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Notícias
30
nov
2009
(MEIO AMBIENTE)
Um bilhão de hectares para a restauração florestal
Novo estudo afirma que o planeta tem um "Canadá" em áreas potenciais para a prática da restauração de matas destruídas e, caso isto fosse feito, a redução de emissões de gases do efeito estufa seria a mesma obtida com o combate ao desmatamento.
Todos os dias somos lembrados de quão importante é a preservação das florestas que ainda resistem ao avanço do “progresso” mundo a fora. Fala-se muito, por exemplo, em pagar para as comunidades manterem intocadas as matas e dessa forma evitar que ainda mais árvores sejam cortadas. Um novo estudo publicado nesta semana chama a atenção para mais um fator que deve ser levado em conta nos planejamentos futuros de preservação ambiental: a restauração.
Contrariando as últimas pesquisas ligadas ao meio ambiente e mudanças climáticas que vêm sendo cada vez mais pessimistas e catastróficas, o trabalho realizado por uma aliança global dedicada a restaurar florestas mostra que há uma área enorme de mais de um bilhão de hectares, maior que o território do Canadá, que pode ser restaurada sem prejudicar outras atividades, como a produção de alimentos.
Existiriam oportunidades de restauração em praticamente todos os continentes, sendo que o maior potencial estaria na África, mas China, Índia e Brasil também possuiriam áreas substanciais.
O estudo da Parceria Global para Restauração de Florestas (GPFLR) foi elaborado através da análise de sofisticadas técnicas de mapeamento por satélite, pelas quais foi possível identificar áreas de antigas florestas que possuíam potencial para a restauração.
Os resultados foram anunciados nesta quinta-feira (26) em Londres, durante o encontro internacional da GPFLR, da qual o IUCN e a Comissão de Florestas da Grã-Bretanha são membros fundadores. A área total identificada é bastante superior às estimativas anteriores, que não passavam de 850 milhões de hectares.
Segundo o estudo, terras que hoje são usadas em agricultura de baixa produtividade são as que têm maior potencial para restauração.
Copenhague
A GPFLR afirma que a restauração de florestas tem um impacto muito grande nas mudanças climáticas assim como na melhora das condições de vida das pessoas. A entidade recomenda que ações urgentes nesse sentido devem ser tomadas para que o assunto não fique em segundo plano na grande conferência do clima em dezembro, na Dinamarca.
Análises preliminares indicam que em 2030 a restauração de áreas degradadas pode ter a mesma contribuição para a redução de gases do efeito estufa que a preservação de florestas, algo como 70 gigatoneladas de CO2.
“Experiências de restauração ao redor do mundo mostram que apesar de ser impossível fazer as florestas retornarem ao seu estado original, muitas de suas qualidades podem ser restauradas. As matas fornecem tantos serviços vitais, como água limpa e ar fresco, que nós apenas ganharemos trazendo elas de volta a vida. Precisamos proteger as florestas que ainda restam e restaurar as que perdemos”, declarou Steve Maginnis, diretor do IUCN.
As florestas cobriam mais de 50% das áreas terrestres do planeta. Hoje, essa porcentagem não passa de 30% devido ao desmatamento e à expansão das áreas urbanas e industriais. Essa taxa de destruição ainda é bem maior que a de restauração, apenas entre 2000 e 2005 o mundo teria perdido mais de sete milhões de hectares por ano.
Todos os dias somos lembrados de quão importante é a preservação das florestas que ainda resistem ao avanço do “progresso” mundo a fora. Fala-se muito, por exemplo, em pagar para as comunidades manterem intocadas as matas e dessa forma evitar que ainda mais árvores sejam cortadas. Um novo estudo publicado nesta semana chama a atenção para mais um fator que deve ser levado em conta nos planejamentos futuros de preservação ambiental: a restauração.
Contrariando as últimas pesquisas ligadas ao meio ambiente e mudanças climáticas que vêm sendo cada vez mais pessimistas e catastróficas, o trabalho realizado por uma aliança global dedicada a restaurar florestas mostra que há uma área enorme de mais de um bilhão de hectares, maior que o território do Canadá, que pode ser restaurada sem prejudicar outras atividades, como a produção de alimentos.
Existiriam oportunidades de restauração em praticamente todos os continentes, sendo que o maior potencial estaria na África, mas China, Índia e Brasil também possuiriam áreas substanciais.
O estudo da Parceria Global para Restauração de Florestas (GPFLR) foi elaborado através da análise de sofisticadas técnicas de mapeamento por satélite, pelas quais foi possível identificar áreas de antigas florestas que possuíam potencial para a restauração.
Os resultados foram anunciados nesta quinta-feira (26) em Londres, durante o encontro internacional da GPFLR, da qual o IUCN e a Comissão de Florestas da Grã-Bretanha são membros fundadores. A área total identificada é bastante superior às estimativas anteriores, que não passavam de 850 milhões de hectares.
Segundo o estudo, terras que hoje são usadas em agricultura de baixa produtividade são as que têm maior potencial para restauração.
Copenhague
A GPFLR afirma que a restauração de florestas tem um impacto muito grande nas mudanças climáticas assim como na melhora das condições de vida das pessoas. A entidade recomenda que ações urgentes nesse sentido devem ser tomadas para que o assunto não fique em segundo plano na grande conferência do clima em dezembro, na Dinamarca.
Análises preliminares indicam que em 2030 a restauração de áreas degradadas pode ter a mesma contribuição para a redução de gases do efeito estufa que a preservação de florestas, algo como 70 gigatoneladas de CO2.
“Experiências de restauração ao redor do mundo mostram que apesar de ser impossível fazer as florestas retornarem ao seu estado original, muitas de suas qualidades podem ser restauradas. As matas fornecem tantos serviços vitais, como água limpa e ar fresco, que nós apenas ganharemos trazendo elas de volta a vida. Precisamos proteger as florestas que ainda restam e restaurar as que perdemos”, declarou Steve Maginnis, diretor do IUCN.
As florestas cobriam mais de 50% das áreas terrestres do planeta. Hoje, essa porcentagem não passa de 30% devido ao desmatamento e à expansão das áreas urbanas e industriais. Essa taxa de destruição ainda é bem maior que a de restauração, apenas entre 2000 e 2005 o mundo teria perdido mais de sete milhões de hectares por ano.
Fonte: Carbono Brasil/IUCN
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