Voltar
Notícias
05
mar
2010
(CARBONO)
Mercado de carbono global segue longe de ser realidade
Especialistas e negociadores duvidam que novos esquemas de 'cap and trade' apareçam nos próximos cinco anos e a promessa de um mercado mundial em 2020, que movimentaria US$ 2 trilhões, parece distante de acontecer.
O fracasso da Conferência do Clima em Copenhague em alcançar um acordo com poder legal para limitar as emissões e a postura do Congresso dos Estados Unidos cada vez mais resistente à criação de um "cap and trade" nacional estão resultando em uma maré de pessimismo entre os envolvidos com o mercado de carbono.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Point Carbon e divulgada nesta quarta-feira (3) chegou à conclusão de que dificilmente veremos novas iniciativas de "cap and trade" nos próximos cinco anos, o que atrasará a possibilidade de um grande mercado global de carbono em 2020, como já havia sido projetado por especialistas do setor. Porém, a pesquisa, que entrevistou 4800 especialistas e negociadores de 118 países, também mostrou que a confiança segue grande nos mercados já existentes, como o esquema europeu EU ETS.
“A decepcionante COP 15 e a dificuldade da administração Obama em montar um programa de "cap and trade" parecem ter derrubado o impulso dos mercados de carbono”, afirmou Kjetil Roine, autor da pesquisa.
Mesmo antes de ouvirem do senador republicano Lindsey Graham que o esquema de "cap and trade" nos Estados Unidos estava enterrado, os entrevistados pela Point Carbon já se mostravam desconfiados da criação de um mercado norte-americano. Dos 4800 pesquisados, 61% acreditam que os EUA tenham um mercado até 2015, contra os 81% que apostavam nisso em 2009.
Também existe um ceticismo com relação à capacidade da ONU para estabelecer um acordo sobre mudanças climáticas com força legal na próxima Conferência do Clima no México em novembro. Apenas 37% dos entrevistados acreditam que o acordo seja alcançado, menos que os 59% que achavam ano passado que Copenhague traria o acordo.
A queda na confiança de que o mercado de carbono irá expandir como previsto fez com que os negociadores diminuíssem suas estimativas de preços para 2020 de €35 a tonelada para €31 a tonelada.
“Como essa queda na projeção de preços pode afetar os investimentos em tecnologias limpas ainda não está claro, mas 47% dos entrevistados que representam companhias ligadas ao EU ETS acreditam que esse fator será decisivo para novos investimentos”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.
Existem alguns dados positivos, como a confiança no EU ETS, que é apontado por 43% das pessoas como o mecanismo com o melhor custo-benefício para reduzir emissões da União Européia, contra 20% que discordam.
Também há esperança de que a única iniciativa de "cap and trade" já encaminhada, a japonesa, se concretize até 2015. Mais de 80% dos entrevistados acreditam que o país irá ter um mercado até 2015, bem acima dos 61% da pesquisa do ano passado.
Os operadores já estão rotulando o ano de 2010 como o ano das incertezas ou então o ano “ponte”. Muitos fatores fundamentais para o crescimento do mercado de carbono deverão ser definidos nos próximos meses, como a posição final dos EUA e de outros países como a Austrália e o resultado das negociações climáticas na ONU.
“Nós chegaremos ao mercado global de US$ 2 trilhões, mas com passos lentos”, resumiu Abyd Karmali, diretor do Bank of America-Merrill Lynch.
Em 2009 o mercado de carbono foi avaliado em US$ 136 bilhões.
O fracasso da Conferência do Clima em Copenhague em alcançar um acordo com poder legal para limitar as emissões e a postura do Congresso dos Estados Unidos cada vez mais resistente à criação de um "cap and trade" nacional estão resultando em uma maré de pessimismo entre os envolvidos com o mercado de carbono.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Point Carbon e divulgada nesta quarta-feira (3) chegou à conclusão de que dificilmente veremos novas iniciativas de "cap and trade" nos próximos cinco anos, o que atrasará a possibilidade de um grande mercado global de carbono em 2020, como já havia sido projetado por especialistas do setor. Porém, a pesquisa, que entrevistou 4800 especialistas e negociadores de 118 países, também mostrou que a confiança segue grande nos mercados já existentes, como o esquema europeu EU ETS.
