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Notícias
12
abr
2010
(PAPEL E CELULOSE)
Celulose continua em alta, mas velocidade será reduzida
Os preços da celulose no mercado internacional devem manter a tendência de alta até o final de 2010, encerrando o ano em patamar superior ao atual. Entretanto, a velocidade com que os aumentos ocorrerão daqui em diante será menor que a vista no primeiro quadrimestre do ano, de quatro aumentos em quatro meses.
A recuperação da demanda pela commodity, que sofreu consideravelmente durante a crise financeira e fez com que os preços chegassem a ficar abaixo de 500 dólares no início de 2009, levou agora os preços ao patamar pré-crise.
No mais recente aumento de preços, as brasileiras Fibria e Suzano Papel e Celulose, voltaram a vender celulose ao mercado europeu a 840 dólares por tonelada, mesmo preço registrado em setembro de 2008, quando a quebra do banco Lehman Brothers deu início à crise internacional.
Para a Ásia, o preço chegou a 800 dólares por tonelada, enquanto na América do Norte o valor agora é de 870 dólares por tonelada. Neste último aumento registrado pelas empresas brasileiras e outras concorrentes internacionais, o aumento foi de 50 dólares por tonelada, o maior promovido em 2010, visto que os demais não ultrapassaram 30 dólares.
E a explicação para isso vem do exterior: o forte terremoto que atingiu o Chile no final de fevereiro e uma greve nos portos da Finlândia atingiram dois dos maiores produtores de celulose do mundo, reduzindo a oferta.
Nesta semana, o presidente do Conselho de Administração da Fibria, José Luciano Penido, e o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, afirmaram que a tendência para os preços ainda é de alta, apesar dos consecutivos reajustes passados.
Penido destacou que foi "surpreendente" o desempenho dos preços da celulose no primeiro trimestre deste ano, visto que o período é tradicionalmente fraco, e o mercado somente se recupera a partir do segundo trimestre. Já Maciel destacou que os estoques de celulose no mundo estão muito baixos, e disse ainda que, enquanto a demanda continua crescendo, o início ou a retomada de novas capacidades do setor ainda é pequeno.
"O aumento dos preços da celulose deve ter continuidade, mas não com tanta frequência. As capacidades no Chile estão sendo retomadas, e a oferta de madeira está voltando no hemisfério norte, após um inverno bastante rigoroso", afirma a analista Mônica Araújo, da Ativa Corretora.
Para ela, os preços na Europa ainda devem subir de 20 a 40 dólares por tonelada até o final do ano, o que mostra forte desaceleração no ritmo de elevações. "A demanda na China deve continuar crescendo, e os países desenvolvidos continuam em recuperação", explica.
Enquanto isso, estimativa do Goldman Sachs é mais otimista. No relatório mais recente, a casa eleva recomendações para as ações de Fibria e Suzano de neutro para "compra" e afirma que espera que os preços para a Europa devem chegar a 950 dólares por tonelada no final deste ano e a 990 dólares ao final de 2011.
O analista Leonardo Alves da Link Investimentos, também aposta no mesmo valor previsto pela Goldman Sachs para o final deste ano. "Mas acredito que um aumento em 1o de maio irá depender da produção chilena de celulose em abril. O aumento de abril já foi muito grande", pondera.
Analista da Lopes Filho Corretora que pediu para não ter seu nome revelado acredita que nos próximos quatro anos o preço da tonelada de celulose deverá se manter acima dos 700 dólares. "A recuperação deste setor foi muito rápida e não existem capacidades novas para entrar em operação no curto prazo. E isso é muito bom para as empresas brasileiras, que têm custos de produção muito baixos se comparados a outros países”.
AÇÃO X PREÇO
O ano de 2010 está sendo positivo para as ações da Fibria e da Suzano. Enquanto no acumulado de 2010 até a última quinta-feira o Ibovespa avança 4,66 por cento, a Fibria subiu, no mesmo período, 6,86 por cento, enquanto a Suzano disparou 24,67 por cento.
"A Fibria subiu muito no ano passado, e ainda existe a questão do forte endividamento. Por isso, não vejo um potencial de valorização muito alto", afirma Alves, da Link. Para dezembro deste ano, o preço-alvo da corretora para a Fibria é de 42 reais, o que significa potencial de valorização de 10,1 por cento ante o fechamento de quinta-feira.
Já para a Suzano o preço-alvo é de 34 reais, potencial de ganhos de 41,1 por cento. "A medida em que forem registrados novos aumentos no preço da celulose, as ações da Suzano continuarão respondendo positivamente", afirmou Alves.
Para a corretora do Goldman Sachs, contudo, o preço-alvo para Fibria em 12 meses é de 63,90 reais, potencial de valorização de 67,5 por cento em relação a quinta-feira, enquanto para a Suzano o preço-alvo é de 36,50 reais, potencial de alta de 51,5 por cento.
