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Notícias
16
mar
2010
(GERAL)
Analistas do ICMBio são ameaçados por políticos e madeireiros do Amazonas
Analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram ameaçados por políticos, madeireiros e grileiros de Lábrea (703 km de Manaus), um dos municípios que mais desmatam no sul do Amazonas. A equipe de profissionais permaneceu cercada por 11 horas na última quarta-feira (10). As informações são da Folha Online.
De acordo com a agência, dois dos analistas foram retidos num hotel e outros, na casa de um deles. Escoltados por cerca de 30 policiais militares, eles foram levados de avião para Rondônia, aonde chegaram anteontem.
A reação dos moradores da região aconteceu depois que a equipe fechou serrarias, movelarias e aplicou multas por falta de comprovação da origem da madeira. Os fiscais realizavam a Operação Matrinxã, que combate a extração ilegal de madeira na Reserva Extrativista Médio Purus e coíbe a retirada de areia das margens do rio Purus para obras do governo estadual.
Cerca de 2 mil pessoas foram para as ruas protestar contra a operação. Entre os manifestantes estavam a secretária de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Nádia Ferreira, o prefeito da cidade, Gean de Campos Barros (PMDB), e o vereador Augusto Almeida (PP) --dono de uma serraria.
O ICMBio informou que as analistas ambientais Adriana Gomes e Branca Tressold ficaram retidas dentro da residência do órgão, onde teriam sido xingadas e ameaçadas com pedras e pedaços de paus. A mesma situação foi enfrentada pelos servidores Antônio Vieira e Bento Arruda, que estavam hospedados num hotel.
O presidente do ICMbio, Rômulo Mello, disse que os manifestantes foram mobilizados por políticos locais. O escritório do instituto foi fechado temporariamente, mas voltará a funcionar em breve, segundo Mello.
Quanto ao envolvimento da secretária Nádia Ferreira nos protestos, o presidente do instituto disse que ela lhe telefonou para tentar equacionar o problema. Ela teria exigido que uma servidora do ICMBio participasse de uma reunião com os multados pra explicar a ação de fiscalização.
A reportagem da Folha procurou Nádia, mas, por meio de sua assessoria, ela negou envolvimento na manifestação e disse que responderia às acusações após retornar de uma viagem. O prefeito de Lábrea não foi encontrado, e seu chefe de gabinete, Lucimar Brito, disse que Barros e a secretária ficaram indignados com a ação do ICMbio, por ter fechado as madeireiras. O vereador Almeida também não foi localizado.
De acordo com a agência, dois dos analistas foram retidos num hotel e outros, na casa de um deles. Escoltados por cerca de 30 policiais militares, eles foram levados de avião para Rondônia, aonde chegaram anteontem.
A reação dos moradores da região aconteceu depois que a equipe fechou serrarias, movelarias e aplicou multas por falta de comprovação da origem da madeira. Os fiscais realizavam a Operação Matrinxã, que combate a extração ilegal de madeira na Reserva Extrativista Médio Purus e coíbe a retirada de areia das margens do rio Purus para obras do governo estadual.
Cerca de 2 mil pessoas foram para as ruas protestar contra a operação. Entre os manifestantes estavam a secretária de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Nádia Ferreira, o prefeito da cidade, Gean de Campos Barros (PMDB), e o vereador Augusto Almeida (PP) --dono de uma serraria.
O ICMBio informou que as analistas ambientais Adriana Gomes e Branca Tressold ficaram retidas dentro da residência do órgão, onde teriam sido xingadas e ameaçadas com pedras e pedaços de paus. A mesma situação foi enfrentada pelos servidores Antônio Vieira e Bento Arruda, que estavam hospedados num hotel.
O presidente do ICMbio, Rômulo Mello, disse que os manifestantes foram mobilizados por políticos locais. O escritório do instituto foi fechado temporariamente, mas voltará a funcionar em breve, segundo Mello.
Quanto ao envolvimento da secretária Nádia Ferreira nos protestos, o presidente do instituto disse que ela lhe telefonou para tentar equacionar o problema. Ela teria exigido que uma servidora do ICMBio participasse de uma reunião com os multados pra explicar a ação de fiscalização.
A reportagem da Folha procurou Nádia, mas, por meio de sua assessoria, ela negou envolvimento na manifestação e disse que responderia às acusações após retornar de uma viagem. O prefeito de Lábrea não foi encontrado, e seu chefe de gabinete, Lucimar Brito, disse que Barros e a secretária ficaram indignados com a ação do ICMbio, por ter fechado as madeireiras. O vereador Almeida também não foi localizado.
Fonte: Amazônia.org.br
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