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Notícias
31
mar
2010
(SETOR FLORESTAL)
Serviço Florestal divulga índice de preço de madeiras tropicais
Índice será usado para reajustar contratos de concessão florestal
O preço das madeiras tropicais comercializadas no país apresentou alta no mês de janeiro. O dado inédito vem do Índice de Preços de Madeiras da Amazônia (IPMA) elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro.
O IPMA, que em janeiro foi de 1,091, tem como referência o primeiro mês em que os preços foram levantados, ou seja, outubro, cujo índice é considerado 1.
Segundo a diretora do Serviço Florestal Brasileiro, Thaís Linhares Juvenal, a alta reflete o aumento dos preços das espécies de madeira de baixo e médio valor, que foram as mais comercializadas no período. As praças Belém-Brasília e Cujubim foram as que mais contribuíram com a elevação por terem a maior produção em janeiro.
Além disso, a diminuição da oferta de madeira também influenciou a variação. "O volume processado diminuiu 15%, reflexo do período mais intenso de chuvas na maioria das praças da Amazônia. Assim, acredita-se que esta diminuição da oferta foi determinante para o aumento dos preços da madeira em tora na Amazônia", diz.
Em novembro, o IPMA foi de 1,031 e, em dezembro, de 0,975.
CONTRATOS - Conhecer a variação de preços da madeira é importante para que o Serviço Florestal determine as taxas de reajuste dos contratos de concessão florestal, que duram até 40 anos. O índice vai incidir anualmente sobre o preço que a empresa vencedora da licitação se propôs a pagar ao governo pelo metro cúbico de madeira.
"Esse levantamento permite que tenhamos um índice específico do setor madeireiro da Amazônia. A partir da sua consolidação, passará a ser o índice para o reajuste do preço das concessões, cujo principal produto é a madeira", afirma a diretora.
METODOLOGIA - O cálculo do IPMA envolve duas etapas. Uma delas consiste em levantar informações sobre o volume de madeira autorizado para corte junto aos órgãos ambientais, por meio do Documento de Origem Florestal (DOF) ou Sistemas de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).
Esses dados permitem conhecer as espécies de madeiras mais relevantes em cada uma das 15 praças - em um total de 116 municípios - mais representativas do mercado madeireiro na Amazônia Legal. Cada praça pode reunir pólos madeireiros de mais de um estado, como é o caso da Estuário, que reúne parte do Pará e o Amapá.
Na outra etapa, é realizado o levantamento do preço que serrarias, faqueadoras e laminadoras pagam pela madeira em tora no pátio. A pesquisa busca informações sobre as espécies que correspondam a, no mínimo, 70% do volume total processado no mês. Para garantir dados consistentes, a amostra é composta por 20% a 25% das empresas madeireiras em cada praça, o que corresponde atualmente a mais de 1 mil estabelecimentos.
Apesar de o IPMA ser formado a partir dos dados coletados em 15 praças, cada uma tem um peso diferenciado na composição do índice de acordo com o volume de madeira consumido em cada uma.
Os índices serão divulgados no site do Serviço Florestal, em www.florestal.gov.br.
Praças onde são levantados os preços da madeira
Veja os municípios que compõem cada praça:
- Alta Floresta:
Alta Floresta, Apiacás, Guarantã do Norte, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Novo Mundo, Paranaíta e Juruena.
- Altamira:
Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas e Uruará.
- Apuí:
Apuí, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã.
- Belém:
Itaituba, Novo Progresso, Rurópolis, Santarém, Trairão Óbidos e Oriximiná.
- Belém-Brasília:
Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara.
- Boa Vista:
Abel Figueiredo, Breu Branco, Concórdia do Pará, Dom Eliseu, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Esperança do Piriá, Novo Repartimento, Paragominas, Rondon do Pará, Tailândia, Tomé-açu, Tucuruí e Ulianópolis.
- BR-163:
Boa Vista, Caracaraí, Mucajaí, Rorainópolis e São João da Baliza.
- Costa Marques:
Costa Marques, Alvorada D'Oeste, Campo Novo de Rondônia, Jaru, Ji-Paraná, Mirante da Serra, Monte Negro, Parecis, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Seringueiras.
- Cujubim:
Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis, Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D'Oeste, Nova Mamoré, Porto Velho e Vale do Anari.
- Estuário:
Senador José Porfírio, Almeirim, Baião, Breves, Cametá, Macapá, Moju, Portel, Porto de Moz e Porto Grande.
- Manaus:
Manaus, Itacoatiara e Novo Airão.
- Rio Branco:
Capixaba, Rio Branco e Sena Madureira.
- São Félix do Xingu:
Cláudia, Feliz Natal, Marcelândia e Santa Carmem.
- Sinop:
Cumaru do Norte, Itupiranga, Marabá, Nova Ipixuna do Pará, Parauapebas, Redenção, Santana do Araguaia, São Felix do Xingu, Tucumã e Xinguara.
- Vilhena:
Vilhena, Cerejeiras, Corumbiara, Comodoro, Pontes e Lacerda, Alta Floresta D'Oeste, Cacoal, Chupinguaia, Colorado do Oeste, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.
