municípios com mais desmatamento detectado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em janeiro e fevereiro de 2010, sete estão no Mato Grosso, estado que teve também o maior índice total no período. Os dados foram divulgados no início de abril.
Uma semana antes de o Inpe publicar o índice de desmatamento para o período, uma operação do Ibama apreendeu 545 mil metros cúbicos de madeira ilegal no município de Nova Ubiratã, no norte do estado.
Outro relatório divulgado no início de maio pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) com dados sobre desmatamento para o mês de março coloca o Mato Grosso como responsável por 39% de todo o corte registrado no período, de 76 km². O estado ficou atrás apenas do Pará, que cortou 45% de toda a área detectada pelo sistema.
Cidades do estado lideram lista de corte ilegal divulgada pelo Inpe.
Fiscais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) aplicaram R$ 3,5 milhões em multas por desmatamento nas últimas duas semanas. As ações contra o corte irregular de madeira na secretaria tiveram de ser intensificadas desde que funcionários do Ibama entraram em greve, prejudicando as fiscalizações no estado.
"Além da greve do Ibama, que dificulta muito a fiscalização, o Mato Grosso voltou a figurar nos últimos boletins divulgados sobre desmatamento", diz Eduardo Rodrigues, coordenador de Fiscalização de Florestas e Unidades de Conservação da secretaria. Ele teve de aumentar o tempo de permanência das equipes em campo de dez para 15 dias por conta da greve.
As multas aplicadas pelos fiscais no início de maio estão distribuídas em 95 casos, a maior parte por conta de desmatamento e queimada ilegal ou transporte irregular de madeira. "De todas, só duas tinham cadastro na secretaria. Quando a propriedade já é licenciada, o índice de desmatamento é baixíssimo", diz Rodrigues.
As maiores autuações foram para três fazendas nos municípios de Ipiranga do Norte, que lidera a lista de desmatamento no estado, e Boa Esperança do Norte. Encontradas no mês passado, as áreas desmatadas correspondem a 3.531 hectares, todos dentro de fazendas. Os proprietários das terras poderão recorrer das multas.
Segundo Rodrigues, outras cidades com situação crítica para desmatamento no estado são Feliz Natal, Nova Maringá, Marcelândia e Nova Ubiratã.
Índice
Dos dez municípios com mais desmatamento detectado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em janeiro e fevereiro de 2010, sete estão no Mato Grosso, estado que teve também o maior índice total no período. Os dados foram divulgados no início de abril.
Uma semana antes de o Inpe publicar o índice de desmatamento para o período, uma operação do Ibama apreendeu 545 mil metros cúbicos de madeira ilegal no município de Nova Ubiratã, no norte do estado.
Outro relatório divulgado no início de maio pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) com dados sobre desmatamento para o mês de março coloca o Mato Grosso como responsável por 39% de todo o corte registrado no período, de 76 km². O estado ficou atrás apenas do Pará, que cortou 45% de toda a área detectada pelo sistema.
Fonte: Lucas Frasão Do Globo Amazônia, em São Paulo
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