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Notícias
12
fev
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Fábrica de Teca é inaugurada em São José dos Quatro Marcos
Madeira de alto apelo comercial, destinada ao mercado de luxo europeu e produzida em Mato Grosso, passará a ser beneficiada na região, com certificação internacional.
Com um aporte de cerca de R$ 5 milhões o grupo Nederlof Agropecuária e Florestal, situado em Ponta Grossa (PR) e com participação de capital holandês, inaugurou ontem em Mato Grosso a fábrica de beneficiamento de Teca, Soroteca, no município de São José dos Quatro Marcos (a 315 quilômetros de Cuiabá).
O objetivo é agregar valor à madeira que já vem sendo cultivada pelo grupo na região há quase dez anos.
O novo investimento compreende à primeira fase de instalação da fábrica, que tem aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída. Até abril, a planta será ampliada para 30 mil metros quadrados em um investimento ousado na região, um aporte de R$ 15 milhões de reais.
Todos os equipamentos foram adquiridos no Brasil com a preocupação de alavancar a economia em seus três níveis: municipal, estadual e federal.
Para atender a demanda, existem, atualmente, 9 hectares de área cultivada, o equivalente a nove campos de futebol. Elas estão divididas em 11 fazendas distribuídas entre os municípios de Cáceres e São José dos Quatro Marcos.
Com a previsão de ampliação da área plantada, os investimentos em novas plantações também deverão ser ampliados, gerando emprego, renda e o desenvolvimento da região.
Somente na área de plantio e na fábrica em sua primeira fase 150 famílias são empregadas. Com a ampliação a previsão é de que sejam contratadas mais de 100 pessoas diretamente, gerando outros 300 empregos indiretos. As madeireiras da região já produzem móveis a partir da Teca.
A família de Antônio Braz, 51, é exemplo disso. Ele e seus três irmãos acompanharam desde o início o plantio da madeira. Acostumado a lidar com lavoura no sul do país, ele nunca havia cultivado a Teca, mas recebeu treinamento e o trabalho lhe rendeu o sustento e a construção da casa onde mora, no bairro Zeferino I, em São José dos Quatro Marcos. Na varanda, ele gosta de exibir o banco de madeira, feito de Teca, claro. “Tem anos que está aí e nunca deu cupim, mofo, nada”.
A idéia, de acordo com o sócio holandês da Nederlof, Coen Kerkhoven, é desenvolver uma cadeia na região, incluindo pequenos produtores e cooperativas. “Podem plantar tranqüilos que terão mercado garantido”. O grupo se encarregará de escoar a produção por meio do Porto de Paranaguá (PR).
“Estamos colocando essa região de Mato Grosso no mapa do investimento mundial”. A afirmação de Kerkhoven é em função da alta produtividade que a madeira encontrou nos solos do estado. Em sua região de origem, a Ásia, a Teca completa seu desenvolvimento com 60 anos de cultivo.
Em Mato Grosso ela atinge seu ápice aos 25 anos. De acordo com pesquisas já realizadas pela Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), a qualidade da fibra e a densidade adquiridas se mantém em solos brasileiros.
Refém do sistema de cria de gado para corte e leite e de madeireiras, os municípios que compõem o sudoeste do Estado assistem às crises enfrentadas pelas cadeias produtivas em função dos ciclos econômicos.
No caso da madeira, a Teca sai à frente das consideradas nobres, como o mogno e o cedro, porque tem o chamado “Selo Verde”, expedido por uma das principais instituições certificadoras, Forest Stewardship Council (FSC), (Conselho de Manejo Florestal).
O evento contou com a participação de autoridades locais, como vereadores, comerciantes e secretários municipais; do prefeito João Roberto Ferlin (PT) e da senadora da república, Serys Marly (PT).
Para o prefeito, os investimentos do grupo vão de encontro à política praticada no município de promover o desenvolvimento dentro dos conceitos de sustentabilidade.
Já a senadora Serys Marly destacou o caráter industrial do investimento. “Chega de ver Mato Grosso exportando apenas matéria-prima. Dessa forma exportamos também o imposto que pode ser gerar desenvolvimento aqui”.
