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Notícias
05
jan
2010
(DESMATAMENTO)
Americanos e índios Suruí fazem aliança para vender créditos da floresta brasileira
Almir Suruí, uma das lideranças dos índios suruí, em Rondônia, surpreendeu o mundo há 3 anos, quando fez um acordo com o Google Earth para ajudar a monitorar o território de seu povo e acompanhar o desmatamento na região em torno. Agora, Suruí anuncia uma parceria com a ONG americana Forest Trends e a USAID, a agência do governo americano para ajuda internacional. Eles estão organizando um fundo para vender créditos de carbono obtidos com ações de conservação na terra suruí.
“O processo começou há 40 anos anos”, diz Almir. “Desde então estamos buscando uma forma de valorizar a preservação de nossa floresta. Ela tem tudo que precisamos para nossa sobrevivência. Ela estava sendo destruída em nome do desenvolvimento. E a vida do nosso povo corria perigo por causa disso. Há 40 anos, meu povo ainda usava arco e flecha para se defender. Há uma década, no entanto, entendemos que precisávamos de diálogo para conquistar respeito”.
Quando os suruí fizeram o primeiro levantamento do estado de suas terras, em 2004, descobriram que 7% da área, de 248 mil hectares, já tinha sido desmatada. Agora, segundo Almir, estão fazendo a recuperação dessa área e montando programas para que o povo continue vivendo da floresta e se defenda das pressões das madeireiras que agem no entorno.
O governo dos Estados Unidos e também governos de estados americanos estão interessados em pagar pelo desmatamento evitado no Brasil como forma de conseguir créditos para cumprir suas possíveis futuras metas de redução de emissões. Essas metas podem vir de compromissos internacionais, como o negociado aqui em Copenhague ou de legislações ou regulamentações dos próprios Estados Unidos.
“O processo começou há 40 anos anos”, diz Almir. “Desde então estamos buscando uma forma de valorizar a preservação de nossa floresta. Ela tem tudo que precisamos para nossa sobrevivência. Ela estava sendo destruída em nome do desenvolvimento. E a vida do nosso povo corria perigo por causa disso. Há 40 anos, meu povo ainda usava arco e flecha para se defender. Há uma década, no entanto, entendemos que precisávamos de diálogo para conquistar respeito”.
Quando os suruí fizeram o primeiro levantamento do estado de suas terras, em 2004, descobriram que 7% da área, de 248 mil hectares, já tinha sido desmatada. Agora, segundo Almir, estão fazendo a recuperação dessa área e montando programas para que o povo continue vivendo da floresta e se defenda das pressões das madeireiras que agem no entorno.
O governo dos Estados Unidos e também governos de estados americanos estão interessados em pagar pelo desmatamento evitado no Brasil como forma de conseguir créditos para cumprir suas possíveis futuras metas de redução de emissões. Essas metas podem vir de compromissos internacionais, como o negociado aqui em Copenhague ou de legislações ou regulamentações dos próprios Estados Unidos.
Fonte: Revista Época
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