"Esperamos que o saldo de caixa da Fibria, que somados ao fluxo de caixa de 2010 e 2011 represente 176 por cento da dívida no período, sugerindo que a alta alavancagem da empresa é viável", afirmou a corretora.
A recuperação da demanda pela commodity, que sofreu consideravelmente durante a crise financeira e fez com que os preços chegassem a ficar abaixo de 500 dólares no início de 2009, levou agora os preços ao patamar pré-crise.
No mais recente aumento de preços, as brasileiras Fibria e Suzano Papel e Celulose, voltaram a vender celulose ao mercado europeu a 840 dólares por tonelada, mesmo preço registrado em setembro de 2008, quando a quebra do banco Lehman Brothers deu início à crise internacional.
Para a Ásia, o preço chegou a 800 dólares por tonelada, enquanto na América do Norte o valor agora é de 870 dólares por tonelada. Neste último aumento registrado pelas empresas brasileiras e outras concorrentes internacionais, o aumento foi de 50 dólares por tonelada, o maior promovido em 2010, visto que os demais não ultrapassaram 30 dólares.
E a explicação para isso vem do exterior: o forte terremoto que atingiu o Chile no final de fevereiro e uma greve nos portos da Finlândia atingiram dois dos maiores produtores de celulose do mundo, reduzindo a oferta.
Nesta semana, o presidente do Conselho de Administração da Fibria, José Luciano Penido, e o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, afirmaram que a tendência para os preços ainda é de alta, apesar dos consecutivos reajustes passados.
Penido destacou que foi "surpreendente" o desempenho dos preços da celulose no primeiro trimestre deste ano, visto que o período é tradicionalmente fraco, e o mercado somente se recupera a partir do segundo trimestre. Já Maciel destacou que os estoques de celulose no mundo estão muito baixos, e disse ainda que, enquanto a demanda continua crescendo, o início ou a retomada de novas capacidades do setor ainda é pequeno.
"O aumento dos preços da celulose deve ter continuidade, mas não com tanta frequência. As capacidades no Chile estão sendo retomadas, e a oferta de madeira está voltando no hemisfério norte, após um inverno bastante rigoroso", afirma a analista Mônica Araújo, da Ativa Corretora.
Para ela, os preços na Europa ainda devem subir de 20 a 40 dólares por tonelada até o final do ano, o que mostra forte desaceleração no ritmo de elevações. "A demanda na China deve continuar crescendo, e os países desenvolvidos continuam em recuperação", explica.
Enquanto isso, estimativa do Goldman Sachs é mais otimista. No relatório mais recente, a casa eleva recomendações para as ações de Fibria e Suzano de neutro para "compra" e afirma que espera que os preços para a Europa devem chegar a 950 dólares por tonelada no final deste ano e a 990 dólares ao final de 2011.
O analista Leonardo Alves da Link Investimentos, também aposta no mesmo valor previsto pela Goldman Sachs para o final deste ano. "Mas acredito que um aumento em 1o de maio irá depender da produção chilena de celulose em abril. O aumento de abril já foi muito grande", pondera.
Analista da Lopes Filho Corretora que pediu para não ter seu nome revelado acredita que nos próximos quatro anos o preço da tonelada de celulose deverá se manter acima dos 700 dólares. "A recuperação deste setor foi muito rápida e não existem capacidades novas para entrar em operação no curto prazo. E isso é muito bom para as empresas brasileiras, que têm custos de produção muito baixos se comparados a outros países”.
AÇÃO X PREÇO
O ano de 2010 está sendo positivo para as ações da Fibria e da Suzano. Enquanto no acumulado de 2010 até a última quinta-feira o Ibovespa avança 4,66 por cento, a Fibria subiu, no mesmo período, 6,86 por cento, enquanto a Suzano disparou 24,67 por cento.
"A Fibria subiu muito no ano passado, e ainda existe a questão do forte endividamento. Por isso, não vejo um potencial de valorização muito alto", afirma Alves, da Link. Para dezembro deste ano, o preço-alvo da corretora para a Fibria é de 42 reais, o que significa potencial de valorização de 10,1 por cento ante o fechamento de quinta-feira.
Já para a Suzano o preço-alvo é de 34 reais, potencial de ganhos de 41,1 por cento. "A medida em que forem registrados novos aumentos no preço da celulose, as ações da Suzano continuarão respondendo positivamente", afirmou Alves.
Para a corretora do Goldman Sachs, contudo, o preço-alvo para Fibria em 12 meses é de 63,90 reais, potencial de valorização de 67,5 por cento em relação a quinta-feira, enquanto para a Suzano o preço-alvo é de 36,50 reais, potencial de alta de 51,5 por cento.
"Esperamos que o saldo de caixa da Fibria, que somados ao fluxo de caixa de 2010 e 2011 represente 176 por cento da dívida no período, sugerindo que a alta alavancagem da empresa é viável", afirmou a corretora.
Fonte: Reuters
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