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Notícias
01
mai
2010
(CARBONO)
Projeto investe em agroflorestas na Amazônia para seqüestrar carbono
Recuperar áreas degradadas com sistemas agroflorestais (SAFs) para fixação de carbono e geração de renda. Esta é a proposta do projeto Poço de Carbono Juruena que está sendo executado no município, a 830 km de Cuiabá-MT. Implementado pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – ADERJUR e com o patrocínio do Programa Petrobras Ambiental, o projeto irá envolver cerca de 150 famílias, entre pequenos e médios agricultores, além do estabelecimento de diversas parcerias para que em dois anos cerca de 660 hectares sejam recuperados e outros sete mil hectares tenham seu desmatamento evitado pelo estímulo a atividades econômicas que conservam a floresta.
“Nós temos a oportunidade de sermos uma referência na adoção de SAFs para seqüestro de carbono e induzir novas formas de produção, menos impactantes para a biodiversidade local”, aponta Paulo Nunes, coordenador técnico do projeto. “Para trabalhar com a agricultura familiar numa região como o Noroeste de Mato Grosso tem que levar em conta a agregação de valor aos produtos e a geração de renda, pois há enormes dificuldades no desenvolvimento de atividades, seja por conta da distância do mercado consumidor, seja pela falta de infra-estrutura para escoamento da produção”.
Para atingir os resultados esperados o Poço de Carbono Juruena irá beneficiar as comunidades Assentamento Vale do Amanhecer, Gleba 13 de Maio, Comunidade Santo Antônio, Linhas: Sapucaia, Sorriso, Jota, Monte Azul e Vale do Canamã. A seleção das famílias se deu por meio de reuniões e oficinas de sensibilização onde os técnicos do projeto apresentaram a proposta de implantação dos SAFs, baseados em quatro modelos: quintais produtivos, cafezais com sombreamento, palmeiras e silvopastoris. A escolha desses sistemas levou em conta diversos aspectos, como a agregação de renda, sustentabilidade, segurança alimentar e tradição com a cultura, além de intercalar espécies madeireiras, frutíferas, palmáceas comerciais e espécies fixadoras de nitrogênio.
De acordo com o interesse e área a ser recuperada de cada agricultor, é feito um estudo sobre as possibilidades de consórcios de espécies, mas a decisão de quais serão plantadas é de cada produtor. Os técnicos do projeto irão fornecer mudas e todo acompanhamento técnico necessário para que na seleção das espécies plantadas possam vir a gerar renda a pequeno, médio e longo prazos, assim como garantir a fixação de carbono por meio de espécies como a castanheira, a seringa, o ipê, entre outras.
José Lorivaldo de Souza está desde 1998 em seu lote, que é diferente do modelo de ocupação daquele comumente encontrado na região. Ele consorcia plantas, “planta árvores com capim para o boi ter sombra”, tem uma produção diversificada de arroz, mandioca, cupuaçu, limão, laranja, jambo, jabuticaba e outras duzentas espécies. Nem todas são para garantir renda, conforme ele mesmo explica, mas para o solo ter qualidade e para sua alimentação. Mesmo com essa diversidade e se considerando uma exceção na região, seu Loro, como é conhecido, quis fazer parte do projeto. “Sempre tive um lado de preservação, mas claro que fazia algumas coisas erradas. Com apoio a gente consegue fazer mais coisas da forma certa”, explica.
Já Cecílio Rosa é um mineiro da região de Governador Valadares que foi jovem para os Estados Unidos em busca de um futuro melhor. Depois de sete anos fazendo bicos e trabalhando em diversos empregos de forma árdua, juntou dinheiro, voltou ao Brasil e hoje cria gado leiteiro, produz arroz e milho e investe em piscicultura no município. Entrar para o projeto é uma oportunidade para ele recuperar a área de preservação permanente da represa onde cria os peixes. “Fiz os cálculos e ia sair R$ 1,50 cada muda para recuperar a APP, agora eu vou ter as mudas de graça. Vou entrar apenas com meu trabalho”, explica. “Quero plantar ipê, garrote, cupuaçu, castanheira e outras espécies. Vai ficar mais bonito, com um clima melhor para viver como é na floresta e meus netos e bisnetos terão renda com as árvores que vamos plantar”, anima-se.
