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Notícias
11
dez
2009
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Dinamarca apresenta sua Vila Sustentável para o mundo
Dinamarca apresenta sua Vila Sustentável para o mundo
Por Reinaldo Canto*, direto de Copenhague para a Envolverde
Realidade européia aponta que investimentos em residências é um excelente caminho para uma economia de baixo carbono.
Em evento paralelo da COP-15, a Dinamarca apresentou uma vila repleta de casas algumas ainda em construção e outras já habitadas que possuem o grande mérito de buscar a máxima redução nos gastos com energia.
Afinal, reduzir os custos de energia e ao mesmo tempo reduzir as emissões de CO2 são desafios de todo o mundo, mas tem significativa importância aqui na Europa, onde a energia é cada vez mais cara e obtida por meio de fontes energéticas com alto grau de emissão de gases de efeitos estufa.
Para se ter um panorama da importância dessas construções, vale lembrar que, entre os principais setores responsáveis pelas emissões de carbono no âmbito da União Européia, 33% vem da área de transporte, 26% da indústria e 41% do setor de edificações. Desses 41%, dois terços dessa energia são usadas no consumo, principalmente, para três atendimentos básicos: aquecimento, refrigeração e ventilação. Segundo cálculos das autoridades européias do setor de energia, 80% dessa energia é simplesmente desperdiçada.
Esse projeto está localizado cerca de 70 quilômetros da capital Copenhague, são 300 casas que estão sendo construídas na pequena cidade de Egedal e prometem atingir uma alta eficiência energética. Algumas delas já estão prontas e possuem diversas soluções conhecidas dos brasileiros, painéis solares, reuso da água de chuva e projeto arquitetônico que procura garantir aproveitamento máximo da circulação de ar para ventilação, além de janelas e tetos de vidro transparente que privilegiam a iluminação natural.
Em matéria de novidades tecnológicas, a que mais chamou a atenção foram os vidros especiais colocados nas janelas das casas. Eles foram desenvolvidos a partir da moderníssima nanotecnologia. Micropartículas misturadas ao vidro, garantem os idealizadores, permite que a janela nunca precise ser limpa, ela é, nada mais, nada menos do que auto-limpante.
Outra novidade envolve o uso de materiais isolantes entre as paredes de madeira, (exatamente a casa é de madeira de reflorestamento) que retêm o calor e permite que se gaste muito menos com a calefação, cujo problema no Brasil não existe, mas apresenta um consumo altíssimo na Europa por causa do frio intenso.
Mas muito mais do que tecnologias inéditas o primordial no projeto é o esforço que uniu os setores público e privado, na superação dos obstáculos e no apoio aos interessados em adquirir os imóveis com financiamento de 30 anos e valores ao alcance dos bolsos. Já que, segundo os representantes da empresa responsável pela construção das casas, elas custam em torno de 20 mil euros ou 52 mil reais a mais que residências do mesmo porte (uma casa de dois quartos com cerca de 80 m²). E esse investimento inicial será totalmente compensado para os moradores num prazo de 10 anos, já que o consumo médio de uma casa desse porte na Europa é de 3 mil euros por ano e o consumo menor de energia da “casa eficiente” ou se preferir, “casa inteligente”, é de apenas mil euros anuais, ou seja, a economia atingirá a bagatela de 2 mil euros por ano.
E consumir menos não significa viver pior. As famílias que já vivem ali afirmam que o conforto é o mesmo de qualquer casa que gasta muito mais energia do modo tradicional e perdulário.
Para o consultor especial da cidade, Jan Poulsen, a eficiência energética é a chave para se atingir uma economia de baixo carbono. “Nós podemos usar 90% menos energia para aquecimento e refrigeração das casas”. E, segundo ele, isso não vale apenas para casos como o dessa vila sustentável. “As construções já existentes podem passar por um processo de renovação e modernização que diminuiria em muito os custos energéticos das moradias européias e seriam capazes de colaborar com a criação de 500 mil empregos”.
Somente o continente europeu consome 270 bilhões de euros em energia por ano (cerca de 500 euros por habitante da comunidade) ou 460 milhões de toneladas de CO² por ano (que corresponde ao total das emissões anuais da Itália).
Vamos aguardar que exemplos como esse “contaminem” nossos líderes na busca por um grande acordo aqui na COP-15.
Material produzido e editado pela Envolverde/Mercado Ético/Carbono Brasil/Rebia/Campanha Tic-Tac/EcoAgência, e distribuído para reprodução livre com o apoio da Fundação Amazonas Sustentável.
