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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
SC quer Conselho Florestal
O governo do Estado deve encaminhar esta semana para a Assembléia Legislativa um projeto de lei criando o Conselho de Desenvolvimento Florestal de Santa Catarina. A promessa foi feita neste final de semana pelo governador Luiz Henrique da Silveira, durante o encontro da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal (Cadif), da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), realizado em Lages.
Com a criação do conselho, os empresários do setor madeireiro/florestal catarinense esperam ter mais agilidade na solução dos problemas e maior crescimento da atividade. De acordo com o vice-presidente e coordenador da Câmara Florestal da Fiesc, Carlos Ivanov Hristo, a criação do Conselho vai possibilitar a discussão de uma política de desenvolvimento para o setor no Estado.
A criação do Conselho, no âmbito da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, também vai permitir que se tomem as medidas administrativas necessárias para dar o devido suporte às ações conjuntas de governo e iniciativa privada, com vistas ao fortalecimento dessa política e das atividades econômicas florestais.
O projeto inicial da Fiesc prevê a participação no conselho do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Santa Catarina (Sinpesc), da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), de representantes das indústrias fabricantes de móveis, das secretariais estaduais de Planejamento, Agricultura, Desenvolvimento Social e da Fundação do Meio Ambiente (Fatma).
Por sugestão do governador foram inclusos, no conselho, representantes das universidades federal e estadual e da Secretaria de Estado de Finanças. "Devemos convidar ainda as universidade particulares para participarem com seus especialistas", comentou o governador.
Para Ivanov, após a criação do conselho, Santa Catarina terá plena condição de celebrar com o governo federal o pacto federativo para a gestão dos recursos naturais, criando instrumentos para que o Estado possa cumprir com suas competências institucionais.
"Com o conselho e pacto, vamos aproximar a discussão onde as entidades produtivas, trabalhadores e Estado terão um diálogo voltado para as necessidades e realidades do setor em Santa Catarina", frisou Ivanov, lembrando que o respeito ao meio ambiente é uma das preocupações da entidade.
Solo e clima ajudam na produção
Durante o encontro, foi exposto o quadro atual do setor florestal catarinense. Segundo o relatório da Cadif, uma das maiores vantagens do Estado está no fato de que as espécies estrangeiras (pinus) produzem em SC cerca de quatro vezes mais, graças ao solo e clima.
A Cadif aponta ainda o estudo feito pela Empresa de pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri), mostrando que o potencial de uso dos solos conta com 70% de vocação florestal, por causa da declividade e fertilidade por uso inadequado.
Ivanov destacou ainda que o Estado é o terceiro produtor nacional de celulose e papel, o primeiro em celulose de fibra longa e, principalmente, o primeiro exportador de produtos florestais, onde 42% dos móveis exportados pelo Brasil são catarinenses.
Mas ele reconhece existir alguns problemas e cita como exemplo a insuficiência de tecnologias de cultivo de espécies nativas, baixa participação da silvicultura nas atividades produtivas das propriedades rurais e a inexistência de estatísticas em nível global do setor.
Fonte: Agência Brasil - 06/04/2004
Com a criação do conselho, os empresários do setor madeireiro/florestal catarinense esperam ter mais agilidade na solução dos problemas e maior crescimento da atividade. De acordo com o vice-presidente e coordenador da Câmara Florestal da Fiesc, Carlos Ivanov Hristo, a criação do Conselho vai possibilitar a discussão de uma política de desenvolvimento para o setor no Estado.
A criação do Conselho, no âmbito da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, também vai permitir que se tomem as medidas administrativas necessárias para dar o devido suporte às ações conjuntas de governo e iniciativa privada, com vistas ao fortalecimento dessa política e das atividades econômicas florestais.
O projeto inicial da Fiesc prevê a participação no conselho do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Santa Catarina (Sinpesc), da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), de representantes das indústrias fabricantes de móveis, das secretariais estaduais de Planejamento, Agricultura, Desenvolvimento Social e da Fundação do Meio Ambiente (Fatma).
Por sugestão do governador foram inclusos, no conselho, representantes das universidades federal e estadual e da Secretaria de Estado de Finanças. "Devemos convidar ainda as universidade particulares para participarem com seus especialistas", comentou o governador.
Para Ivanov, após a criação do conselho, Santa Catarina terá plena condição de celebrar com o governo federal o pacto federativo para a gestão dos recursos naturais, criando instrumentos para que o Estado possa cumprir com suas competências institucionais.
"Com o conselho e pacto, vamos aproximar a discussão onde as entidades produtivas, trabalhadores e Estado terão um diálogo voltado para as necessidades e realidades do setor em Santa Catarina", frisou Ivanov, lembrando que o respeito ao meio ambiente é uma das preocupações da entidade.
Solo e clima ajudam na produção
Durante o encontro, foi exposto o quadro atual do setor florestal catarinense. Segundo o relatório da Cadif, uma das maiores vantagens do Estado está no fato de que as espécies estrangeiras (pinus) produzem em SC cerca de quatro vezes mais, graças ao solo e clima.
A Cadif aponta ainda o estudo feito pela Empresa de pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri), mostrando que o potencial de uso dos solos conta com 70% de vocação florestal, por causa da declividade e fertilidade por uso inadequado.
Ivanov destacou ainda que o Estado é o terceiro produtor nacional de celulose e papel, o primeiro em celulose de fibra longa e, principalmente, o primeiro exportador de produtos florestais, onde 42% dos móveis exportados pelo Brasil são catarinenses.
Mas ele reconhece existir alguns problemas e cita como exemplo a insuficiência de tecnologias de cultivo de espécies nativas, baixa participação da silvicultura nas atividades produtivas das propriedades rurais e a inexistência de estatísticas em nível global do setor.
Fonte: Agência Brasil - 06/04/2004
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