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Notícias
07
abr
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Empresários apostam no crescimento do setor madeireiro para 2010
Apesar de o setor não ter se recuperado completamente da crise, empresários acreditam que área da madeira pode se expandir no Paraná.
Os números mostram que os empregos nos setores madeireiros e de papel e celulose, aos poucos, estão se recuperando da recessão. Por outro lado, ressalta o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, ainda há uma diferença na comercialização dos produtos. As madeireiras vêm passando por uma crise já há alguns anos e em 2009 as vendas caíram 11%, conforme levantamento feito pela Fiep. Por outro lado, o setor de papel e celulose cresceu 5% no ano passado.
"Sentimos que o setor madeireiro continua em dificuldade porque as empresas mobiliárias norte-americanas, que compravam quase metade da produção do Estado, ainda não se recuperaram da crise. Então ainda há um impacto negativo", analisa Zurcher.
As dificuldades também são reflexo das exportações, já que a crise fez os países reduzirem as compras. Enquanto o setor madeireiro exporta um quarto da produção, o setor papeleiro exporta apenas, de acordo com o economista, 16%. Por isso, as fabricantes de papéis são menos vulneráveis ao mercado externo.
Ou seja, tanto a Norske quanto a Klabin têm esperança de ver o setor avançar ainda mais. "Acredito que existe possibilidade de expandir porque a matéria-prima está aqui, o que significa que a região tem potencial de crescimento. Mas é claro que isso depende de incentivo do governo para atrair novas empresas", afirma o gerente de Recursos Humanos e Performance da Norske, Gesiel Batista.
Ele conta que em fevereiro o espaço publicitário nos jornais cresceu 8%. "A recuperação da demanda é evidente. A nossa dificuldade ainda está na concorrência, já que representamos 30% da capacidade do país e o preço está baixo, apesar da demanda".
No município de Telêmaco o avanço é visível no Distrito Industrial, segundo o gerente de Comercialização e Fomento Florestal da Klabin, Valmir Calori. "O Distrito Industrial vem numa crescente de instalação de empresas. Desde 1993 temos uma parceria com o município para fornecer madeira. Hoje 45 empresas consomem as toras fornecidas pela Klabin", explica. De acordo com Calori, 80% dos produtos fabricados por essas empresas são exportados. "É um volume importante", frisa.
"Embora estejamos bem localizados, não vemos perspectivas de crescimento, por enquanto", diz o presidente da Associação dos Madeireiros de Jaguariaíva, Marcos Stinglin. Isso porque, segundo ele, é preciso um incentivo mais forte por parte do poder público já que a crise afetou o setor. Ele lembra que o maior mercado consumidor é São Paulo e, por conta disso, Jaguariaíva está num local estratégico e o crescimento do setor poderia ser estimulado. "Nossa expectativa é melhorar, o problema é que os contratos novos ainda não surgiram", acrescenta o vice-presidente do Sindicato dos Madeireiros de Telêmaco (Sindimatel), Zaldir Dallagnol.
Os números mostram que os empregos nos setores madeireiros e de papel e celulose, aos poucos, estão se recuperando da recessão. Por outro lado, ressalta o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, ainda há uma diferença na comercialização dos produtos. As madeireiras vêm passando por uma crise já há alguns anos e em 2009 as vendas caíram 11%, conforme levantamento feito pela Fiep. Por outro lado, o setor de papel e celulose cresceu 5% no ano passado.
"Sentimos que o setor madeireiro continua em dificuldade porque as empresas mobiliárias norte-americanas, que compravam quase metade da produção do Estado, ainda não se recuperaram da crise. Então ainda há um impacto negativo", analisa Zurcher.
As dificuldades também são reflexo das exportações, já que a crise fez os países reduzirem as compras. Enquanto o setor madeireiro exporta um quarto da produção, o setor papeleiro exporta apenas, de acordo com o economista, 16%. Por isso, as fabricantes de papéis são menos vulneráveis ao mercado externo.
Ou seja, tanto a Norske quanto a Klabin têm esperança de ver o setor avançar ainda mais. "Acredito que existe possibilidade de expandir porque a matéria-prima está aqui, o que significa que a região tem potencial de crescimento. Mas é claro que isso depende de incentivo do governo para atrair novas empresas", afirma o gerente de Recursos Humanos e Performance da Norske, Gesiel Batista.
Ele conta que em fevereiro o espaço publicitário nos jornais cresceu 8%. "A recuperação da demanda é evidente. A nossa dificuldade ainda está na concorrência, já que representamos 30% da capacidade do país e o preço está baixo, apesar da demanda".
No município de Telêmaco o avanço é visível no Distrito Industrial, segundo o gerente de Comercialização e Fomento Florestal da Klabin, Valmir Calori. "O Distrito Industrial vem numa crescente de instalação de empresas. Desde 1993 temos uma parceria com o município para fornecer madeira. Hoje 45 empresas consomem as toras fornecidas pela Klabin", explica. De acordo com Calori, 80% dos produtos fabricados por essas empresas são exportados. "É um volume importante", frisa.
"Embora estejamos bem localizados, não vemos perspectivas de crescimento, por enquanto", diz o presidente da Associação dos Madeireiros de Jaguariaíva, Marcos Stinglin. Isso porque, segundo ele, é preciso um incentivo mais forte por parte do poder público já que a crise afetou o setor. Ele lembra que o maior mercado consumidor é São Paulo e, por conta disso, Jaguariaíva está num local estratégico e o crescimento do setor poderia ser estimulado. "Nossa expectativa é melhorar, o problema é que os contratos novos ainda não surgiram", acrescenta o vice-presidente do Sindicato dos Madeireiros de Telêmaco (Sindimatel), Zaldir Dallagnol.
Fonte: JM News/Celulose Online
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