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Notícias
04
mar
2010
(MÓVEIS)
Indústria de móveis volta a crescer em Pernambuco
A indústria de móveis em Pernambuco está voltando a crescer. Após mais de duas décadas de estagnação, o aumento do consumo e a chegada de grandes fábricas do Sul estão trazendo novos ventos para o setor. Principalmente para o segmento de móveis populares, que representam 70% do mercado. O aumento anual de produção, entre 25% e 30%, não acompanha o crescimento da demanda. Já se fala em reestruturação, para que se ganhe mais competitividade e maior representatividade no cenário nacional.
Há 25 anos, o setor moveleiro pernambucano atendia boa parte do Nordeste e ainda estados de outras regiões do país. Mudaram as matérias primas, as tecnologias, e as empresas locais ficaram para trás, assim como ocorreu com a indústria têxtil e com a calçadista. Até que, de olho no crescimento da economia de Pernambuco e do Nordeste - uma equação que envolve aumentos reais do salário mínimo, ampliação do Bolsa Família e atração de grandes investimentos - as empresas do Sul começaram a invadir o estado, sacudindo o empresariado local.
Samopar e Bertin em Bonito, Multimóveis no Cabo de Santo Agostinho e ME Gonçalves (Grupo Estrela) em Gravatá são apenas alguns exemplos de empresas que decidiram apostar em Pernambuco. "A vinda de fábricas de fora quebra a acomodação do empresário local. A concorrência é saudável e provoca uma reação que é sempre positiva", comenta o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis (Sindmóveis-PE), Vikentios Kakakis.
Hoje existem cerca de 200 empresas moveleiras em Pernambuco, empregando de 15 mil a 16 mil pessoas. Mais de 90% são micro e pequenas empresas. Elas estão espalhadas por municípios como João Alfredo, Afogados da Ingazeira, Gravatá e Tacaimbó. Recentemente, a pernambucana Madelar, de Belo Jardim, anunciou um investimento de R$ 5,7 milhões na implantação de uma unidade para prensagem de painéis de MDF. O problema é que a matéria prima, nesse caso o MDF cru, vem do Sul do país, pois aqui não há florestas renováveis. "O custo do frete e os altos impostos que pagamos tornam nosso produto menos competitivo", reclama Kakakis.
Esse problema, no entanto, pode estar perto do fim. Segundo o presidente do Sindmóveis-PE, já existem algumas experiências bem sucedidas com plantações de eucalipto na Zona da Mata e no Sertão que estariam prontas para produzir num prazo de seis a oito anos. O que falta são empresários dispostos a investir em fábricas de chapas e perfis. "Essa é uma das metas do sindicato. O setor tem que se organizar. Se no passado já fomos um setor forte daqui a alguns anos poderemos voltar a ser", afirma Kakakis.
Pernambuco já sedia a terceira maior feira do setor - a Feira Nacional de Móveis para a Região Nordeste (Movexpo). Em maio de 2009, o evento gerou negócios de cerca de R$ 187 milhões, atraindo 22 mil visitantes. A ideia é trabalhar junto com parceiros como a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para garantir a atualização tecnológica e a formação de mão de obra.
Há 25 anos, o setor moveleiro pernambucano atendia boa parte do Nordeste e ainda estados de outras regiões do país. Mudaram as matérias primas, as tecnologias, e as empresas locais ficaram para trás, assim como ocorreu com a indústria têxtil e com a calçadista. Até que, de olho no crescimento da economia de Pernambuco e do Nordeste - uma equação que envolve aumentos reais do salário mínimo, ampliação do Bolsa Família e atração de grandes investimentos - as empresas do Sul começaram a invadir o estado, sacudindo o empresariado local.
Samopar e Bertin em Bonito, Multimóveis no Cabo de Santo Agostinho e ME Gonçalves (Grupo Estrela) em Gravatá são apenas alguns exemplos de empresas que decidiram apostar em Pernambuco. "A vinda de fábricas de fora quebra a acomodação do empresário local. A concorrência é saudável e provoca uma reação que é sempre positiva", comenta o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis (Sindmóveis-PE), Vikentios Kakakis.
Hoje existem cerca de 200 empresas moveleiras em Pernambuco, empregando de 15 mil a 16 mil pessoas. Mais de 90% são micro e pequenas empresas. Elas estão espalhadas por municípios como João Alfredo, Afogados da Ingazeira, Gravatá e Tacaimbó. Recentemente, a pernambucana Madelar, de Belo Jardim, anunciou um investimento de R$ 5,7 milhões na implantação de uma unidade para prensagem de painéis de MDF. O problema é que a matéria prima, nesse caso o MDF cru, vem do Sul do país, pois aqui não há florestas renováveis. "O custo do frete e os altos impostos que pagamos tornam nosso produto menos competitivo", reclama Kakakis.
Esse problema, no entanto, pode estar perto do fim. Segundo o presidente do Sindmóveis-PE, já existem algumas experiências bem sucedidas com plantações de eucalipto na Zona da Mata e no Sertão que estariam prontas para produzir num prazo de seis a oito anos. O que falta são empresários dispostos a investir em fábricas de chapas e perfis. "Essa é uma das metas do sindicato. O setor tem que se organizar. Se no passado já fomos um setor forte daqui a alguns anos poderemos voltar a ser", afirma Kakakis.
Pernambuco já sedia a terceira maior feira do setor - a Feira Nacional de Móveis para a Região Nordeste (Movexpo). Em maio de 2009, o evento gerou negócios de cerca de R$ 187 milhões, atraindo 22 mil visitantes. A ideia é trabalhar junto com parceiros como a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para garantir a atualização tecnológica e a formação de mão de obra.
Fonte: Micheline Batista
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