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Notícias
19
jan
2010
(MEIO AMBIENTE)
Em tempos de aquecimento global, cidade de MT troca árvores por cimento
Na contramão do apelo mundial à valorização do verde, as árvores saíram substancialmente de cena das vias de Rondonópolis ao longo da última década. A falta de planejamento ao longo da sua história e o crescimento desordenado do município podem explicar a deficiência no número de árvores nas vias da cidade. No entanto, uma das principais explicações para essa realidade pode estar na própria cultura da população local de privilegiar as construções em detrimento das árvores.
Uma mostra dessa situação está na região central de Rondonópolis, que passou por uma revitalização das fachadas das empresas na última década. Nesse processo, os empresários deram prioridade às fachadas, eliminando as árvores antigas existentes nas calçadas. Nos bairros, as árvores mais frondosas das vias, em grande parte, foram substituídas pelos moradores por outras novas, em nome da estética e da preocupação com as calçadas. Isso porque grande parte da população entende que essas árvores de porte maior danificam as calçadas.
O representante da Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental (Arpa), Paulo José Ferreira dos Santos, que já trabalhou na área de Meio Ambiente do Município, atesta que a arborização local ainda seja deficiente do ponto de vista do número de árvores e do ponto de vista da quantidade de espécies. “A quantidade e qualidade das áreas verdes em Rondonópolis ainda é e sempre foi baixa”, afirma, observando que um local de clima tão quente e tão insolado deveria ser um local muito bem arborizado, reduzindo, assim, a sensação de calor.
Conforme o profissional, a quantidade reduzida de árvores e áreas verdes tira uma série de benefícios à população (veja quadro nesta página). Ele cita que a falta de áreas verdes prejudica a população, pois são áreas de convívio social; servem para apresentações culturais; são locais apropriado para esportes e para as crianças brincarem; formam áreas de infiltração de água no solo, beneficiando o lençol freático; diminuem a temperatura no entorno; abrigam fauna e flora; embelezam a cidade; e trazem valorização aos imóveis da região.
Paulo José é engenheiro agrônomo e também acredita que a falta de arborização de Rondonópolis esteja ligada à cultura da população local em geral. “Porém, é preciso investir muito em plantio de árvores e educação da população, para que possamos reverter o quadro atual. Quando eu pude fazer alguns trabalhos de arborização na cidade, o índice de depredação das mudas que plantamos chegava a mais de 50%, inclusive de mudas altas com mais de 2,00 metros”, observou, informando que, hoje em dia, para os novos bairros implantados na cidade, já se exige o plantio de mudas na frente de cada moradia.
Entre as medidas para mudar esse quadro negativo, Paulo José avalia que a portaria número 004, emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 2009, foi muito benéfica no sentido de restringir, ordenar e normatizar o corte de árvores, vegetação e até mesmo a limpeza de áreas com vegetação na cidade. Mas lembrou que a arborização é um item de difícil implantação no sentido de que são escassos os recursos financeiros externos para sua implantação. “Agora, parece haver na Câmara Federal um projeto prevendo recursos para implantação de arborização urbana nos municípios. Como ainda não há, os custos correm todos por conta das Prefeituras”, pontuou.
Uma mostra dessa situação está na região central de Rondonópolis, que passou por uma revitalização das fachadas das empresas na última década. Nesse processo, os empresários deram prioridade às fachadas, eliminando as árvores antigas existentes nas calçadas. Nos bairros, as árvores mais frondosas das vias, em grande parte, foram substituídas pelos moradores por outras novas, em nome da estética e da preocupação com as calçadas. Isso porque grande parte da população entende que essas árvores de porte maior danificam as calçadas.
O representante da Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental (Arpa), Paulo José Ferreira dos Santos, que já trabalhou na área de Meio Ambiente do Município, atesta que a arborização local ainda seja deficiente do ponto de vista do número de árvores e do ponto de vista da quantidade de espécies. “A quantidade e qualidade das áreas verdes em Rondonópolis ainda é e sempre foi baixa”, afirma, observando que um local de clima tão quente e tão insolado deveria ser um local muito bem arborizado, reduzindo, assim, a sensação de calor.
Conforme o profissional, a quantidade reduzida de árvores e áreas verdes tira uma série de benefícios à população (veja quadro nesta página). Ele cita que a falta de áreas verdes prejudica a população, pois são áreas de convívio social; servem para apresentações culturais; são locais apropriado para esportes e para as crianças brincarem; formam áreas de infiltração de água no solo, beneficiando o lençol freático; diminuem a temperatura no entorno; abrigam fauna e flora; embelezam a cidade; e trazem valorização aos imóveis da região.
Paulo José é engenheiro agrônomo e também acredita que a falta de arborização de Rondonópolis esteja ligada à cultura da população local em geral. “Porém, é preciso investir muito em plantio de árvores e educação da população, para que possamos reverter o quadro atual. Quando eu pude fazer alguns trabalhos de arborização na cidade, o índice de depredação das mudas que plantamos chegava a mais de 50%, inclusive de mudas altas com mais de 2,00 metros”, observou, informando que, hoje em dia, para os novos bairros implantados na cidade, já se exige o plantio de mudas na frente de cada moradia.
Entre as medidas para mudar esse quadro negativo, Paulo José avalia que a portaria número 004, emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 2009, foi muito benéfica no sentido de restringir, ordenar e normatizar o corte de árvores, vegetação e até mesmo a limpeza de áreas com vegetação na cidade. Mas lembrou que a arborização é um item de difícil implantação no sentido de que são escassos os recursos financeiros externos para sua implantação. “Agora, parece haver na Câmara Federal um projeto prevendo recursos para implantação de arborização urbana nos municípios. Como ainda não há, os custos correm todos por conta das Prefeituras”, pontuou.
Fonte: A Tribuna MT
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