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Notícias
04
jan
2010
(INDÚSTRIA)
Indústria vai liderar o crescimento em 2010
O setor industrial terá expansão de 7% no ano em que a economia brasileira crescerá 5,5%, prevê CNI.
Depois de um ano de estagnação provocada pela crise financeira que abalou o mundo, o Brasil começará 2010 em ritmo acelerado de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) do país terá uma expansão de 5,5%, puxado pelo aumento da produção industrial, dos investimentos e do consumo das famílias. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Conforme o estudo intitulado Economia Brasileira, o PIB industrial, que teve uma queda de 4,5% em 2009, crescerá 7% no próximo ano. "O crescimento da economia esperado para 2010 deverá fazer com que a produção industrial ultrapasse o nível de antes da crise no primeiro semestre do ano", prevêem os técnicos da CNI. A recuperação da produção favorecerá a criação de empregos e o aumento da renda dos trabalhadores. Esses fatores, associados à elevação da oferta de crédito e dos programas de transferência de renda do governo, incrementarão a demanda interna. A estimativa é que o consumo das famílias aumente 5,6% em 2010, ante a expansão de 3,7% registrada em 2009.
Depois da retração de 10,8% neste ano, os investimentos deverão aumentar 14% em 2010, mais do que o dobro do ritmo esperado para a economia. "Os fatores que permitem projetar essa tendência são a elevação no nível da capacidade instalada na indústria, o aumento da confiança do industrial, a redução dos custos e o aumento da disponibilidade dos financiamentos de longo prazo", destaca o estudo. Com isso, a taxa de investimentos do país subirá do equivalente a 16,9% do PIB para 18,3% do PIB.
A CNI estima ainda que a taxa de desemprego recuará da média de 8,1% registrada em 2009 para 7,6% em 2010, e os salários terão uma elevação de 5%. "O mercado de trabalho já se encontra em trajetória de recuperação. A geração de empregos deverá se intensificar ao longo de 2010."
O estudo destaca que o país precisa estar atento à crescente valorização do real diante do dólar. A previsão é que a moeda norte-americana chegue ao final de 2010 cotada a R$ 1,70, abaixo da média de R$ 1,72 estimada para dezembro deste ano. Boa parte da valorização do real será resultado do aumento dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. "Outro motivo é a taxa de juros norte-americana, que deverá seguir muito baixa e estimular a tomada de empréstimos em dólar para investir em países como o Brasil", acrescentam os técnicos da CNI.
Com o câmbio favorável as importações aumentarão 38% em 2010 na comparação com este ano e atingirão US$ 175 bilhões. As exportações terão um incremento de 24% e somarão US$ 188 bilhões. O saldo comercial do país recuará dos US$ 25,2 bilhões projetados em 2009 para US$ 13 bilhões no próximo ano.
Inflação ficará em 4,7% em 2010, prevê CNI
Brasília - A inflação do próximo ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá ficar em 4,7%, um pouco acima do centro da meta, que é de 4,5%, mas dentro das margens mínima e máxima (de 2,5% a 6,5%). A previsão é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na edição especial do Informe Conjuntural, divulgada nesta terça-feira, 15 de dezembro.
A alta dos preços de 4,7% em 2010 será influenciada sobretudo pelos alimentos. "O retorno da demanda externa das commodities agrícolas, com a recuperação dos seus preços, influenciará os preços dos alimentos", diz o documento. "Haverá uma inversão na tendência apresentada em 2009, com aumento menos expressivo dos serviços e preços administrados e elevação moderada dos preços industriais", atesta a CNI.
Conforme o Informe Conjuntural, o aumento da capacidade instalada da indústria fará crescer a oferta dos produtos industriais, acompanhando o crescimento da demanda interna. Enfatiza, porém, que "esse cenário de elevação de preços será em parte compensado pela manutenção do câmbio valorizado, visto que os produtos industrializados sofrerão com a concorrência dos produtos importados".
O diagnóstico da CNI sobre o comportamento do IPCA este ano afirma que a crise econômica internacional puxou os preços para baixo, por duas razões principais: as empresas ajustaram os estoques para aumentar receita e manter o giro, pelas restrições ao crédito e queda na demanda, fazendo com que caíssem, e a concorrência dos produtos importados, pela sobrevalorização cambial. A estimativa é que a inflação feche o ano em 4,3%.
Com a inflação dentro das metas, a taxa de juros básica, a Selic, se manterá em 8,75% ao ano atuais em 2010. "Com a inflação controlada ao longo de 2010 e a Selic mantendo-se estável, a taxa de juros real, que deve ficar em 5% este ano, será menor, terminando 2010 em 4,3% ao ano", prevê o Informe Conjuntural.
