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Notícias
02
dez
2009
(MEIO AMBIENTE)
França quer verba para proteção de florestas
A França tem proposta para que 20% do dinheiro destinado aos países em desenvolvimento para combater a mudança climática seja destinado aos países com florestas, para que lutem contra o desmatamento.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, contou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, falou sobre a proposta na recente reunião de Manaus com o presidente Luis Inácio Lula da Silva.
A proposta francesa é de destinar 20% do dinheiro nos três primeiros anos para proteger as florestas. “A proposta é da França, vamos ver o que vai sair em Copenhague”, afirmou Amorim.
A organização não governamental WWF defende a criação de um fundo anual de US$ 160 bilhões para um período de cinco anos, com os países em desenvolvimento se comprometendo formalmente a combater as mudanças climáticas. A expectativa brasileira é que recursos sejam anunciados pelos países industrializados, mas Amorim disse ainda não ter sinalizações de valores.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em todo caso, prometeu US$ 13 bilhões em três anos para um fundo ambiental para os países em desenvolvimento.
O Brasil defende que o financiamento para proteger as florestas fique em um fundo global que dará apoio aos planos nacionais de redução de gases-estufa dos países em desenvolvimento, os chamados Namas, no jargão diplomático internacional. Aqui entrariam todos os planos possíveis de redução de emissões, e a proteção às florestas seria um dos itens. É possivelmente para esse item que Sarkozy quer garantir 20% da verba.
Amorim reiterou, por outro lado, que o Brasil não aceitará acordo climático que inclua “tarifa-carbono” nas fronteiras.
Justamente a França é o país que mais exige uma tarifa-carbono na Europa, com discreto apoio da Alemanha. Para Paris, a UE deveria taxar o conteúdo em carbono de uma mercadoria importada no caso de esse conteúdo ser maior que o equivalente europeu. Os EUA também estudam plano similar.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, contou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, falou sobre a proposta na recente reunião de Manaus com o presidente Luis Inácio Lula da Silva.
A proposta francesa é de destinar 20% do dinheiro nos três primeiros anos para proteger as florestas. “A proposta é da França, vamos ver o que vai sair em Copenhague”, afirmou Amorim.
A organização não governamental WWF defende a criação de um fundo anual de US$ 160 bilhões para um período de cinco anos, com os países em desenvolvimento se comprometendo formalmente a combater as mudanças climáticas. A expectativa brasileira é que recursos sejam anunciados pelos países industrializados, mas Amorim disse ainda não ter sinalizações de valores.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em todo caso, prometeu US$ 13 bilhões em três anos para um fundo ambiental para os países em desenvolvimento.
O Brasil defende que o financiamento para proteger as florestas fique em um fundo global que dará apoio aos planos nacionais de redução de gases-estufa dos países em desenvolvimento, os chamados Namas, no jargão diplomático internacional. Aqui entrariam todos os planos possíveis de redução de emissões, e a proteção às florestas seria um dos itens. É possivelmente para esse item que Sarkozy quer garantir 20% da verba.
Amorim reiterou, por outro lado, que o Brasil não aceitará acordo climático que inclua “tarifa-carbono” nas fronteiras.
Justamente a França é o país que mais exige uma tarifa-carbono na Europa, com discreto apoio da Alemanha. Para Paris, a UE deveria taxar o conteúdo em carbono de uma mercadoria importada no caso de esse conteúdo ser maior que o equivalente europeu. Os EUA também estudam plano similar.
Fonte: Valor Econômico
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