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Notícias
05
fev
2010
(SETOR FLORESTAL)
Embrapa pesquisa adubo verde na Amazônia
Três espécies de leguminosas – duas delas nativas da Amazônia – podem se transformar muito em breve em uma espécie de adubo verde. São a gliricídia (Gliricidia sepium), uma árvore originária da América Central, e as amazônidas taxi-branco (Sclerolobium paniculatum), e o ingá (Inga edulis). Elas são estudadas por pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, sediada em Manaus, para servirem de alternativas ecologicamente corretas de melhoria do solo pobre de algumas áreas da região.
As espécies ainda poderão garantir maior produtividade aos agricultores de baixa renda, segundo os estudos preliminares da Embrapa.
Durante as pesquisas, a Embrapa descobriu que essas leguminosas são capazes de fixar nitrogênio para adubação verde e cobertura do solo. Conforme os estudos, as três espécies têm grande potencial destas para melhorar as características químicas e físicas do solo e recuperar áreas alteradas e abandonadas. Os resultados de pesquisas revelam que as leguminosas são espécies promissoras como componentes de consórcios agroflorestais.
A gliricídia (Gliricidia sepium), uma árvore originária da América Central, é amplamente difundida nos trópicos. De acordo com a pesquisadora Joanne Régis, essa planta apresenta uso múltiplo. Pode ser utilizada como barra-vento, cerca-viva, forrageira, madeirável e adubo verde. “Ela tolera solos ácidos e pobres, resiste a várias podas anuais e produz grande quantidade de biomassa”, explica.
Outra espécie citada pela pesquisadora é o taxi-branco (Sclerolobium paniculatum). Segundo Joanne Régis, a espécie tem potencial para a recuperação de solos degradados, pois tem elevada produção de liteira (matéria orgânica formada restos vegetais) rica em nutrientes e apresenta rápido crescimento.
O táxi-branco é uma leguminosa arbórea nativa da Amazônia brasileira que ocorre em diferentes tipos de solos e apresenta capacidade de fixação de nitrogênio.
Ingá produz biomassa
Outra espécie potencial para uso como adubo verde em consórcios agroflorestais é o ingá (Inga edulis), uma frutífera tolerante a solos ácidos, que tem sido utilizada para sombreamento, controle de invasoras e proteção do solo. No estado do Amazonas é freqüentemente encontrada nas propriedades rurais como parte dos pomares caseiros. Porém, geralmente não é submetida a qualquer espécie de manejo de poda.
Pesquisadores da Embrapa avaliaram o comportamento do ingá quando submetido a um regime de podas anuais e sua capacidade de produção de biomassa em sistemas agroflorestais estabelecidos em área de pastagens degradadas. De acordo com a pesquisadora Elisa Wandelli, a partir do segundo ano de estabelecimento, o ingá sofreu três podas anuais, antes do período de floração e sua biomassa foi depositada nas linhas das espécies frutíferas (cupuaçu, acerola, maracujá e araçá-boi).
“A poda do ingá disponibilizou para as espécies frutíferas boas quantidades de Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio”, completa Wandelli. As pesquisas têm mostrado que a adubação verde proveniente de leguminosas desempenha um papel vital no estabelecimento dos sistemas agroflorestais, no balanço dos nutrientes e na economia de recursos com a compra de adubos. É uma alternativa interessante para aqueles que possuem áreas de plantio em processo de degradação e é também adequada a agricultura familiar por não exigir altos custos.
As espécies ainda poderão garantir maior produtividade aos agricultores de baixa renda, segundo os estudos preliminares da Embrapa.
Durante as pesquisas, a Embrapa descobriu que essas leguminosas são capazes de fixar nitrogênio para adubação verde e cobertura do solo. Conforme os estudos, as três espécies têm grande potencial destas para melhorar as características químicas e físicas do solo e recuperar áreas alteradas e abandonadas. Os resultados de pesquisas revelam que as leguminosas são espécies promissoras como componentes de consórcios agroflorestais.
A gliricídia (Gliricidia sepium), uma árvore originária da América Central, é amplamente difundida nos trópicos. De acordo com a pesquisadora Joanne Régis, essa planta apresenta uso múltiplo. Pode ser utilizada como barra-vento, cerca-viva, forrageira, madeirável e adubo verde. “Ela tolera solos ácidos e pobres, resiste a várias podas anuais e produz grande quantidade de biomassa”, explica.
Outra espécie citada pela pesquisadora é o taxi-branco (Sclerolobium paniculatum). Segundo Joanne Régis, a espécie tem potencial para a recuperação de solos degradados, pois tem elevada produção de liteira (matéria orgânica formada restos vegetais) rica em nutrientes e apresenta rápido crescimento.
O táxi-branco é uma leguminosa arbórea nativa da Amazônia brasileira que ocorre em diferentes tipos de solos e apresenta capacidade de fixação de nitrogênio.
Ingá produz biomassa
Outra espécie potencial para uso como adubo verde em consórcios agroflorestais é o ingá (Inga edulis), uma frutífera tolerante a solos ácidos, que tem sido utilizada para sombreamento, controle de invasoras e proteção do solo. No estado do Amazonas é freqüentemente encontrada nas propriedades rurais como parte dos pomares caseiros. Porém, geralmente não é submetida a qualquer espécie de manejo de poda.
Pesquisadores da Embrapa avaliaram o comportamento do ingá quando submetido a um regime de podas anuais e sua capacidade de produção de biomassa em sistemas agroflorestais estabelecidos em área de pastagens degradadas. De acordo com a pesquisadora Elisa Wandelli, a partir do segundo ano de estabelecimento, o ingá sofreu três podas anuais, antes do período de floração e sua biomassa foi depositada nas linhas das espécies frutíferas (cupuaçu, acerola, maracujá e araçá-boi).
“A poda do ingá disponibilizou para as espécies frutíferas boas quantidades de Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio”, completa Wandelli. As pesquisas têm mostrado que a adubação verde proveniente de leguminosas desempenha um papel vital no estabelecimento dos sistemas agroflorestais, no balanço dos nutrientes e na economia de recursos com a compra de adubos. É uma alternativa interessante para aqueles que possuem áreas de plantio em processo de degradação e é também adequada a agricultura familiar por não exigir altos custos.
Fonte: Envolverde/Agência Amazônia
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