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Notícias
17
jan
2010
(INDÚSTRIA)
Margem da indústria de papel será reduzida por importações
Em um ano de aquecimento da economia, somado a eventos como as eleições e a Copa do Mundo, a indústria brasileira do papel e de produtos derivados deve consolidar sua recuperação econômica, mas será pressionada pelo aumento do custo da celulose, bem como pelo câmbio favorável às importações. Com isso, os preços devem se manter estáveis mas, segundo analistas, as margens devem sofrer redução.
"O preço da celulose, em dólar, continua subindo e, além disso, ainda não acompanhou o reajuste em real", explica Felipe Ruppenthal, analista da Geração Futuro Corretora de Valores. "Esses reajustes aumentam o custo de produção e poderão ser repassados ao preço do papel." Por outro lado, Ruppenthal ressalta que a taxa de câmbio, apesar de estar se estabilizando, favorece as importações. "A precificação do papel é mais complexa que a da celulose, mas vai ser impactada pelo aumento da demanda e do custo, de um lado, e a taxa de câmbio, do outro", completa.
Nesse sentido, o primeiro termômetro é o período de volta às aulas, apesar do impacto pequeno nas vendas totais de papel no mercado interno. Para 2010, as empresas papeleiras prevêem um aumento médio de até 15% nas vendas de papel cut size (papel cortado, utilizado principalmente para imprimir) em relação ao ano passado, considerado um dos piores para a indústria. Segundo dados da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), a queda nas vendas domésticas de papel chegou a 3,5% de janeiro a novembro passado, sendo que a categoria papel para imprimir e escrever apresentou redução de 6,2%.
Na contramão do mercado em geral, algumas empresas conseguiram se sobressair e registraram recuperação nas vendas nesse segmento, sendo que a International Paper cresceu 6% e a Suzano Papel e Celulose, 12%.
A Suzano se preparou para o período de volta às aulas com três lançamentos de produtos cut size licenciados, além da renovação do material de marketing e reforço na equipe de vendas. "A Suzano tinha um gap no nicho feminino da linha infantil e isso foi corrigido com os novos lançamentos", conta Adriano Canela, gerente de Marketing da Unidade Papel da Suzano. "Com isso, devemos ter um crescimento de 20% a 25% nas vendas da linha infantil”.
Já a International Paper aposta em um aumento de 8% nas vendas de cut size, em relação a 2009. No entanto, as vendas de papel cortado da companhia se diluem ao longo do ano, conforme o consumo dos usuários corporativos. Nilson Cardoso, diretor Comercial da International Paper, acrescenta que o fornecimento de papel para os fabricantes de cadernos se manteve semelhante ao ano de 2008.
Produto acabado
Com um investimento de R$ 2,5 milhões em lançamentos, o Grupo Bignardi, responsável pelos cadernos Jandaia, aposta em um incremento de 25% nas vendas, em relação a 2009, ano que fechou com crescimento de 23%. No entanto, Ivan Bignardi, diretor de Exportação e Marketing do grupo, ressalta que esse desempenho se restringe ao mercado interno. "Enquanto o mercado doméstico estiver aquecido, o governo não vai dar atenção aos exportadores", afirma Bignardi, acrescentando que, no ano de 2006, as vendas externas dos caderneiros alcançaram US$ 80 milhões e, em 2009, despencou para US$ 25 milhões.
"Em 2010, vai cair ainda mais", alerta o executivo.
"O preço da celulose, em dólar, continua subindo e, além disso, ainda não acompanhou o reajuste em real", explica Felipe Ruppenthal, analista da Geração Futuro Corretora de Valores. "Esses reajustes aumentam o custo de produção e poderão ser repassados ao preço do papel." Por outro lado, Ruppenthal ressalta que a taxa de câmbio, apesar de estar se estabilizando, favorece as importações. "A precificação do papel é mais complexa que a da celulose, mas vai ser impactada pelo aumento da demanda e do custo, de um lado, e a taxa de câmbio, do outro", completa.
Nesse sentido, o primeiro termômetro é o período de volta às aulas, apesar do impacto pequeno nas vendas totais de papel no mercado interno. Para 2010, as empresas papeleiras prevêem um aumento médio de até 15% nas vendas de papel cut size (papel cortado, utilizado principalmente para imprimir) em relação ao ano passado, considerado um dos piores para a indústria. Segundo dados da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), a queda nas vendas domésticas de papel chegou a 3,5% de janeiro a novembro passado, sendo que a categoria papel para imprimir e escrever apresentou redução de 6,2%.
Na contramão do mercado em geral, algumas empresas conseguiram se sobressair e registraram recuperação nas vendas nesse segmento, sendo que a International Paper cresceu 6% e a Suzano Papel e Celulose, 12%.
A Suzano se preparou para o período de volta às aulas com três lançamentos de produtos cut size licenciados, além da renovação do material de marketing e reforço na equipe de vendas. "A Suzano tinha um gap no nicho feminino da linha infantil e isso foi corrigido com os novos lançamentos", conta Adriano Canela, gerente de Marketing da Unidade Papel da Suzano. "Com isso, devemos ter um crescimento de 20% a 25% nas vendas da linha infantil”.
Já a International Paper aposta em um aumento de 8% nas vendas de cut size, em relação a 2009. No entanto, as vendas de papel cortado da companhia se diluem ao longo do ano, conforme o consumo dos usuários corporativos. Nilson Cardoso, diretor Comercial da International Paper, acrescenta que o fornecimento de papel para os fabricantes de cadernos se manteve semelhante ao ano de 2008.
Produto acabado
Com um investimento de R$ 2,5 milhões em lançamentos, o Grupo Bignardi, responsável pelos cadernos Jandaia, aposta em um incremento de 25% nas vendas, em relação a 2009, ano que fechou com crescimento de 23%. No entanto, Ivan Bignardi, diretor de Exportação e Marketing do grupo, ressalta que esse desempenho se restringe ao mercado interno. "Enquanto o mercado doméstico estiver aquecido, o governo não vai dar atenção aos exportadores", afirma Bignardi, acrescentando que, no ano de 2006, as vendas externas dos caderneiros alcançaram US$ 80 milhões e, em 2009, despencou para US$ 25 milhões.
"Em 2010, vai cair ainda mais", alerta o executivo.
Fonte: DCI
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