Depois de um ano de estagnação provocada pela crise financeira que abalou o mundo, o Brasil começará 2010 em ritmo acelerado de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) do país terá uma expansão de 5,5%, puxado pelo aumento da produção industrial, dos investimentos e do consumo das famílias. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Conforme o estudo intitulado Economia Brasileira, o PIB industrial, que teve uma queda de 4,5% em 2009, crescerá 7% no próximo ano. "O crescimento da economia esperado para 2010 deverá fazer com que a produção industrial ultrapasse o nível de antes da crise no primeiro semestre do ano", prevêem os técnicos da CNI. A recuperação da produção favorecerá a criação de empregos e o aumento da renda dos trabalhadores. Esses fatores, associados à elevação da oferta de crédito e dos programas de transferência de renda do governo, incrementarão a demanda interna. A estimativa é que o consumo das famílias aumente 5,6% em 2010, ante a expansão de 3,7% registrada em 2009.
Depois da retração de 10,8% neste ano, os investimentos deverão aumentar 14% em 2010, mais do que o dobro do ritmo esperado para a economia. "Os fatores que permitem projetar essa tendência são a elevação no nível da capacidade instalada na indústria, o aumento da confiança do industrial, a redução dos custos e o aumento da disponibilidade dos financiamentos de longo prazo", destaca o estudo. Com isso, a taxa de investimentos do país subirá do equivalente a 16,9% do PIB para 18,3% do PIB.
A CNI estima ainda que a taxa de desemprego recuará da média de 8,1% registrada em 2009 para 7,6% em 2010, e os salários terão uma elevação de 5%. "O mercado de trabalho já se encontra em trajetória de recuperação. A geração de empregos deverá se intensificar ao longo de 2010."
O estudo destaca que o país precisa estar atento à crescente valorização do real diante do dólar. A previsão é que a moeda norte-americana chegue ao final de 2010 cotada a R$ 1,70, abaixo da média de R$ 1,72 estimada para dezembro deste ano. Boa parte da valorização do real será resultado do aumento dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. "Outro motivo é a taxa de juros norte-americana, que deverá seguir muito baixa e estimular a tomada de empréstimos em dólar para investir em países como o Brasil", acrescentam os técnicos da CNI.
Com o câmbio favorável as importações aumentarão 38% em 2010 na comparação com este ano e atingirão US$ 175 bilhões. As exportações terão um incremento de 24% e somarão US$ 188 bilhões. O saldo comercial do país recuará dos US$ 25,2 bilhões projetados em 2009 para US$ 13 bilhões no próximo ano.
Inflação ficará em 4,7% em 2010, prevê CNI
Brasília - A inflação do próximo ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá ficar em 4,7%, um pouco acima do centro da meta, que é de 4,5%, mas dentro das margens mínima e máxima (de 2,5% a 6,5%). A previsão é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na edição especial do Informe Conjuntural, divulgada nesta terça-feira, 15 de dezembro.
A alta dos preços de 4,7% em 2010 será influenciada sobretudo pelos alimentos. "O retorno da demanda externa das commodities agrícolas, com a recuperação dos seus preços, influenciará os preços dos alimentos", diz o documento. "Haverá uma inversão na tendência apresentada em 2009, com aumento menos expressivo dos serviços e preços administrados e elevação moderada dos preços industriais", atesta a CNI.
Conforme o Informe Conjuntural, o aumento da capacidade instalada da indústria fará crescer a oferta dos produtos industriais, acompanhando o crescimento da demanda interna. Enfatiza, porém, que "esse cenário de elevação de preços será em parte compensado pela manutenção do câmbio valorizado, visto que os produtos industrializados sofrerão com a concorrência dos produtos importados".
O diagnóstico da CNI sobre o comportamento do IPCA este ano afirma que a crise econômica internacional puxou os preços para baixo, por duas razões principais: as empresas ajustaram os estoques para aumentar receita e manter o giro, pelas restrições ao crédito e queda na demanda, fazendo com que caíssem, e a concorrência dos produtos importados, pela sobrevalorização cambial. A estimativa é que a inflação feche o ano em 4,3%.
Com a inflação dentro das metas, a taxa de juros básica, a Selic, se manterá em 8,75% ao ano atuais em 2010. "Com a inflação controlada ao longo de 2010 e a Selic mantendo-se estável, a taxa de juros real, que deve ficar em 5% este ano, será menor, terminando 2010 em 4,3% ao ano", prevê o Informe Conjuntural.
Fonte: CNI
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