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Notícias
10
jan
2010
(MEIO AMBIENTE)
Gestão da biodiversidade: o mais novo selo verde
Depois das certificações para orgânicos e para produtos florestais que vêm de áreas de manejo controlado, está em desenvolvimento um novo selo verde, voltado a empresas que desenvolvem programas para conservação da biodiversidade ligados aos seus negócios. O selo Life (sigla de Iniciativa Duradoura pela Terra, em inglês) está em fase piloto de certificação e em 2010 já deverá ser aplicado por três empresas brasileiras.
O objetivo da certificação, que foi apresentada durante o seminário “Negócios e Biodiversidade”, realizado este mês pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é estimular as empresas a incorporar a conservação de florestas e da biodiversidade na estratégia de negócios, dando um passo além nas políticas de gestão ambiental já existentes, como controle da poluição e redução no desperdício de água.
A nova certificação parte da premissa de que as áreas naturais são responsáveis pela prestação dos chamados serviços ambientais - como produção de água, equilíbrio do solo e do clima, sequestro de carbono da atmosfera, polinização de lavouras, entre outros - e que, sem esses serviços, boa parte dos negócios seria inviabilizada.
“A dependência das atividades produtivas da existência de áreas naturais exige das empresas uma evolução do atual modelo de gestão ambiental”, diz Clóvis Borges, presidente do Conselho Diretor do Instituto Life, entidade criada para concessão da certificação Life.
A metodologia foi desenvolvida pelo Instituto Tecnológico do Paraná (TecPar)e atualmente três empresas estão em processo de obtenção do selo: a Posigraf, unidade gráfica do Grupo Positivo, a fabricante de cosméticos O Boticário e a MPX Energia, do empresário Eike Batista. A certificação Life prevê auditoria por organismos independentes e terá validade de cinco anos.
De acordo com Adriana Vasconcelos, gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Posigraf, a certificação piloto deve reforçar a estratégia de gestão ambiental da companhia, que recebe investimentos há mais de uma década e já permitiu a obtenção de selos como o ISO 14001 (meio ambiente) e FSC e Cerflor (procedência do papel usado na gráfica).
“A certificação Life consolida essas iniciativas”, diz Adriana, que também está à frente do processo de obtenção da ISO 14064, que estabelece normas para gestão das emissões de CO2 dentro da empresa.
Segundo ela, a estratégia de compensar as emissões de gases poluentes da atividade da gráfica inclui ainda investimentos na manutenção de remanescentes de Mata Atlântica no Paraná. No caso, a Mata do Uru, uma área de 131 hectares de floresta de araucária localizada no município de Lapa, a 80 km de Curitiba. “A manutenção de áreas verdes é vital para os negócios, embora muitas empresas ainda não enxerguem a relação de dependência. Nossos processos industriais, por exemplo, demandam água e pigmentos que vêm da natureza”.
Para Fernando Veiga, gerente de serviços ambientais da ONG The Nature Conservancy (TNC), já está em andamento, a passos ainda lentos, a construção de um mercado para os serviços ambientais no Brasil. “Exemplos disso são os programas de conservação de água que remuneram produtores rurais que cuidam das nascentes”, diz. Só no município de Extrema (MG), 50 agricultores recebem recursos da prefeitura para manter as áreas verdes intocadas e, assim, garantir a produção de água.
O objetivo da certificação, que foi apresentada durante o seminário “Negócios e Biodiversidade”, realizado este mês pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é estimular as empresas a incorporar a conservação de florestas e da biodiversidade na estratégia de negócios, dando um passo além nas políticas de gestão ambiental já existentes, como controle da poluição e redução no desperdício de água.
A nova certificação parte da premissa de que as áreas naturais são responsáveis pela prestação dos chamados serviços ambientais - como produção de água, equilíbrio do solo e do clima, sequestro de carbono da atmosfera, polinização de lavouras, entre outros - e que, sem esses serviços, boa parte dos negócios seria inviabilizada.
“A dependência das atividades produtivas da existência de áreas naturais exige das empresas uma evolução do atual modelo de gestão ambiental”, diz Clóvis Borges, presidente do Conselho Diretor do Instituto Life, entidade criada para concessão da certificação Life.
A metodologia foi desenvolvida pelo Instituto Tecnológico do Paraná (TecPar)e atualmente três empresas estão em processo de obtenção do selo: a Posigraf, unidade gráfica do Grupo Positivo, a fabricante de cosméticos O Boticário e a MPX Energia, do empresário Eike Batista. A certificação Life prevê auditoria por organismos independentes e terá validade de cinco anos.
De acordo com Adriana Vasconcelos, gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Posigraf, a certificação piloto deve reforçar a estratégia de gestão ambiental da companhia, que recebe investimentos há mais de uma década e já permitiu a obtenção de selos como o ISO 14001 (meio ambiente) e FSC e Cerflor (procedência do papel usado na gráfica).
“A certificação Life consolida essas iniciativas”, diz Adriana, que também está à frente do processo de obtenção da ISO 14064, que estabelece normas para gestão das emissões de CO2 dentro da empresa.
Segundo ela, a estratégia de compensar as emissões de gases poluentes da atividade da gráfica inclui ainda investimentos na manutenção de remanescentes de Mata Atlântica no Paraná. No caso, a Mata do Uru, uma área de 131 hectares de floresta de araucária localizada no município de Lapa, a 80 km de Curitiba. “A manutenção de áreas verdes é vital para os negócios, embora muitas empresas ainda não enxerguem a relação de dependência. Nossos processos industriais, por exemplo, demandam água e pigmentos que vêm da natureza”.
Para Fernando Veiga, gerente de serviços ambientais da ONG The Nature Conservancy (TNC), já está em andamento, a passos ainda lentos, a construção de um mercado para os serviços ambientais no Brasil. “Exemplos disso são os programas de conservação de água que remuneram produtores rurais que cuidam das nascentes”, diz. Só no município de Extrema (MG), 50 agricultores recebem recursos da prefeitura para manter as áreas verdes intocadas e, assim, garantir a produção de água.
Fonte: Blog Sustentabilidade
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