“A decepcionante COP 15 e a dificuldade da administração Obama em montar um programa de "cap and trade" parecem ter derrubado o impulso dos mercados de carbono”, afirmou Kjetil Roine, autor da pesquisa.
Mesmo antes de ouvirem do senador republicano Lindsey Graham que o esquema de "cap and trade" nos Estados Unidos estava enterrado, os entrevistados pela Point Carbon já se mostravam desconfiados da criação de um mercado norte-americano. Dos 4800 pesquisados, 61% acreditam que os EUA tenham um mercado até 2015, contra os 81% que apostavam nisso em 2009.
Também existe um ceticismo com relação à capacidade da ONU para estabelecer um acordo sobre mudanças climáticas com força legal na próxima Conferência do Clima no México em novembro. Apenas 37% dos entrevistados acreditam que o acordo seja alcançado, menos que os 59% que achavam ano passado que Copenhague traria o acordo.
A queda na confiança de que o mercado de carbono irá expandir como previsto fez com que os negociadores diminuíssem suas estimativas de preços para 2020 de €35 a tonelada para €31 a tonelada.
“Como essa queda na projeção de preços pode afetar os investimentos em tecnologias limpas ainda não está claro, mas 47% dos entrevistados que representam companhias ligadas ao EU ETS acreditam que esse fator será decisivo para novos investimentos”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.
Existem alguns dados positivos, como a confiança no EU ETS, que é apontado por 43% das pessoas como o mecanismo com o melhor custo-benefício para reduzir emissões da União Européia, contra 20% que discordam.
Também há esperança de que a única iniciativa de "cap and trade" já encaminhada, a japonesa, se concretize até 2015. Mais de 80% dos entrevistados acreditam que o país irá ter um mercado até 2015, bem acima dos 61% da pesquisa do ano passado.
Os operadores já estão rotulando o ano de 2010 como o ano das incertezas ou então o ano “ponte”. Muitos fatores fundamentais para o crescimento do mercado de carbono deverão ser definidos nos próximos meses, como a posição final dos EUA e de outros países como a Austrália e o resultado das negociações climáticas na ONU.
“Nós chegaremos ao mercado global de US$ 2 trilhões, mas com passos lentos”, resumiu Abyd Karmali, diretor do Bank of America-Merrill Lynch.
Em 2009 o mercado de carbono foi avaliado em US$ 136 bilhões.
Fonte: Carbono Brasil/Agências Internacionais
Notícias em destaque
AMIF leva experiência do setor florestal mineiro para programa internacional de sustentabilidade na Indonésia
A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) está representando o setor florestal de Minas Gerais em uma...
(SETOR FLORESTAL)
O “aço verde” da natureza ganha tratamento moderno e se transforma na espinha dorsal de construções tropicais luxuosas e ultrarresistentes ao tempo
Como o bambu estrutural tratado vira o novo queridinho da arquitetura?
O bambu estrutural tratado ganha cada vez mais espaço nos...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Biomassa movimenta R$ 5 bilhões por ano em SC
O estado de Santa Catarina é um dos maiores consumidores brasileiros de biomassa para uso industrial, principalmente nos setores de papel e...
(BIOENERGIA)
ONG britânica denuncia chegada de madeira irregular da Amazônia à Europa e aponta utilização em deques na Holanda
Investigação aponta que o material da empresa Samise, alvo da Justiça no Pará, chegou ao continente por meio de...
(GERAL)
Biomassa ganha força na indústria brasileira em meio à volatilidade do petróleo
A alta volatilidade do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, voltou a reforçar o debate sobre...
(BIOENERGIA)
Pesquisa do Serviço Florestal dos EUA revela potencial para aumento do uso de madeira em áreas urbanas
O Serviço Florestal dos EUA publicou os resultados de um estudo realizado em seis cidades, que investigou a participação dos...
(INTERNACIONAL)