“Nós temos a oportunidade de sermos uma referência na adoção de SAFs para seqüestro de carbono e induzir novas formas de produção, menos impactantes para a biodiversidade local”, aponta Paulo Nunes, coordenador técnico do projeto. “Para trabalhar com a agricultura familiar numa região como o Noroeste de Mato Grosso tem que levar em conta a agregação de valor aos produtos e a geração de renda, pois há enormes dificuldades no desenvolvimento de atividades, seja por conta da distância do mercado consumidor, seja pela falta de infra-estrutura para escoamento da produção”.
Para atingir os resultados esperados o Poço de Carbono Juruena irá beneficiar as comunidades Assentamento Vale do Amanhecer, Gleba 13 de Maio, Comunidade Santo Antônio, Linhas: Sapucaia, Sorriso, Jota, Monte Azul e Vale do Canamã. A seleção das famílias se deu por meio de reuniões e oficinas de sensibilização onde os técnicos do projeto apresentaram a proposta de implantação dos SAFs, baseados em quatro modelos: quintais produtivos, cafezais com sombreamento, palmeiras e silvopastoris. A escolha desses sistemas levou em conta diversos aspectos, como a agregação de renda, sustentabilidade, segurança alimentar e tradição com a cultura, além de intercalar espécies madeireiras, frutíferas, palmáceas comerciais e espécies fixadoras de nitrogênio.
De acordo com o interesse e área a ser recuperada de cada agricultor, é feito um estudo sobre as possibilidades de consórcios de espécies, mas a decisão de quais serão plantadas é de cada produtor. Os técnicos do projeto irão fornecer mudas e todo acompanhamento técnico necessário para que na seleção das espécies plantadas possam vir a gerar renda a pequeno, médio e longo prazos, assim como garantir a fixação de carbono por meio de espécies como a castanheira, a seringa, o ipê, entre outras.
José Lorivaldo de Souza está desde 1998 em seu lote, que é diferente do modelo de ocupação daquele comumente encontrado na região. Ele consorcia plantas, “planta árvores com capim para o boi ter sombra”, tem uma produção diversificada de arroz, mandioca, cupuaçu, limão, laranja, jambo, jabuticaba e outras duzentas espécies. Nem todas são para garantir renda, conforme ele mesmo explica, mas para o solo ter qualidade e para sua alimentação. Mesmo com essa diversidade e se considerando uma exceção na região, seu Loro, como é conhecido, quis fazer parte do projeto. “Sempre tive um lado de preservação, mas claro que fazia algumas coisas erradas. Com apoio a gente consegue fazer mais coisas da forma certa”, explica.
Já Cecílio Rosa é um mineiro da região de Governador Valadares que foi jovem para os Estados Unidos em busca de um futuro melhor. Depois de sete anos fazendo bicos e trabalhando em diversos empregos de forma árdua, juntou dinheiro, voltou ao Brasil e hoje cria gado leiteiro, produz arroz e milho e investe em piscicultura no município. Entrar para o projeto é uma oportunidade para ele recuperar a área de preservação permanente da represa onde cria os peixes. “Fiz os cálculos e ia sair R$ 1,50 cada muda para recuperar a APP, agora eu vou ter as mudas de graça. Vou entrar apenas com meu trabalho”, explica. “Quero plantar ipê, garrote, cupuaçu, castanheira e outras espécies. Vai ficar mais bonito, com um clima melhor para viver como é na floresta e meus netos e bisnetos terão renda com as árvores que vamos plantar”, anima-se.
Fonte: 24 Horas News
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