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Notícias
01
fev
2010
(SETOR FLORESTAL)
Consumo de carvão despencou em Minas
A demanda por carvão em Minas Gerais ainda está muito abaixo dos níveis da capacidade do setor produtivo. A queda esta próxima de 30%. Além da redução das intenções de compra, os preços pagos pelo produto também foram afetados pela crise financeira mundial. Devido ao fraco desempenho do mercado, os produtores de eucalipto, principal madeira utilizada para a produção de carvão, reduziram a área plantada, assim neste ano a estimativa é de redução de até 50% da área utilizada, em relação ao ano passado.
De acordo com o presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Bernardo de Vasconcellos, a retração do segmento pode interferir nos planos de investimentos do setor. O planejamento previa aportes de R$ 15 bilhões em 10 anos, começando em 2008.
O plano, segundo o dirigente, será mantido, porém irão ocorrer modificações no cronograma. Em 2008 foram aplicados R$ 1,2 bilhão no segmento. A previsão era fechar o ano passado com investimentos próximos a R$ 1,5 bilhão, porém o valor ficou em torno de R$ 1 bilhão. As aplicações neste ano dependem da retomada da demanda e dos preços.
Os reflexos da diminuição de 50% na área plantada poderão interferir no desempenho industrial do Estado daqui a sete anos, período em que as árvores estarão em condições de serem cortadas e utilizadas para a produção de carvão.
No ano passado foram plantados cerca de 180 mil hectares, a previsão para este ano varia entre 90 mil a 100 mil hectares cultivados. De acordo com Vasconcellos, se as expectativas de crescimento da economia brasileira para os próximos anos forem alcançadas, a redução poderá causar desabastecimento do mercado.
Sem crédito - Um dos grandes problemas enfrentados pelos produtores, e que também contribuiu para a redução da área cultivada, é a falta de uma linha de crédito específica para a cultura. No Estado, os investimentos no plantio são de recursos próprios ou feitos através de financiamentos comuns, que não oferecem vantagens para os investidores.
Mesmo diante do cenário negativo, Vasconcellos acredita na retomada da silvicultura devido à redução de estoques mundiais. Segundo ele, cerca de 30% dos fornos da cadeia siderúrgica do Estado ainda estão desligados, o que impede o aumento da demanda e dos preços.
"Com a retomada total da atividade industrial, os estoques serão reduzidos mundialmente e o setor de ferro-gusa mineiro irá reativar os altos-fornos, o que impulsionará a venda de carvão. A situação precisa melhorar, pois o cenário atual é um dos piores já enfrentados pelo setor", disse.
Segundo o presidente da AMS, o preço atual do carvão gira em torno de R$ 80 a R$ 100 o metro cúbico, dependendo da qualidade do produto. Os que possuem valores expressivos de comercialização são os mais densos, que apresentam maior concentração de carbono fixo. Em meados de 2008, o produto era comercializado em média por R$ 200 o metro cúbico, mas em decorrência da crise chegou a R$ 70, em 2009.
A silvicultura ocupa cerca de 2% da área do Estado e ainda tem condições para alcançar até 5% dessa área total. As florestas plantadas em Minas Gerais somam cerca de 1,25 milhões de hectares, enquanto no país a área ocupada é de 3,7 milhões de hectares.
De acordo com o presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Bernardo de Vasconcellos, a retração do segmento pode interferir nos planos de investimentos do setor. O planejamento previa aportes de R$ 15 bilhões em 10 anos, começando em 2008.
O plano, segundo o dirigente, será mantido, porém irão ocorrer modificações no cronograma. Em 2008 foram aplicados R$ 1,2 bilhão no segmento. A previsão era fechar o ano passado com investimentos próximos a R$ 1,5 bilhão, porém o valor ficou em torno de R$ 1 bilhão. As aplicações neste ano dependem da retomada da demanda e dos preços.
Os reflexos da diminuição de 50% na área plantada poderão interferir no desempenho industrial do Estado daqui a sete anos, período em que as árvores estarão em condições de serem cortadas e utilizadas para a produção de carvão.
No ano passado foram plantados cerca de 180 mil hectares, a previsão para este ano varia entre 90 mil a 100 mil hectares cultivados. De acordo com Vasconcellos, se as expectativas de crescimento da economia brasileira para os próximos anos forem alcançadas, a redução poderá causar desabastecimento do mercado.
Sem crédito - Um dos grandes problemas enfrentados pelos produtores, e que também contribuiu para a redução da área cultivada, é a falta de uma linha de crédito específica para a cultura. No Estado, os investimentos no plantio são de recursos próprios ou feitos através de financiamentos comuns, que não oferecem vantagens para os investidores.
Mesmo diante do cenário negativo, Vasconcellos acredita na retomada da silvicultura devido à redução de estoques mundiais. Segundo ele, cerca de 30% dos fornos da cadeia siderúrgica do Estado ainda estão desligados, o que impede o aumento da demanda e dos preços.
"Com a retomada total da atividade industrial, os estoques serão reduzidos mundialmente e o setor de ferro-gusa mineiro irá reativar os altos-fornos, o que impulsionará a venda de carvão. A situação precisa melhorar, pois o cenário atual é um dos piores já enfrentados pelo setor", disse.
Segundo o presidente da AMS, o preço atual do carvão gira em torno de R$ 80 a R$ 100 o metro cúbico, dependendo da qualidade do produto. Os que possuem valores expressivos de comercialização são os mais densos, que apresentam maior concentração de carbono fixo. Em meados de 2008, o produto era comercializado em média por R$ 200 o metro cúbico, mas em decorrência da crise chegou a R$ 70, em 2009.
A silvicultura ocupa cerca de 2% da área do Estado e ainda tem condições para alcançar até 5% dessa área total. As florestas plantadas em Minas Gerais somam cerca de 1,25 milhões de hectares, enquanto no país a área ocupada é de 3,7 milhões de hectares.
Fonte: Agronotícias
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