TECA
A Tectona Grandis tem densidade de 0,65 gramas por centímetros cúbicos (considerada leve), mas apresenta alta resistência e flexibilidade, situando-se entre o mogno e o cedro. Foi muito utilizada pelos antigos povos colonizadores do oriente na confecção de embarcações, devido a sua alta resistência as intempéries.
Porque pode ser exposta a ação do sol e da chuva e apresenta excelente durabilidade nessa situação, a madeira passou a ser utilizada na execução de móveis externos, para varandas e jardins. Além da durabilidade e estabilidade, a madeira também apresenta alta resistência ao ataque de cupins, brocas marinhas e outros insetos.
Por fora, o chamado alburno (caule) é estreito e claro, bem distinto do cerne, cuja cor é marrom viva e brilhante. Essa beleza peculiar faz da teca uma madeira muito procurada para decoração de interiores luxuosos e mobiliário fino.
O primeiro desbaste (limpeza dos troncos menores para desenvolvimento dos mais fortes) é feito a partir dos 5 anos. Até essa idade, as mudas, plantadas com espaçamento de 3x3 metros quadrados, crescem de forma a ganhar altura, segundo o técnico florestal da Soroteca, José Vicente Gonçalves dos Santos.
A partir daí o desbaste é responsável por engrossar o caule. As árvores menores são retiradas para dar espaço ao crescimento das mais fortes. Em todo o processo o madeiramento é aproveitado.
Do total de aproximadamente 3 milhões de hectares plantados no mundo, cerca de 94% estão em zonas tropicais da Ásia, com 44% na Índia e 31% na Indonésia. Estima-se que 4,5 % das plantações estejam na África, especialmente na Costa do Marfim e Nigéria, 2,6% na América Central (Costa Rica e Trinidad e Tobago) e América do Sul (Brasil).
No país, quem se destaca é Mato Grosso, com aproximadamente 50 mil ha plantados. O valor corresponde a cerca de 90% da área total plantada no território brasileiro. No Acre, a área plantada é estimada em 2 mil há, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Com um aporte de cerca de R$ 5 milhões o grupo Nederlof Agropecuária e Florestal, situado em Ponta Grossa (PR) e com participação de capital holandês, inaugurou ontem em Mato Grosso a fábrica de beneficiamento de Teca, Soroteca, no município de São José dos Quatro Marcos (a 315 quilômetros de Cuiabá).
O objetivo é agregar valor à madeira que já vem sendo cultivada pelo grupo na região há quase dez anos.
O novo investimento compreende à primeira fase de instalação da fábrica, que tem aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída. Até abril, a planta será ampliada para 30 mil metros quadrados em um investimento ousado na região, um aporte de R$ 15 milhões de reais.
Todos os equipamentos foram adquiridos no Brasil com a preocupação de alavancar a economia em seus três níveis: municipal, estadual e federal.
Para atender a demanda, existem, atualmente, 9 hectares de área cultivada, o equivalente a nove campos de futebol. Elas estão divididas em 11 fazendas distribuídas entre os municípios de Cáceres e São José dos Quatro Marcos.
Com a previsão de ampliação da área plantada, os investimentos em novas plantações também deverão ser ampliados, gerando emprego, renda e o desenvolvimento da região.
Somente na área de plantio e na fábrica em sua primeira fase 150 famílias são empregadas. Com a ampliação a previsão é de que sejam contratadas mais de 100 pessoas diretamente, gerando outros 300 empregos indiretos. As madeireiras da região já produzem móveis a partir da Teca.
A família de Antônio Braz, 51, é exemplo disso. Ele e seus três irmãos acompanharam desde o início o plantio da madeira. Acostumado a lidar com lavoura no sul do país, ele nunca havia cultivado a Teca, mas recebeu treinamento e o trabalho lhe rendeu o sustento e a construção da casa onde mora, no bairro Zeferino I, em São José dos Quatro Marcos. Na varanda, ele gosta de exibir o banco de madeira, feito de Teca, claro. “Tem anos que está aí e nunca deu cupim, mofo, nada”.
