Voltar
Notícias
22
mar
2010
(CARBONO)
Mercado de créditos de carbono está em alta no Brasil
Para especialistas, o mercado voluntário está mais maduro e regulado.
A receita anual das vendas de certificados de emissões de carbono equivale a US$ 476,5 milhões, o que mostra que mercado de créditos de carbono do Brasil está longe de ser desprezível, representando o 17º produto de maior valor entre as exportações brasileiras, na frente, por exemplo, de equipamentos e materiais de transporte. E vem aumentando: há dois anos, ocupava a 19ª posição nessa lista.
Isso ocorre mesmo com as indefinições associadas ao desfecho melancólico da COP15, a reunião mundial do clima, em Copenhague. As projeções são de que o mercado mundial de projetos associados a créditos de carbono alcance o valor de US$ 170 bilhões em 2010.
"É uma projeção otimista, considerando a ausência dos americanos", afirma Divaldo Rezende, diretor executivo da CantorCO2 e Brasil, empresa que presta serviços e consultoria estratégica ao mercado de emissões. Para ele, esse valor deve ser menor.Especialistas como Rezende preveem negociações difíceis no Senado dos Estados Unidos para a aprovação do projeto, que já passou pela Câmara, sobre mudanças climáticas.
Enquanto aumenta entre os americanos a descrença sobre o tema, muitos senadores perderam o entusiasmo pela aprovação do texto que estabelece metas de redução de emissões e um sistema de compra e venda de créditos de carbono.
Metas de redução
Os créditos de carbono, uma fonte de renda nascida da preocupação mundial com os efeitos das mudanças climáticas, são gerados nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).Eles começaram a ganhar força no âmbito do Protocolo de Kyoto, quando foram estabelecidas formas de flexibilização nas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.
Indústrias e termelétricas instaladas nos países europeus, por exemplo, que têm metas a cumprir, podem investir em empreendimentos de tecnologia limpa que adotem, voluntariamente, projetos desse tipo que contribuam para a diminuição do aquecimento global.
Na última década, o mercado de MDL expandiu-se principalmente na China, Índia e Brasil, com ênfase na geração de energia renovável, como biomassa, energia eólica e solar. Cresceu também o mercado voluntário, impulsionado por empresas interessadas em neutralizar suas pegadas de carbono. Hoje dezenas de estados americanos, bancos, fundos hedge e bolsas se envolvem nesse tipo de negociação. A principal crítica contra esse mercado, até agora, era a falta de uma regulamentação.
Isso está mudando, segundo Guilherme Fagundes, gerente de produtos ambientais da BM&FBovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo."O mercado está maduro para esse tipo de transação", constata. A Bolsa vai fazer o seu primeiro primeiro leilão de créditos de carbono voltado para o mercado voluntário no dia 8 de abril. A proposta é oferecer a empresas, investidores e pessoas físicas créditos referentes à redução da poluição em empresas do setor de cerâmica.Serão oferecidos 180 mil créditos, em três lotes de 60 mil. Cada crédito equivale à redução de uma tonelada de CO2 da atmosfera.
A receita anual das vendas de certificados de emissões de carbono equivale a US$ 476,5 milhões, o que mostra que mercado de créditos de carbono do Brasil está longe de ser desprezível, representando o 17º produto de maior valor entre as exportações brasileiras, na frente, por exemplo, de equipamentos e materiais de transporte. E vem aumentando: há dois anos, ocupava a 19ª posição nessa lista.
Isso ocorre mesmo com as indefinições associadas ao desfecho melancólico da COP15, a reunião mundial do clima, em Copenhague. As projeções são de que o mercado mundial de projetos associados a créditos de carbono alcance o valor de US$ 170 bilhões em 2010.
"É uma projeção otimista, considerando a ausência dos americanos", afirma Divaldo Rezende, diretor executivo da CantorCO2 e Brasil, empresa que presta serviços e consultoria estratégica ao mercado de emissões. Para ele, esse valor deve ser menor.Especialistas como Rezende preveem negociações difíceis no Senado dos Estados Unidos para a aprovação do projeto, que já passou pela Câmara, sobre mudanças climáticas.
Enquanto aumenta entre os americanos a descrença sobre o tema, muitos senadores perderam o entusiasmo pela aprovação do texto que estabelece metas de redução de emissões e um sistema de compra e venda de créditos de carbono.
Metas de redução
Os créditos de carbono, uma fonte de renda nascida da preocupação mundial com os efeitos das mudanças climáticas, são gerados nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).Eles começaram a ganhar força no âmbito do Protocolo de Kyoto, quando foram estabelecidas formas de flexibilização nas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.
Indústrias e termelétricas instaladas nos países europeus, por exemplo, que têm metas a cumprir, podem investir em empreendimentos de tecnologia limpa que adotem, voluntariamente, projetos desse tipo que contribuam para a diminuição do aquecimento global.
Na última década, o mercado de MDL expandiu-se principalmente na China, Índia e Brasil, com ênfase na geração de energia renovável, como biomassa, energia eólica e solar. Cresceu também o mercado voluntário, impulsionado por empresas interessadas em neutralizar suas pegadas de carbono. Hoje dezenas de estados americanos, bancos, fundos hedge e bolsas se envolvem nesse tipo de negociação. A principal crítica contra esse mercado, até agora, era a falta de uma regulamentação.
Isso está mudando, segundo Guilherme Fagundes, gerente de produtos ambientais da BM&FBovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo."O mercado está maduro para esse tipo de transação", constata. A Bolsa vai fazer o seu primeiro primeiro leilão de créditos de carbono voltado para o mercado voluntário no dia 8 de abril. A proposta é oferecer a empresas, investidores e pessoas físicas créditos referentes à redução da poluição em empresas do setor de cerâmica.Serão oferecidos 180 mil créditos, em três lotes de 60 mil. Cada crédito equivale à redução de uma tonelada de CO2 da atmosfera.
Fonte: Brasil Econômico/Celulose Online
Notícias em destaque
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)
Árvore, pasto e renda: eucalipto ganha espaço e fortalece a pecuária em AL
Produção de eucalipto em Alagoas saltou de pouco mais de 2 mil hectares para 27.296 hectares em uma década, aponta estudo da...
(SILVICULTURA)
Caixas de armazenamento de pellets: mais autonomia para fogões a pellets neste inverno
Cada vez mais lares contam com fogões a pellets para obter um calor limpo e constante - mas muita gente ainda precisa arrastar sacos...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth destaca o papel da madeira na redução das emissões da construção civil
Um maior uso de madeira de origem sustentável pode ajudar a reposicionar o setor da construção civil, transformando-o de um...
(MADEIRA E PRODUTOS)














