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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Governo Federal investirá R$ 10 mihões na Operação Mamoré
Cerca de 350 agentes de 22 órgãos federais iniciaram uma operação de combate ao crime organizado em Rondônia. A operação, chamada Mamoré, começou a ser planejada em outubro do ano passado. Naquele mês, o governador do estado, Ivo Cassol, pediu ajuda ao governo federal para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e o comércio ilegal de madeiras e pedras preciosas. O pedido foi atendido. Pelos próximos meses, serão investidos cerca de R$ 10 milhões na Operação Mamoré, que também conta com o apoio de órgão estaduais e municipais de Rondônia.
"As ações na reserva indígena Roosevelt estavam previstas para um segundo momento da operação, mas tiveram de ser priorizadas por causa das mortes dos garimpeiros na semana santa”, disse hoje o secretário José Alberto Cunha Couto, responsável pela secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais, órgão ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. “Cerca de 2/3 do nosso efetivo está nos postos em torno da reserva, revistando, controlando a entrada e saída de pessoas, pronto para agir com rapidez diante de algum novo conflito na mata.”
Trabalho de controle semelhante ao desenvolvido na reserva indígena também já começou a ser feito nas fronteiras e calhas de rios de Rondônia para coibir o contrabando e o tráfico. De acordo com o secretário, apesar do pouco tempo de operação, é possível avaliar o impacto positivo da ação. Um exemplo dos bons resultados seria a paralisação no tráfego de barcos pelas calhas dos rios Mamoré, Guaporé e Abumã.
“Desde que a Marinha entrou nessas calhas, os barcos que transitavam pelos rios simplesmente desapareceram. Eles agora ficam apenas no lado boliviano”, conta Cunha Couto. “Também fechamos um garimpo ilegal próximo da cidade de Espigão D´Oeste (a cerca de 500 km de Porto Velho). Três pessoas foram presas com 200 quilates de diamante – avaliados em R$ 30 mil - um revólver 38 com numeração raspada e uma espingarda calibre 28, além de munição.”
Durante o período de planejamento da operação, várias rotas de contrabando e tráfico foram mapeadas. Mas desde que as ações começaram a ser desenvolvidas no estado, essas rotas deixaram de ser feitas. A mudança representa uma ameaça para os estados vizinhos a Rondônia, como Mato Grosso e Acre, que já foram alertados pelo Gabinete de Segurança Institucional. Eventuais pedidos de apoio serão avaliados pela Presidência da República. A idéia é, no futuro, instalar operações federais como a Mamoré em outras áreas de fronteira.
Para os próximos dias, no entanto, está previsto um reforço no setor de mapeamento aéreo de Rondônia, coordenado pela Aeronáutica. Novos radares e altímetros foram instalados em diferentes partes do estado. Por enquanto, o maior efetivo na região é o do Exército, com 80 homens, seguido pela Marinha, com 40. Entre os outros órgãos envolvidos estão o Ibama, a Funai, a Polícia Federal e a Polícia rodoviária Federal.
“A participação de diversas instituições na ação em Rondônia tornaram a Operação Mamoré em um projeto piloto muito bem sucedido”, acredita o secretário Acompanhamento e Estudos Institucionais, que não definiu ainda uma data para o término da operação. Cunha Couto acredita, no entanto, que a ação será um pouco mais longa do que a usada como ponto de partida: a operação Mandacaru, realizada em 1999 os sertões da Bahia e Pernambuco para coibir o tráfico de drogas no chamado Polígono da Maconha. “Temos muito trabalho a fazer em Rondônia”, diz o secretário. “Nossa intenção principal é oxigenar tudo ali. Queremos desvendar, principalmente, quem está por trás do esquema de lavagem de dinheiro.”
Fonte: Agência Brasil - 29/04/2004
"As ações na reserva indígena Roosevelt estavam previstas para um segundo momento da operação, mas tiveram de ser priorizadas por causa das mortes dos garimpeiros na semana santa”, disse hoje o secretário José Alberto Cunha Couto, responsável pela secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais, órgão ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. “Cerca de 2/3 do nosso efetivo está nos postos em torno da reserva, revistando, controlando a entrada e saída de pessoas, pronto para agir com rapidez diante de algum novo conflito na mata.”
Trabalho de controle semelhante ao desenvolvido na reserva indígena também já começou a ser feito nas fronteiras e calhas de rios de Rondônia para coibir o contrabando e o tráfico. De acordo com o secretário, apesar do pouco tempo de operação, é possível avaliar o impacto positivo da ação. Um exemplo dos bons resultados seria a paralisação no tráfego de barcos pelas calhas dos rios Mamoré, Guaporé e Abumã.
“Desde que a Marinha entrou nessas calhas, os barcos que transitavam pelos rios simplesmente desapareceram. Eles agora ficam apenas no lado boliviano”, conta Cunha Couto. “Também fechamos um garimpo ilegal próximo da cidade de Espigão D´Oeste (a cerca de 500 km de Porto Velho). Três pessoas foram presas com 200 quilates de diamante – avaliados em R$ 30 mil - um revólver 38 com numeração raspada e uma espingarda calibre 28, além de munição.”
Durante o período de planejamento da operação, várias rotas de contrabando e tráfico foram mapeadas. Mas desde que as ações começaram a ser desenvolvidas no estado, essas rotas deixaram de ser feitas. A mudança representa uma ameaça para os estados vizinhos a Rondônia, como Mato Grosso e Acre, que já foram alertados pelo Gabinete de Segurança Institucional. Eventuais pedidos de apoio serão avaliados pela Presidência da República. A idéia é, no futuro, instalar operações federais como a Mamoré em outras áreas de fronteira.
Para os próximos dias, no entanto, está previsto um reforço no setor de mapeamento aéreo de Rondônia, coordenado pela Aeronáutica. Novos radares e altímetros foram instalados em diferentes partes do estado. Por enquanto, o maior efetivo na região é o do Exército, com 80 homens, seguido pela Marinha, com 40. Entre os outros órgãos envolvidos estão o Ibama, a Funai, a Polícia Federal e a Polícia rodoviária Federal.
“A participação de diversas instituições na ação em Rondônia tornaram a Operação Mamoré em um projeto piloto muito bem sucedido”, acredita o secretário Acompanhamento e Estudos Institucionais, que não definiu ainda uma data para o término da operação. Cunha Couto acredita, no entanto, que a ação será um pouco mais longa do que a usada como ponto de partida: a operação Mandacaru, realizada em 1999 os sertões da Bahia e Pernambuco para coibir o tráfico de drogas no chamado Polígono da Maconha. “Temos muito trabalho a fazer em Rondônia”, diz o secretário. “Nossa intenção principal é oxigenar tudo ali. Queremos desvendar, principalmente, quem está por trás do esquema de lavagem de dinheiro.”
Fonte: Agência Brasil - 29/04/2004
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