Por Reinaldo Canto*, direto de Copenhague para a Envolverde
Realidade européia aponta que investimentos em residências é um excelente caminho para uma economia de baixo carbono.
Em evento paralelo da COP-15, a Dinamarca apresentou uma vila repleta de casas algumas ainda em construção e outras já habitadas que possuem o grande mérito de buscar a máxima redução nos gastos com energia.
Afinal, reduzir os custos de energia e ao mesmo tempo reduzir as emissões de CO2 são desafios de todo o mundo, mas tem significativa importância aqui na Europa, onde a energia é cada vez mais cara e obtida por meio de fontes energéticas com alto grau de emissão de gases de efeitos estufa.
Para se ter um panorama da importância dessas construções, vale lembrar que, entre os principais setores responsáveis pelas emissões de carbono no âmbito da União Européia, 33% vem da área de transporte, 26% da indústria e 41% do setor de edificações. Desses 41%, dois terços dessa energia são usadas no consumo, principalmente, para três atendimentos básicos: aquecimento, refrigeração e ventilação. Segundo cálculos das autoridades européias do setor de energia, 80% dessa energia é simplesmente desperdiçada.
Esse projeto está localizado cerca de 70 quilômetros da capital Copenhague, são 300 casas que estão sendo construídas na pequena cidade de Egedal e prometem atingir uma alta eficiência energética. Algumas delas já estão prontas e possuem diversas soluções conhecidas dos brasileiros, painéis solares, reuso da água de chuva e projeto arquitetônico que procura garantir aproveitamento máximo da circulação de ar para ventilação, além de janelas e tetos de vidro transparente que privilegiam a iluminação natural.
Em matéria de novidades tecnológicas, a que mais chamou a atenção foram os vidros especiais colocados nas janelas das casas. Eles foram desenvolvidos a partir da moderníssima nanotecnologia. Micropartículas misturadas ao vidro, garantem os idealizadores, permite que a janela nunca precise ser limpa, ela é, nada mais, nada menos do que auto-limpante.
Outra novidade envolve o uso de materiais isolantes entre as paredes de madeira, (exatamente a casa é de madeira de reflorestamento) que retêm o calor e permite que se gaste muito menos com a calefação, cujo problema no Brasil não existe, mas apresenta um consumo altíssimo na Europa por causa do frio intenso.
Mas muito mais do que tecnologias inéditas o primordial no projeto é o esforço que uniu os setores público e privado, na superação dos obstáculos e no apoio aos interessados em adquirir os imóveis com financiamento de 30 anos e valores ao alcance dos bolsos. Já que, segundo os representantes da empresa responsável pela construção das casas, elas custam em torno de 20 mil euros ou 52 mil reais a mais que residências do mesmo porte (uma casa de dois quartos com cerca de 80 m²). E esse investimento inicial será totalmente compensado para os moradores num prazo de 10 anos, já que o consumo médio de uma casa desse porte na Europa é de 3 mil euros por ano e o consumo menor de energia da “casa eficiente” ou se preferir, “casa inteligente”, é de apenas mil euros anuais, ou seja, a economia atingirá a bagatela de 2 mil euros por ano.
E consumir menos não significa viver pior. As famílias que já vivem ali afirmam que o conforto é o mesmo de qualquer casa que gasta muito mais energia do modo tradicional e perdulário.
Para o consultor especial da cidade, Jan Poulsen, a eficiência energética é a chave para se atingir uma economia de baixo carbono. “Nós podemos usar 90% menos energia para aquecimento e refrigeração das casas”. E, segundo ele, isso não vale apenas para casos como o dessa vila sustentável. “As construções já existentes podem passar por um processo de renovação e modernização que diminuiria em muito os custos energéticos das moradias européias e seriam capazes de colaborar com a criação de 500 mil empregos”.
Somente o continente europeu consome 270 bilhões de euros em energia por ano (cerca de 500 euros por habitante da comunidade) ou 460 milhões de toneladas de CO² por ano (que corresponde ao total das emissões anuais da Itália).
Vamos aguardar que exemplos como esse “contaminem” nossos líderes na busca por um grande acordo aqui na COP-15.
Material produzido e editado pela Envolverde/Mercado Ético/Carbono Brasil/Rebia/Campanha Tic-Tac/EcoAgência, e distribuído para reprodução livre com o apoio da Fundação Amazonas Sustentável.
Fonte: Agência Envolverde
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