A idéia, de acordo com o sócio holandês da Nederlof, Coen Kerkhoven, é desenvolver uma cadeia na região, incluindo pequenos produtores e cooperativas. “Podem plantar tranqüilos que terão mercado garantido”. O grupo se encarregará de escoar a produção por meio do Porto de Paranaguá (PR).
“Estamos colocando essa região de Mato Grosso no mapa do investimento mundial”. A afirmação de Kerkhoven é em função da alta produtividade que a madeira encontrou nos solos do estado. Em sua região de origem, a Ásia, a Teca completa seu desenvolvimento com 60 anos de cultivo.
Em Mato Grosso ela atinge seu ápice aos 25 anos. De acordo com pesquisas já realizadas pela Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), a qualidade da fibra e a densidade adquiridas se mantém em solos brasileiros.
Refém do sistema de cria de gado para corte e leite e de madeireiras, os municípios que compõem o sudoeste do Estado assistem às crises enfrentadas pelas cadeias produtivas em função dos ciclos econômicos.
No caso da madeira, a Teca sai à frente das consideradas nobres, como o mogno e o cedro, porque tem o chamado “Selo Verde”, expedido por uma das principais instituições certificadoras, Forest Stewardship Council (FSC), (Conselho de Manejo Florestal).
O evento contou com a participação de autoridades locais, como vereadores, comerciantes e secretários municipais; do prefeito João Roberto Ferlin (PT) e da senadora da república, Serys Marly (PT).
Para o prefeito, os investimentos do grupo vão de encontro à política praticada no município de promover o desenvolvimento dentro dos conceitos de sustentabilidade.
Já a senadora Serys Marly destacou o caráter industrial do investimento. “Chega de ver Mato Grosso exportando apenas matéria-prima. Dessa forma exportamos também o imposto que pode ser gerar desenvolvimento aqui”.
TECA
A Tectona Grandis tem densidade de 0,65 gramas por centímetros cúbicos (considerada leve), mas apresenta alta resistência e flexibilidade, situando-se entre o mogno e o cedro. Foi muito utilizada pelos antigos povos colonizadores do oriente na confecção de embarcações, devido a sua alta resistência as intempéries.
Porque pode ser exposta a ação do sol e da chuva e apresenta excelente durabilidade nessa situação, a madeira passou a ser utilizada na execução de móveis externos, para varandas e jardins. Além da durabilidade e estabilidade, a madeira também apresenta alta resistência ao ataque de cupins, brocas marinhas e outros insetos.
Por fora, o chamado alburno (caule) é estreito e claro, bem distinto do cerne, cuja cor é marrom viva e brilhante. Essa beleza peculiar faz da teca uma madeira muito procurada para decoração de interiores luxuosos e mobiliário fino.
O primeiro desbaste (limpeza dos troncos menores para desenvolvimento dos mais fortes) é feito a partir dos 5 anos. Até essa idade, as mudas, plantadas com espaçamento de 3x3 metros quadrados, crescem de forma a ganhar altura, segundo o técnico florestal da Soroteca, José Vicente Gonçalves dos Santos.
A partir daí o desbaste é responsável por engrossar o caule. As árvores menores são retiradas para dar espaço ao crescimento das mais fortes. Em todo o processo o madeiramento é aproveitado.
Do total de aproximadamente 3 milhões de hectares plantados no mundo, cerca de 94% estão em zonas tropicais da Ásia, com 44% na Índia e 31% na Indonésia. Estima-se que 4,5 % das plantações estejam na África, especialmente na Costa do Marfim e Nigéria, 2,6% na América Central (Costa Rica e Trinidad e Tobago) e América do Sul (Brasil).
No país, quem se destaca é Mato Grosso, com aproximadamente 50 mil ha plantados. O valor corresponde a cerca de 90% da área total plantada no território brasileiro. No Acre, a área plantada é estimada em 2 mil há, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Fonte: Expressomt
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