O preço das madeiras tropicais comercializadas no país apresentou alta no mês de janeiro. O dado inédito vem do Índice de Preços de Madeiras da Amazônia (IPMA) elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro.
O IPMA, que em janeiro foi de 1,091, tem como referência o primeiro mês em que os preços foram levantados, ou seja, outubro, cujo índice é considerado 1.
Segundo a diretora do Serviço Florestal Brasileiro, Thaís Linhares Juvenal, a alta reflete o aumento dos preços das espécies de madeira de baixo e médio valor, que foram as mais comercializadas no período. As praças Belém-Brasília e Cujubim foram as que mais contribuíram com a elevação por terem a maior produção em janeiro.
Além disso, a diminuição da oferta de madeira também influenciou a variação. "O volume processado diminuiu 15%, reflexo do período mais intenso de chuvas na maioria das praças da Amazônia. Assim, acredita-se que esta diminuição da oferta foi determinante para o aumento dos preços da madeira em tora na Amazônia", diz.
Em novembro, o IPMA foi de 1,031 e, em dezembro, de 0,975.
CONTRATOS - Conhecer a variação de preços da madeira é importante para que o Serviço Florestal determine as taxas de reajuste dos contratos de concessão florestal, que duram até 40 anos. O índice vai incidir anualmente sobre o preço que a empresa vencedora da licitação se propôs a pagar ao governo pelo metro cúbico de madeira.
"Esse levantamento permite que tenhamos um índice específico do setor madeireiro da Amazônia. A partir da sua consolidação, passará a ser o índice para o reajuste do preço das concessões, cujo principal produto é a madeira", afirma a diretora.
METODOLOGIA - O cálculo do IPMA envolve duas etapas. Uma delas consiste em levantar informações sobre o volume de madeira autorizado para corte junto aos órgãos ambientais, por meio do Documento de Origem Florestal (DOF) ou Sistemas de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).
Esses dados permitem conhecer as espécies de madeiras mais relevantes em cada uma das 15 praças - em um total de 116 municípios - mais representativas do mercado madeireiro na Amazônia Legal. Cada praça pode reunir pólos madeireiros de mais de um estado, como é o caso da Estuário, que reúne parte do Pará e o Amapá.
Na outra etapa, é realizado o levantamento do preço que serrarias, faqueadoras e laminadoras pagam pela madeira em tora no pátio. A pesquisa busca informações sobre as espécies que correspondam a, no mínimo, 70% do volume total processado no mês. Para garantir dados consistentes, a amostra é composta por 20% a 25% das empresas madeireiras em cada praça, o que corresponde atualmente a mais de 1 mil estabelecimentos.
Apesar de o IPMA ser formado a partir dos dados coletados em 15 praças, cada uma tem um peso diferenciado na composição do índice de acordo com o volume de madeira consumido em cada uma.
Os índices serão divulgados no site do Serviço Florestal, em www.florestal.gov.br.
Praças onde são levantados os preços da madeira
Veja os municípios que compõem cada praça:
- Alta Floresta:
Alta Floresta, Apiacás, Guarantã do Norte, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Novo Mundo, Paranaíta e Juruena.
- Altamira:
Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas e Uruará.
- Apuí:
Apuí, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã.
- Belém:
Itaituba, Novo Progresso, Rurópolis, Santarém, Trairão Óbidos e Oriximiná.
- Belém-Brasília:
Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara.
- Boa Vista:
Abel Figueiredo, Breu Branco, Concórdia do Pará, Dom Eliseu, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Esperança do Piriá, Novo Repartimento, Paragominas, Rondon do Pará, Tailândia, Tomé-açu, Tucuruí e Ulianópolis.
- BR-163:
Boa Vista, Caracaraí, Mucajaí, Rorainópolis e São João da Baliza.
- Costa Marques:
Costa Marques, Alvorada D'Oeste, Campo Novo de Rondônia, Jaru, Ji-Paraná, Mirante da Serra, Monte Negro, Parecis, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Seringueiras.
- Cujubim:
Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis, Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D'Oeste, Nova Mamoré, Porto Velho e Vale do Anari.
- Estuário:
Senador José Porfírio, Almeirim, Baião, Breves, Cametá, Macapá, Moju, Portel, Porto de Moz e Porto Grande.
- Manaus:
Manaus, Itacoatiara e Novo Airão.
- Rio Branco:
Capixaba, Rio Branco e Sena Madureira.
- São Félix do Xingu:
Cláudia, Feliz Natal, Marcelândia e Santa Carmem.
- Sinop:
Cumaru do Norte, Itupiranga, Marabá, Nova Ipixuna do Pará, Parauapebas, Redenção, Santana do Araguaia, São Felix do Xingu, Tucumã e Xinguara.
- Vilhena:
Vilhena, Cerejeiras, Corumbiara, Comodoro, Pontes e Lacerda, Alta Floresta D'Oeste, Cacoal, Chupinguaia, Colorado do Oeste, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.
Fonte: Serviço Florestal Brasileiro
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