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Notícias
09
mai
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Apicultores da região do Bolsão em MS dobram a produção com florada de eucalipto
Apicultores encontram na integração com a silvicultura a possibilidade de aumentar a produção.
Nos últimos meses, os altos índices de precipitação tem causado diversos prejuízos econômicos para Mato Grosso do Sul, e no agronegócio um setor bastante afetado negativamente foi o da apicultura. O excesso de água lava o pólen das flores, e impede a abelha de sair da colméia, estagnando a produção do mel. Entre agosto e dezembro do ano passado, praticamente não teve colheita por causa da chuva, relembra o consultor do Sebrae/MS, Gustavo Nadeu Bijos. Segundo ele, a queda da produção foi tanta que de junho a outubro de 2009 atingiu baixa de mais de 50%.
A situação teria sido a mesma no começo deste ano para os produtores da região do Bolsão se não fosse a alternativa encontrada pelos apicultores locais. Em uma parceria com a Fibria, indústria do setor de celulose e papel, os produtores encontraram na integração entre silvicultura e apicultura a possibilidade de aumentar a produção mesmo com o mal tempo. Desde o final do ano passado os apicultores colocaram colméias nos corredores dos hortos de eucaliptos da empresa, relata Bijos. A área total da plantação é de aproximadamente 24 mil hectares, e 8 mil destes são destinados aos criadores de abelhas.
O eucalipto tem uma florada muito rápida. Mesmo com uma chuvarada, se der alguns dias de sol já dá pra colher bastante, conta Wilmar Arantes, apicultor da Associação de Apicultores de Três Lagoas (APITL) que também mantém suas colméias na área da empresa. ¿Se não fosse a floresta, agora a gente não estaria colhendo nada¿, finaliza.
Além de Arantes, outros 25 produtores das cidades de Brasilândia, Cassilândia e Três Lagoas também integram a parceria que é pioneira em Mato Grosso do Sul, mas que já vem obtendo resultados expressivos em outros estados. Em Capão Bonito , no interior de São Paulo, onde a Fibria firmou o primeiro contrato no País com associações de apicultores, a produção local passou de pouco menos de nove para 50 toneladas em três anos de atividade.
O gerente de agronegócios do Sebrae/MS, Marcus Rodrigo de Faria se surpreende com o relatório parcial da apicultura na região do Bolsão. Estima-se que os apicultores vão colher este ano entre 35 e 40 quilos de mel por colméia só com o eucalipto. É o dobro da média nacional, de apenas 16 quilos. O mel de eucalipto tem um tempo de colheita até duas vezes menor que o tradicional, o que aumenta a produtividade. Mas, segundo Faria, este não é o único fator que contribuiu para os bons resultados. Os produtores estão recebendo treinamento para realizar efetivamente o manejo das abelhas.
Para o presidente da APITL, Cláudio Koch, apesar dos números promissores a colheita foi apenas mediana comparada ao potencial do eucalipto. Ainda estamos colhendo pouco. Se não estivesse chovendo tanto, iríamos atingir facilmente 60 a 70 quilos de mel por colméia, estima. A família de Koch está no ramo da apicultura há 20 anos, e ele relembra que a colheita não chegava a 10 quilos na época. Troca periódica da rainha, substituição de cera, controle sanitário e suplementação nutricional são alguns dos cuidados que os produtores devem tomar para que os resultados sejam proveitosos.
De acordo com Gustavo Bijos, o maior destinatário de toda essa produção crescente de mel na região tem sido o estado de São Paulo, que compra o produto bruto para ser envasado no interior. Além da venda direta para o comércio local, estão sendo estudados projetos para que boa parte da produção seja regularmente adquirida pelo município para a utilização na merenda escolar.
Autor: Andriolli Costa e Janaína Mansilha
Nos últimos meses, os altos índices de precipitação tem causado diversos prejuízos econômicos para Mato Grosso do Sul, e no agronegócio um setor bastante afetado negativamente foi o da apicultura. O excesso de água lava o pólen das flores, e impede a abelha de sair da colméia, estagnando a produção do mel. Entre agosto e dezembro do ano passado, praticamente não teve colheita por causa da chuva, relembra o consultor do Sebrae/MS, Gustavo Nadeu Bijos. Segundo ele, a queda da produção foi tanta que de junho a outubro de 2009 atingiu baixa de mais de 50%.
A situação teria sido a mesma no começo deste ano para os produtores da região do Bolsão se não fosse a alternativa encontrada pelos apicultores locais. Em uma parceria com a Fibria, indústria do setor de celulose e papel, os produtores encontraram na integração entre silvicultura e apicultura a possibilidade de aumentar a produção mesmo com o mal tempo. Desde o final do ano passado os apicultores colocaram colméias nos corredores dos hortos de eucaliptos da empresa, relata Bijos. A área total da plantação é de aproximadamente 24 mil hectares, e 8 mil destes são destinados aos criadores de abelhas.
O eucalipto tem uma florada muito rápida. Mesmo com uma chuvarada, se der alguns dias de sol já dá pra colher bastante, conta Wilmar Arantes, apicultor da Associação de Apicultores de Três Lagoas (APITL) que também mantém suas colméias na área da empresa. ¿Se não fosse a floresta, agora a gente não estaria colhendo nada¿, finaliza.
Além de Arantes, outros 25 produtores das cidades de Brasilândia, Cassilândia e Três Lagoas também integram a parceria que é pioneira em Mato Grosso do Sul, mas que já vem obtendo resultados expressivos em outros estados. Em Capão Bonito , no interior de São Paulo, onde a Fibria firmou o primeiro contrato no País com associações de apicultores, a produção local passou de pouco menos de nove para 50 toneladas em três anos de atividade.
O gerente de agronegócios do Sebrae/MS, Marcus Rodrigo de Faria se surpreende com o relatório parcial da apicultura na região do Bolsão. Estima-se que os apicultores vão colher este ano entre 35 e 40 quilos de mel por colméia só com o eucalipto. É o dobro da média nacional, de apenas 16 quilos. O mel de eucalipto tem um tempo de colheita até duas vezes menor que o tradicional, o que aumenta a produtividade. Mas, segundo Faria, este não é o único fator que contribuiu para os bons resultados. Os produtores estão recebendo treinamento para realizar efetivamente o manejo das abelhas.
Para o presidente da APITL, Cláudio Koch, apesar dos números promissores a colheita foi apenas mediana comparada ao potencial do eucalipto. Ainda estamos colhendo pouco. Se não estivesse chovendo tanto, iríamos atingir facilmente 60 a 70 quilos de mel por colméia, estima. A família de Koch está no ramo da apicultura há 20 anos, e ele relembra que a colheita não chegava a 10 quilos na época. Troca periódica da rainha, substituição de cera, controle sanitário e suplementação nutricional são alguns dos cuidados que os produtores devem tomar para que os resultados sejam proveitosos.
De acordo com Gustavo Bijos, o maior destinatário de toda essa produção crescente de mel na região tem sido o estado de São Paulo, que compra o produto bruto para ser envasado no interior. Além da venda direta para o comércio local, estão sendo estudados projetos para que boa parte da produção seja regularmente adquirida pelo município para a utilização na merenda escolar.
Autor: Andriolli Costa e Janaína Mansilha
Fonte: http://www.sebrae.com.br/uf/mato-grosso-do-sul/acesse/noticias
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